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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 888 / 2016

09/09/2016 - 06:36:14

Administrador do Grupo JL quer arrendar Usina Laginha

Novos imóveis foram adicionados à massa falida

José Fernando Martins [email protected]
João Daniel Fernandes, administrador da Massa Falida do Grupo JL

A administração da Massa Falida do Grupo João Lyra lançou no início deste mês de setembro um relatório de prestações de contas que vai desde agosto de 2015 a julho de 2016. A publicação revela que o próximo passo é a reativação da Usina Laginha também na forma de arrendamento, com renda revertida para pagamento de credores. A negociação deve ocorrer após as vendas das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas em Minas Gerais. 

Também estaria programada a venda de ativos periféricos, como veículos, salas comerciais, apartamentos e outros imóveis, mediante autorização judicial, com a finalidade de pagar credores. A documentação vem com relatos sobre a Usina Guaxuma, arrendada para a empresa GranBio, que quase foi vendida para empresários de Pernambuco. Atualmente, a administração judicial está por conta de João Daniel Marques Fernandes e tem como gestor judicial Luiz Henrique da Silva. O complexo empresarial, hoje falido, abrange as usinas Laginha, Guaxuma, Uruba, Triálcool e Vale do Paranaíba e as empresas coligadas Mapel, Sapel e JL Agroquímica.Todas integravam o Grupo JL, o império pertencente ao usineiro e ex-deputado federal João Lyra, que chegou a figurar como o parlamentar mais rico do País nas eleições de 2010.

De acordo com Fernandes, “o maior desafio da administração judicial foi o de reestabelecer a confiança no processo falimentar. Arrendamos a Usina Uruba, finalizamos o arrendamento da Guaxuma e o próximo passo será a reativação da Usina Laginha. Ao reverso entendemos que era preciso vender as unidades Vale do Paranaíba e Trialcóolposto ser a única forma de começar a pagar credores”.

Guaxuma recebeu uma proposta de compra em abril deste ano pela empresa CPM Brazil Comércio Importação e Exportação de Commodities, sediada em Olinda. Porém uma petição do sócio majoritário da Laginha Agroindustrial, ou seja, João Lyra, interpôs Agravo de Instrumento contra decisão que autorizou a venda direta da usina por desconfianças da proposta da empresa envolvida. Sendo assim, a alternativa foi optar pelo arrendamento. Ainda se juntaram ao processo imóveis até então desconhecidos ao patrimônio da Massa Falida, como um apartamento localizado no Edifício Status, da Ponta Verde, e uma sala do Avenue Center, situado no centro da capital alagoana.

Para o gestor judicial, Luiz Henrique da Silva, “a elaboração e publicação do edital de alienação das usinas/unidades Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas em Minas Gerais, será um dos maiores passos para a quitação de considerável parcela de credores, dentre os quais, os créditos de natureza alimentar e todos dos demais credores, obedecendo a ordem legal prevista na legislação, além dos incontáveis benefícios para a região”.

Site de prestação de contas 

Como parte dos esforços para dar publicidade às ações realizadas pela Administração Judicial está disponível na internet, no endereço www.grupojl.com.br, toda a prestação de contas da Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A (Grupo João Lyra). O site tem como objetivo dar transparência às ações da Administração Judicial que atualmente gere o grupo empresarial em falência e tornar mais acessíveis aos interessados e à sociedade em geral as informações do processo judicial falimentar. No espaço virtual são encontradas, de modo sistematizado, informações sobre as ações realizadas pelos gestores judiciais, a lista atualizada de credores, avaliação patrimonial, links úteis e área exclusiva para contato.

VENDA

Está marcada para o dia 15 a abertura dos envelopes com propostas para a compra das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas, respectivamente, nas cidades de Canápolis e Capinópolis, no estado de Minas Gerais. Os empreendimentos, que chegaram a gerar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos na região, estão avaliados em cerca de R$ 430 milhões. De acordo com os autos do processo, a audiência será presidida pelo juiz Kleber Borba, às 9h, na 1ª Vara da Comarca de Coruripe.

Entre as interessadas está a empresa espanhola Contromation S.A., que empresa espanhola também se mostrou interessada não só pelas usinas mineiras, mas também pela Guaxuma e Laginha. Os valores arrecadados com as vendas das usinas serão destinados a uma conta judicial conta judicial com a finalidade de pagar os credores. A decisão foi do juiz Kléber Borba. Os primeiros da fila seriam os trabalhadores prejudicados com a falência do grupo do ex-deputado federal.

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