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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 888 / 2016

11/09/2016 - 16:41:25

Vamos falar sobre Acupuntura?

Isabel Sfreddo - Especialista em Acupuntura

Vejamos quando e como começou essa história. As origens da Acupuntura perdem-se no tempo. Evidências arqueológicas supõem que esta técnica era praticada na Ásia, mais especificamente na China há mais de cinco mil anos. Temos registros que entre os séculos 16 a 3 a.c., na Idade do Bronze, utilizavam a Moxa (Artemísia seca) para queimar alguns pontos no corpo e sentir o trajeto do “Hibiki” (sensação sentida pelo corpo) e assim eram tratados os doentes que estavam em jornadas de busca de novos mundos. Naquela época portar Artemísia seca era ato de autoproteção, é a planta sagrada que espanta o veneno dos animais em casos de picadas, e colocá-la na entrada da casa e carregá-la consigo faziam parte da proteção contra más energias. Além disso, conhecem aquela história de esfregar dois pauzinhos e acender a fogueira? Então, não é tão simples assim! Sabem qual é o segredo? É colocar a folha seca de Artemísia, e com uma lente de gelo fazer refletir o sol o que faz com que a folha queime rapidamente, pois tem uma excelente combustão. Outra curiosidade é que os nisseis, filhos de imigrantes japoneses, guardam lembranças de Yaito – “queimaduras como castigo”, mas para os pais e avós era a fórmula de auto cura. Quando a Acupuntura chegou no Ocidente a Moxa foi deixada de lado, e focou-se mais nos estímulos com agulhas. Mas hoje, a Moxaterapia é muito bem aceita em vários tratamentos tendo excelentes resultados. 

Fiz esta breve introdução pois foi a partir do uso da moxa que foram sendo mapeados os pontos de acupuntura, por meio de desenhos (queimaduras) feitos nos corpos das pessoas tratadas e era observado a melhora de determinadas afecções. E assim os estudos foram evoluindo até chegar nos dias atuais. Além disso sabe-se que na antiguidade as doenças eram tratadas com os meios disponíveis, como dietas e chá, “agulhamento” (acupuntura); e, mais tarde, manipulação vertebral e massagens (Tui-ná), exercícios respiratórios, com ou sem movimentos corporais (Qi Cong) e exercícios adaptados da arte marcial Tai Chi Chuan. Estes e outros métodos de tratamentos se desenvolveram e foram interpretados ao longo dos séculos, de acordo com as crenças subjetivas e filosóficas, inseridas nos contextos culturais de cada época.

Nos dias atuais a acupuntura é aceita como tratamento principal a várias enfermidades, pois por meio de suas técnicas faz com que a energia que estava bloqueada volte a fluir normalmente, reequilibrando o organismo como um todo, por meio de impulsos bioelétricos.  Segundo a abordagem bioenergética, da qual faz parte a acupuntura, a doença não é um fenômeno alienado no corpo, mas compreende a integração mente-corpo como um círculo de interação entre os sistemas internos e os aspectos emocionais, passível de ser concretizado através de três tesouros, ou seja, a Essência, o Qi (Energia Vital) e a Mente. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o uso da acupuntura para vários tipos de patologias dos cinco sistemas: digestivo, respiratório, linfático, circulatório e muscular tratando como, por exemplo, enxaquecas, problemas gastrointestinais, alergias e dores diversas. Além disso, vários estudos têm demonstrado que a acupuntura apresenta uma influência profunda sobre os problemas emocionais e mentais.

Esta técnica oriental vem ganhando cada vez mais adeptos e aliviando muitas dores, até mesmo de maneira preventiva, e não somente quando o organismo apresenta uma patologia, pois o organismo está num constante equilibrar-se. A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) vê o ser humano de uma maneira global, de integração Natureza-Ser Humano e todas as ciências são coerentes e concordantes entre si, desta forma não há risco ao paciente caso este esteja fazendo outro tipo de tratamento. É importante salientar que no caso de algumas doenças, a acupuntura não substitui o tratamento medicamentoso e sim o complementa, pode-se citar o lúpus eritematoso sistêmico e o câncer onde a Acupuntura irá atuar na diminuição da dor, depressão, falta de apetite, náusea, vômito e outros desconfortos causados pela quimioterapia, pela radioterapia e pela própria doença. Por outro lado, há lesões musculares e dores de cabeça que podem ser tratadas apenas pela acupuntura com resultados bastante satisfatórios.

Ainda saliento os efeitos benéficos da acupuntura, como o bem-estar, a leveza corporal, a melhora na circulação sanguínea, a disposição física e mental entre outros. E os efeitos colaterais? Pois é, talvez uma leve dorzinha e/ou pequeno hematoma que em alguns instantes desaparece espontaneamente. E quanto à frequência dos atendimentos? Estes variam de acordo com a patologia, mas geralmente são uma vez por semana, apesar de ter certeza que fazer uso desta ciência e conhecimento milenar é importante todos os dias durante todo o dia, afinal, é uma filosofia de vida!!

Se desejar saber um pouco mais sobre este assunto, envie e-mail para Isabel Sfreddo – [email protected], especialista em Acupuntura, pós-graduada pelo Colégio Brasileiro de Acupuntura – CBA, da Academia Brasileira de Arte e Ciência Oriental – ABACO. 

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