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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 887 / 2016

10/09/2016 - 07:51:56

Nem-nem

CLÁUDIO VIEIRA

A expressão-título li-a em algum lugar. Com ela identifiquei-me instantaneamente, até porque anteriormente já havia expressado minha opinião a respeito do governo petista destronado e do peemedebista provisório. Já naquela ocasião, embora não haja me utilizado da expressão referida, revelei-me da “turma do nem-nem”: nem Dilma; nem Temer.

Nem Dilma, porque a senhora presidente afastada bem representou a fraude petista, contribuindo de forma ativa com a vitimização da Nação por verdadeiro estelionato, não só eleitoral, como se apregoa amiúde, mas amplo: fiscal, econômico, moral, ético. As consequências da crise-quase caos instalada no País são bem sentidas pela população, seja com a constatação do alto índice de desemprego; ou das dificuldades das empresas brasileiras; ou da escalada dos preços e da aceleração da inflação; ou com o empobrecimento de toda a população, embora os estelionatários, como não poderia deixar de acontecer, apregoem que fizeram ascender as classes mais pobres a benefícios nunca antes recebidos, o que se não é novo estelionato, foi mais um embuste populista, uma brutal mentira. Afinal, os alegados benefícios descobriu-se assentados em terreno turfoso

Nem Temer, porque o presidente interino e o seu partido foram cúmplices de todo o estelionato acima referido.Também porque o PMDB, além de parte da feitura da crise-quase caos, foI beneficiário do desgoverno petista-dilmista, tendo hoje seus próceres e outros afiliados envolvidos em corrupção, investigados pela operação Lava Jato como possíveis criminosos comuns.Com sou otimista, sempre procurando algo de bom mesmo no caos, devo admitir que com a mudança do comando da política econômica há um sopro de esperança ou, para usar lugar comum, vê-se uma luz no fim do túnel. Sem dúvida é esse comando altamente profissionalizado que parece salvar o governo Temer da mediocridade, da indecisão, da prática fisiologista, essa, aliás, história de vida recente do PMDB renanzista, temerista, e outros “istas” que apequenam a política nacional.

Ser “nem-nem”, entendo, não significa “estar em cima do muro”, ou apático à situação política nacional. A indigência da nossa política e dos nossos políticos é que me faz estar “nem-nem”, mas ainda, qual Diógenes de Sinope, em busca de políticos realmente honestos e capazes de dirigir o País e representar os interesses republicanos da nação.

Obs: Esta crônica foi escrita quando o julgamento da Sra. Dilma Rousseff ainda estava em curso. A decisão que virá do Senado em nada muda a minha afiliação à turma do “nem-nem”.


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