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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 888 / 2016

11/09/2016 - 16:44:13

Gabriel Mousinho

Pagando pra ver

Gabriel Mousinho

O Partido dos Trabalhadores decidiu romper com o PMDB e entregar todos os cargos que ocupa no governo estadual. Até aí tudo bem, mas nem todos os petistas ficaram satisfeitos e corre o risco de a maioria continuar no governo de Renan Filho.

Judson Cabral, por exemplo, que dirige a Serveal, já disse há muito tempo que não deve sua indicação ao PT e Joaquim Brito já deixou transparecer que não gostou da decisão do partido e se depender dele continua no cargo.

O PT, assim, rachou na decisão tomada pela alta cúpula do partido em Alagoas e não se sabe o que pode acontecer daqui pra frente. O problema todo é que o PMDB foi o grande protagonista do impeachment de Dilma Rousseff e isso culminou, ao menos publicamente, com o rompimento oficial com o governo, tanto federal, como estadual.

A bem da verdade o PT está estremecido nas suas bases e pode ocorrer uma debandada da sigla se a decisão for mantida e seus integrantes ameados de punições. Como a direção do partido se antecipa afirmando que analisará caso a caso, está se pagando pra ver que muitos de seus integrantes deixem os cargos.

Batalha jurídica

A assessoria jurídica do candidato Cícero Almeida tem ainda muito trabalho pela frente, depois da luta de registrá-lo como candidato a prefeito de Maceió. No apagar das luzes, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu sobre a homologação da candidatura. É que ele estava respondendo a um pedido de impugnação do PSOL, oficializado no dia 23 de agosto, sob a alegação de que ele possui uma condenação dada por vários juízes sobre alguns aspectos da Operação Taturana.

 Vem mais por aí

Pelo andar da carruagem os advogados do candidato do PMDB vão armar barraca nos tribunais. Além do pedido de impugnação, tem ainda a Máfia do Lixo e outros processos em andamento.

Erro de cálculo

Quando afirmou  em 2008 que iria asfaltar todas as ruas de Maceió, parece que a assessoria de Cícero Almeida não avaliou o compromisso que fez com o povo da cidade. Asfaltar todas as ruas da capital em tempo recorde, é mesmo coisa para super-homem, mas a energia parece que fracassou.

Contrassenso

Na coligação partidária que apoia a candidatura de Cícero Almeida (PMDB) à Prefeitura de Maceió, o PC do B sequer lembra que em 2011 foi um dos partidos na Câmara de Vereadores a investigar a chamada Máfia do Lixo. Na época, Almeida era prefeito e foi acusado pelo Ministério Público de ser responsável pelo suposto desvio de R$ 200 milhões do dinheiro público municipal. Hoje, os comunistas, entusiasmados, estão no palanque com Almeida e fazem ouvido de mercador ao assunto. Não é mais conveniente.

Mudou de ideia?

Por falar na Máfia do Lixo, Almeida teria que depor no último dia 1º sobre a acusação no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o advogado dele, Nabor Bulhões, conseguiu adiar para uma data ainda “indeterminada”. A justificativa foi a de que o advogado não poderia acompanhar seu cliente porque estaria com uma de suas filhas sendo submetida a um procedimento cirúrgico. E pensar que há cerca de 20 dias Almeida espalhava por aí que o seu desejo era de depor e esclarecer definitivamente a questão. Parece que mudou de ideia.

Mais Máfia do Lixo

O deputado Cícero Almeida tem perdido muito tempo no Guia Eleitoral para se justificar sobre a Máfia do Lixo, sob a alegação de que isso é obra do seu principal adversário Rui Palmeira. Mas ele é ou não réu no processo?

Enrascado

Cícero Almeida, nas entrevistas que tem concedido, demonstra dificuldades em explicar algumas ações quando era prefeito da capital. O Tribunal de Contas apontou falhas na prestação de contas e ele admitiu ter errado pelo menos sete vezes. Aproveitou para dizer que ´´somos humanos e passíveis de erros´´. Almeida atribuiu também seu destino político ao governador Renan Filho. Ah, bom.

Mal na fita

Ao liderar a votação em favor de Dilma Rousseff para que ela não perdesse os direitos políticos, o senador Renan Calheiros atraiu a ira de muitos senadores tanto do PMDB como de outros partidos. Essa história de que tudo está resolvido é conversa pra boi dormir. Nos bastidores, em Brasília, o senador está muito mal visto.

Causa própria

Para senadores que não rezam na cartilha de Calheiros, o presidente do Senado já estaria se prevenindo contra possíveis problemas que possa ter nos próximos meses. A situação do senador não é das mais confortáveis e a base aliada parece ter rachado.

Bloqueio

A exemplo do governo do Estado, a Prefeitura de Maceió teve recursos bloqueados para bancar exames na área de saúde. A decisão foi juiz Antônio Emanuel Dórea.

Violência            assusta

Mesmo que o governo diga que Alagoas saiu do ranking de primeiro lugar na violência para o quinto no Brasil, a violência não para de assustar. Os assassinatos e assaltos voltaram com força total, embora a polícia tenha trabalhado duro nessa área.

Vai piorar

É só uma questão de tempo. O Guia Eleitoral vai se transformar numa grande batalha política envolvendo Rui Palmeira e Cícero Almeida, cuja campanha está polarizada. Os outros candidatos, de acordo com as pesquisas, não incomodam os dois. Resta saber quem apoiará quem num eventual segundo turno.

Projeto

Questionado por ter usado imagens do atacante Neymar em sua campanha política, Gustavo Feijó, prefeito de Boca da Mata aposta tudo na sua reeleição para ser candidato novamente em 2018 a deputado estadual. Depois, apoia seu filho para prefeito da cidade.

Compra de votos

Não tem polícia que impeça a compra de votos na periferia de Maceió e no interior do estado. Pelo menos é a opinião de parte da população que acompanha a campanha nessas áreas. Como está todo mundo em crise o voto pode custar menos do que nas eleições passadas.

Novo escândalo

A onda agora são os Fundos de Pensão. Meteram a mão no dinheiro da Petros, do Postalis, do Funcef e da Previ, do Banco do Brasil. Esta conversa de traquinagens nos Fundos de Pensão é velha e pode agora respingar em Alagoas. Os prejuízos beiram os 50 bilhões de reais.

De olho em Collor

Imprevisível como sempre, o senador Fernando Collor já apronta uma nova surpresa nas eleições em Maceió. Ele sabe que Paulo Memória não chega lá, mas sua posição pode causar um estrago em algumas candidaturas.

Carga total

Quem pensava que Collor não iria dar bolas para esta campanha no interior, enganou-se. Ele tem viajado muito e aonde chega faz a festa, principalmente nos redutos do PMDB, onde se elegeu como adversário.

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