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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 887 / 2016

10/09/2016 - 07:47:43

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

A quebradeira já começou

A arrecadação de impostos está caindo em um ritmo mais intenso do que a produção. É o aprofundamento da recessão econômica, gerada nos EUA e Europa em 2008, que atinge todo o mundo. Cálculos da Fundação Getúlio Vargas mostram que os tributos que incidem normalmente sobre vendas recuaram 10,3% (descontada a inflação) na média de 12 meses até junho deste ano, ante igual período de 2015. Isso é comum em períodos de crise. Mas um dos motivos é a elevação da inadimplência no pagamento de impostos. Os programas de parcelamento de dívidas não estão dando certo. Duas em cada dez grandes empresas já recorreram pelo menos três vezes a esse mecanismo adotado pelo governo sem nunca terem conseguido terminar de pagar suas dívidas. 

A recessão muito profunda afetou o faturamento e há despesas, como a folha de pagamento, que não podem ser postergadas. Isso tem se refletido, sim, nos compromissos tributários. As empresas podem até mesmo ter faturamento, mas não têm conseguido receber dos clientes. O problema principal de tudo isso é a alta carga tributária brasileira , que equivale a 33% do Produto Interno Bruto (tudo que o país produz durante um ano), o que dificulta as empresas a pagarem tantos impostos. A crise é séria, e o que se constata é a gastança exagerada do governo federal com seus servidores, aumentos salariais exagerados para a Justiça e o Legislativo e cortando gastos com educação, saúde e segurança pública. 

A nossa parte

Ao consumidor, só resta mesmo economizar muito, com disciplina, pesquisando preços, trocando de marcas, e principalmente evitando o uso de cartão de crédito parcelado e cheque especial. Procurar preservar o seu emprego, se aperfeiçoando cada vez mais através de cursos e dedicação exclusiva, sem necessariamente se achar o melhor de todos, desprezando seus colegas. 

Desperdício

Uma das maneiras mais economicamente corretas é evitar desperdícios de energia, água, combustível e outros itens de consumo indispensáveis. Saber quais os eletrodomésticos que mais consomem energia; usar a água com disciplina, procurando jamais deixar uma torneira pingando, providenciando de imediato o conserto, e também economizar no combustível do carro. Os três devem ter mais reajuste pesado daqui para o final do ano, uma das alternativas do governo para aumentar a arrecadação de impostos. 

Negociando

Os consumidores que se encontram realmente no fundo do poço, sem condições de pagar suas dívidas, não podem continuar nessa situação, devendo procurar seus credores e negociar, pedindo redução de juros e multas ou até mesmo o perdão. Mas pagar, jamais continuar se utilizando do velho adágio popular “devo não nego, só pago quando puder”. Isso é coisa de caloteiro mesmo, que merece punição na Justiça, com bloqueio de seus bens ou cadeia. 

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