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Edição nº 888 / 2016

11/09/2016 - 16:42:36

Jorge Oliveira

Carlito, o vendedor de Cultura

Jorge Oliveira

Maceió - A Flimar do Carlito, que acontece em Marechal Deodoro, é sem dúvida uma das maiores iniciativas culturais de Alagoas das últimas décadas. Participei pela primeira vez desta edição do evento em homenagem a Nise da Silveira e fiquei orgulhoso em compartilhar com tanta gente da terra e de fora dessa festa literária que já entrou para o calendário nacional. 

Como alagoano, fiquei envaidecido com a organização da feira, motivo de elogios de quem participou dos três dias de festa. A plateia é um capítulo à parte. Atenta a todas as palestras, encantou a todos os escritores, poetas, cineastas e produtores pela participação inteligente e pelo interesse em todos os assuntos debatidos.

Com a edição da VII Flimar, o escritor Carlito Lima, o Velho Capita, mostra aos alagoanos que existem espaços na terra para eventos literários de alto nível como o de Marechal Deodoro. E quando o poder púbico acata uma ideia como essa em uma cidade até então frequentada por turistas esporádicos está transformando o local em uma referência cultural no Brasil. Mas não bastava a proposta brilhante de Carlito para execução desse projeto sete anos atrás. Alguém precisava apostar. O prefeito Cristiano Matheus não só acreditou como bancou. O resultado está aí: a Flimar, na sua sétima edição, levou Marechal para além da cidade da música transformando-a num centro literário de Alagoas.

A impecável organização e os esforços de todos os auxiliares de Carlito permitem que tudo funcione no tempo como um relógio suíço, como constataram alguns convidados. Nem nas feiras literárias mais tradicionais do país onde fiz palestras vi uma organização tão perfeita e uma plateia tão ligada nos debates. Lá estavam artistas – Chico de Assis, Ítala Nandi – e escritores como Maurício Melo Junior e Regina Echeverria, todos imbuídos do propósito do debate da literatura, do cinema e das artes em geral.  Oficinas se espalham pela cidade, bandas de música ocupam as praças públicas em um grande espetáculo cultural  onde  não faltou o folclore alagoano nas suas múltiplas manifestações populares. 

Carlito Lima não leva apenas cultura a Marechal Deodoro, ele, com sua ideia e seu incansável trabalho, projeta Alagoas para todo o país, pois a Flimar virou referência nacional entre outras feiras literárias no Brasil. Além disso, contribui para que os olhos do Brasil estejam voltados para a preservação da cidade que é patrimônio cultural do país.

Parabenizar os dois – Carlito Lima e Cristiano Matheus – é pouco pelo que ambos estão proporcionando aos alagoanos. Atrevo-me a dizer que não foi uma decisão apenas corajosa dos dois responsáveis pelo evento. Eles foram ousados, diria até visionários, nessa iniciativa de promover aos moradores de Marechal o contato tão próximo com a literatura, sabendo que a leitura é um dos principais portais para o conhecimento e para o desenvolvimento. 

Os jovens

A Flimarzinha, evento paralelo à Flimar, dedicada exclusivamente aos estudantes e aos jovens talentos da cidade é que, certamente, será responsável por uma grande transformação social que já se faz visível em Marechal.

Leitores

Levantamento feito pela Secretaria de Cultura do Carlito Lima mostra que os colegiais de Marechal Deodoro nunca se dedicaram tanto aos livros como agora. Estão hoje entre os maiores leitores do país graças ao estímulo provocado pela Flimar que, na verdade, executa trabalho cultural todos os anos com os alunos locais. Este fato enche de orgulho os moradores de Marechal quando se sabe que Alagoas ainda é um estado carente e um dos que mais concentram analfabetos no país.

No mundo

É importante que Alagoas preserve eventos como a Flimar e apoie um cara como Carlito Lima, hoje um grande vendedor de cultura, um escritor com mais de vinte livros publicados que se dedica a divulgar o estado e o município de Marechal Deodoro para o mundo com o que existe de mais transformador na humanidade: a cultura. Parabéns, Carlito!

Incompetência

A Dilma não entendeu até agora que não foram só as pedaladas responsáveis pelo seu expurgo da presidência. O que a derrubou na verdade foi a sua incompetência para exercer o cargo e a avassaladora corrupção no seu governo. Essa coisa de conspiração, golpe e oportunismo do vice é balela. Ela procura pretextos que lhes parecem convincentes para justificar a sua inaptidão para governar. 

Fraude

O que o Brasil poderia esperar de uma pessoa que falsificou o próprio currículo para se qualificar? Nada. Essa notícia apareceu durante a primeira eleição e ela para se justificar culpou os redatores da campanha pelo equívoco. Ora, nenhum assessor de bom senso vai rechear o currículo de um candidato se não for autorizado. Se ela foi capaz de adulterar o próprio histórico da sua vida acadêmica, certamente o pais não poderia esperar dela atos honestos na presidência da República.

Irresponsável

A mania de não se responsabilizar por suas ações também se caracterizou quando ela negou a própria assinatura na compra da refinaria de Pasadena que lesou os cofres da Petrobrás em 1 bilhão de dólares. Denunciada, logo tentou se justificar com o argumento de que teria sido enganada pelos diretores da Petrobras antes que o escândalo ferisse de morte o seu mandato. Não adiantou. Ao depor na delação premiada, Nestor Cerveró assegurou ao juiz Sérgio Moro que a Dilma sabia o que estava assinando. Portanto, ela, então presidente do Conselho da Petrobras, foi de fato quem autorizou a compra da geringonça.

Pedaladas

Essas falhas de caráter da ex-presidente foram ficando mais evidentes durante os dois mandatos. Agora, no segundo, quando esteve frente a frente com os senadores para se defender das pedaladas, as mentiras saiam da sua boca com a leveza das verdades. Sustentou durante todo o depoimento que não cometeu nenhum crime fiscal, quando todas os indícios apontavam ter sido ela a autora da manipulação dos empréstimos aos bancos oficiais. Chegou a insinuar que os seus amigos gaúchos no Banco Central teriam sido os responsáveis pelas pedaladas, tentando terceirizar seus atos irresponsáveis.

Fraqueza

A ex-presidente que se esforçava para parecer uma pessoa valente, de caráter inquebrantável e determinada, uma mulher guerreira, dona do seu nariz, não passava de um objeto manipulável à frente do governo. Quando tinha que decidir sobre os assuntos mais delicados da nação viajava para São Paulo para se aconselhar com Lula, o cara que de fato governava o país pela terceira vez. Não dava um passo sem pedir orientação ao antecessor. E quando tentou agir sozinha, teve que recuar para não contrariar o parceiro. Nos últimos meses de governo foi repreendida até mesmo pelo fundamentalista Rui Falcão, presidente do PT, quando tentava se assanhar para mexer no ministério escolhido pelo partido.

Vexame

Antes de ser afastada da presidência, submeteu-se ao vexame de nomear Lula ministro na Casa civil para evitar a sua prisão. Por isso está sendo processada por tentar obstruir o trabalho da justiça. Não escondeu do país a sua submissão à cúpula do PT mesmo sabendo que estaria colocando à prova a sua capacidade de gerenciar o país. Nessa altura, mostrava-se dominada e a reboque do partido. Usou de um truque sórdido e reprovável para salvar a pele de Lula que estava na bica de ser preso. Naquele momento, diante daquele ato extravagante, o Brasil já estava ingovernável com os movimentos sociais nas ruas pedindo sua cabeça.

Ditadura

Todas as vezes que tentou se proteger em momentos de crise evocou a sua história de luta contra a ditadura como se ela, sozinha, tivesse enfrentado os militares. Ao ser inquirida, ouviu de alguns senadores que não estava sendo julgada pelo seu passado, mas tão somente pelo seu presente. E que os mais de 50 milhões de votos, segundo o senador Ricardo Ferraço, não lhes serviam como salvo conduto para ela destroçar a economia e acobertar os maiores escândalos de corrupção do país.


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