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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 888 / 2016

11/09/2016 - 17:09:57

Pequenas faculdades sofrem perseguições

ALUNOS DENUNCIAm QUE CPI pode estar sendo abastecida de informações por pessoas ligadas a grandes grupos empresariais

Gabriel Mousinho gabriel[email protected]
Emerson Lavor, o último da esquerda para a direita, presente aos trabalhos

Pequenas faculdades instaladas em Alagoas, Pernambuco e outros Estados do Nordeste, principalmente, veem sofrendo perseguições de grandes grupos na área educacional, o que motivou até por interesses políticos abertura de CPI na Assembleia Legislativa de Pernambuco que foi encerrada sem atingir os seus objetivos.

Centenas de alunos que estavam na iminência de perderem seus direitos procuram agora a Justiça sob a alegação de que tudo não passou de uma maquinação de grupos para desestabilizar faculdades de menor porte que começaram a incomodar grandes instituições de ensino no país.

Os estudantes alegam que a CPI, então presidida pelo deputado Rodrigo Novaes, líder do PSD em Pernambuco, não chegou a comprovar nenhuma irregularidade no aparecimento de novas universidades. E o que é mais grave: o diretor de Pós-Graduação da Maurício de Nassau, Emerson Lavor, participou das reuniões da comissão sem ter habilitação legal, ou seja, um mandato popular. O que eles desejam,  e já preparam uma representação ao Ministério Público, é que se apure as verdadeiras intenção de instalar uma CPI que poderia estar sendo abastecida de informações por pessoas ligadas a grandes grupos empresariais.

Jogo duro

Os estudantes querem que a Justiça apure se não existem, por trás do que eles chamam perseguição, grandes grupos interessados na falência educacional de pequenas empresas que começam a estender suas instituições a vários estados do Brasil, inclusive em Alagoas. 

Os estudantes vêm reagindo com as informações de que a extensão universitária é ilegal, o que já foi desmentido pelo próprio Ministério da Educação que, em seu site oficial, declara a regularidade da extensão como curso de nível superior e baseado na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e que aborda também o possível aproveitamento de crédito da extensão para a graduação.

Durante a CPI as contradições entre os deputados mostraram claramente que existiam interesses obscuros por trás de tudo isso. Para iniciar muitos estudantes se perguntaram: ´´Se é uma Comissão Parlamentar de Inquérito porque o diretor de um grande grupo educacional orquestra à mesa, junto com os deputados?´´ Algo que chamou também muito a atenção dos estudantes foi o fato de o deputado Rodrigo Novaes ter sido patrono de uma turma de extensão universitária que se formou na cidade de Tacaratu, em Pernambuco. Nesse contexto o deputado enalteceu o projeto educacional e parabenizou os educadores pela iniciativa de democratizar o acesso ao ensino superior, embora meses depois tenha afirmado que o projeto era crime educacional.

Para a aluna Ana Maria, não foi só estranho, mas inexplicável o deputado Rodrigo Novaes ter excluído essa publicação do seu Facebook. A deputada Tereza Leitão, ao dizer que iria a Brasília revogar o artigo 44 da LDB, inconscientemente deixou claro que se há lei não há crime, diferentemente do que sempre foi propagado: que as faculdades atuavam na ilegalidade. Foi assim que alunos matriculados em instituições devidamente credenciadas pelo MEC passaram por abalos emocionais ao perceberem que estavam sendo massacrados por uma CPI que tinha como principal objetivo desmoralizar educadores e descredibilizar centros universitários de ensino. 

A guerra pelo ensino nas universidades particulares tem tomado um rumo nunca visto no Brasil. Os grandes conglomerados se articulam para afundar universidades novas, com técnicas modernas para entrar no mercado educacional e isto já vem preocupando de forma prática também em Maceió e outros municípios que abrigam universidades. De acordo com professores ouvidos sobre o caso, o interesse é imenso, onde os mais fortes tentam acabar com os mais fracos.

O que se observou durante todo esse processo de desestabilização das pequenas entidades de ensino, dizem os estudantes, foi o objetivo de grandes grupos educacionais em todo país quererem monopolizar o ensino superior, não dando chances e tréguas para que as menores instituições de ensino superior possam competir de forma igualitária. 

Com isso, dizem os alunos que participaram dos cursos de extensão: ´´os grandes grupos educacionais trabalham para não dar espaço a outros grupos instalados em várias regiões do país. Com esse olhar crítico precisamos do conforto de confiar no Ministério Público Federal que realiza seu trabalho com maestria, imparcialidade e tecnicidade investigando instituições que sem credenciamento ofertam cursos e terceirizam indevidamente a educação superior, ressaltam os estudantes.

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