Acompanhe nas redes sociais:

21 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 889 / 2016

15/09/2016 - 18:12:27

Rui Palmeira e Renan Filho antecipam confronto de 2018

Prefeito judicializa eleição e calheiristas preparam reação

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Rui e Cícero protagonizam o embate que terá influência decisiva em 2018

A disputa eleitoral em Maceió em 2016 virou a antecipação do cenário de 2018, quando o prefeito Rui Palmeira (PSDB) - se ganhar a votação deste ano - será nome certo do PSDB para disputar as eleições contra o governador Renan Filho (PMDB), que tentará o bis no mandato.

Vão para lados opostos: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) - fica com Renan Filho; o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) - candidato ao Senado e estará com Rui; o senador Benedito de Lira (PP) - estará com Rui. A dúvida fica com o senador Fernando Collor (PTC), que pode se candidatar ao governo, surpreendendo os “confrades” jornalistas.

Em 2018, além de Renan Filho, disputam a reeleição Renan Calheiros e Benedito de Lira.

A segunda pesquisa Ibope, divulgada na quarta-feira (15), mostra que a votação em Maceió- além de ir ao segundo turno - não está mais tecnicamente empatada. Rui abriu uma vantagem de sete pontos percentuais em relação a Cícero Almeida (PMDB). E a distância de Cícero para o terceiro colocado, João Henrique Caldas (PSB), que estava em 20 pontos percentuais, caiu para dez pontos. E isso a 16 dias da eleição.

Significa que JHC é o candidato que mais cresceu na preferência do eleitorado na capital: tinha 11%. Está com 18%.

Se a tendência for a atual, ou seja, 2º turno, Rui vence Cícero (46% a 33%) ou JHC (45% a 32%). Sem Rui no segundo turno, a votação empata com Cícero Almeida e JHC (39% a 39%).

Mas, o apoio de JHC no 2º turno será ponto decisivo para definir quem vai sentar na cadeira do Executivo de Maceió pelos próximos quatro anos.

Em um cenário disputado voto a voto entre Rui e Renan Filho, o prefeito, através de sua assessoria jurídica, abriu, explicitamente, a guerra contra o governador.

Acusa Cícero e o governador de abuso de poder político e econômico nas eleições de Maceió. Leva, assim, as eleições das ruas para os tribunais.

Argumento é que assessores do governador participam da campanha de Cícero fora do horário de expediente e a presença de Renan Filho no guia de Cícero.

Acusações rejeitadas pelo comitê do pemedebista: “Rui perdeu uma grande oportunidade. E acabou fortalecendo a presença do governador na campanha de Cícero”, disse um dos assessores jurídicos de Cícero.

“Usam matéria requentada. Rui tinha a certeza que ganharia as eleições no primeiro turno. E não será assim”, disse este assessor jurídico.

Mas, no guia eleitoral de quarta-feira (15), pelo rádio, horas antes da divulgação da pesquisa Ibope, Cícero anunciava, entre as promessas de sua administração (se ganhar), obras na periferia e a Eco Via Norte.

Estas duas obras são tocadas pelo Governo Renan Filho. O “Pequenas Obras, Grandes Mudanças” (construção de escadarias e calçadas nas 76 grotas da capital, beneficiando 250 mil moradores) e a Eco Via Norte, ligação do bairro do Benedito Bentes com a AL-101 Norte (via que está atrasada há quatro anos).

Ações no caminho de Almeida 

Mas, a aposta de Rui é que o acréscimo de mais uma ação jurídica contra o ex-prefeito possa gerar desgaste público na imagem do ex-gestor, retirando votos do QG de campanha almeidista.

E Almeida tem contas a acertar já este mês.

No dia 22, o Tribunal de Justiça leva a plenário a ação da Operação Taturana em que Cícero Almeida é réu. Então deputado estadual, Almeida é acusado de atos de improbidade administrativa, que podem deixá-lo inelegível até 2026 mais perda do mandato e devolução de R$ 195,5 mil aos cofres públicos. Segundo a ação, Almeida e mais dez pessoas (também incluindo o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, do PT, também candidato a prefeito de Maceió) foram acusados de tomar dinheiro emprestado via Banco Rural e o pagamento ser feito com a verba de gabinete.

No dia 27, a conselheira Maria Cleide Beserra traz ao pleno do Tribunal de Contas a ação que julga as contas de Almeida, referentes a 2007, e reprovadas pelo relator, Anselmo Brito.

Já no final do mês passado, o Tribunal Regional Federal da 5a Região (TRF5) publicou acórdão com a negativa da 3ª Turma, rejeitando preliminares levantadas pelo Ministério Público Federal, acusando Cícero Almeida e mais duas pessoas de ato de improbidade.

O caso se referia a licitações na Secretaria Municipal de Educação. O MPF não conseguiu provar que houve irregularidades envolvendo o ex-prefeito.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia