Acompanhe nas redes sociais:

19 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 888 / 2016

11/09/2016 - 17:01:10

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

Cala a boca jornalista!

Foi um dos capítulos de meu primeiro livro: A História de Alagoas - dos Caetés aos Marajás, publicado em 1999, historiando em linguagem jornalística a minha vida de jornalista econômico sofrido, desde os últimos anos da ditadura militar com a censura à Imprensa, até a tão propagada redemocratização a partir do governo Sarney, que deu uma guinada na economia brasileira, com três planos de congelamento de preços e salários. Todos fracassados! 

Se antes, com a censura, era proibido criticar o governo, com a abertura criticava, mas era criticado pelos leitores, exatamente pelas mudanças constantes na economia, como mudança de moedas, mercado financeiro dando lucro e logo em seguida, prejuízo aos investidores; a classe média empobrecendo e os pobres ficando cada vez mais pobres. Em 1990 assumiu o governo o “caçador de marajás”, que prometeu reduzir os salários dos funcionários públicos que ganhavam muito e nada produziam, acabar com a inflação que já ultrapassava os 80% ao mês, mas não mexeria na poupança. Não cumpriu! Confiscou o mercado financeiro, e continuou no governo, congelando preços e salários, não repassando a inflação. Meus leitores passaram a criticar o governo e claro os jornalistas econômicos. 

Fui vítima

Assim como meus leitores, também fui vítima do confisco da poupança. Trabalhava muito para que deixasse alguma sobra de minha renda para aplicar na caderneta, que rendia a inflação e mais juros. O dinheiro só retornaria com outro nome, dois anos depois, sem valer mais nada. O que era milhão passou a ser mil. Quando pude sacar o dinheiro, não valia mais nada. Teve a transição do valor da moeda para URV (Unidade Real de Valor), até chegar a nova moeda: Real, que estabilizou a economia com inflação de quase zero e o rendimento da poupança, também assim!

As dicas continuavam

Minha coluna Repórter Econômico, de dicas de economia para o dia a dia do consumir, continha a nova realidade, sem inflação galopante, preços livres, sem mais o congelamento de preços e salários. Mas sempre orientava a pesquisar, pechincar e procurar fazer uma reserva financeira para qualquer emergência. Sabia que a partir daí não existiria mais confisco, exatamente devido ao controle total da inflação, sempre baixa. 

E agora?

O Brasil se encontra em recessão, com o Produto Interno Bruto (tudo que se produz durante o ano) em baixa, o que gera desemprego, e claro, aumento de preços (inflação). Minha dica é procurar sobreviver de acordo com o que ganha, continuar pesquisando preços para suas compras essenciais, priorizando o menor, sem utilizar as facilidades que os bancos e financeiras oferecem, já que os juros continuam subindo. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia