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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 887 / 2016

10/09/2016 - 07:45:33

Meio Ambiente

Da Redação

Tempestade elétrica

Uma tempestade elétrica matou 323 renas no Parque Nacional de Hardangervidda, ao sul da Noruega. Os corpos dos animais, adultos e filhotes, foram achados por um vigilante e estavam espalhados em uma área de 50 a 80 metros de diâmetro. Funcionários da SNO recolheram amostras dos animais para analisar os detalhes do caso. O Hardangervidda é a maior área dedicada à criação de renas selvagens na Noruega, com uma população de, aproximadamente, 10 mil exemplares em 8.130 quilômetros quadrados.

Tragédia de Mariana 

Pela sétima vez, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa à mineradora Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG). A multa foi de R$ 1 milhão e o motivo, a omissão de informação em documento oficial entregue ao Ibama referente ao depósito temporário de rejeitos localizado na região de Barra Longa (MG). O instituto também negou pedido da empresa, controlada pela Vale e pela BHP, de adiamento do prazo para a retirada da lama acumulada no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Risoleta Neves, conhecida como Candonga.

Queimadas no inverno

A estação da seca entre julho e setembro, aliada à formação de bolsões de calor nas regiões Norte e Centro-Oeste, favorece a ocorrência de queimadas que prejudicam especialmente a flora e a fauna da Amazônia e do Cerrado. Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que são as vegetações desses dois biomas as mais afetadas pelos incêndios florestais: 82,45% dos 3.568 focos registrados já em maio estavam concentrados nessas regiões. De acordo com o chefe do centro especializado do PrevFogo, Gabriel Zacharias a devastação das propriedades pela agricultura para renovação da pastagem e trocas de lavouras contribui para esse índice. Em 2015 foram queimados 1,18 milhão de hectares em unidades de conservação federais de todo o País.

Maior reserva marinha

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou na sexta-feira passada (26) a maior reserva marinha do mundo, lar de milhares de criaturas raras nas ilhas do noroeste do Havaí. A área conhecida como Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea passou a ter 1,5 milhão de quilômetros quadrados. As águas são o lar de recifes de corais e centenas de animais que não são encontrados em nenhum outro lugar na Terra, incluindo uma nova espécie de polvo ‘fantasma’ descoberta neste ano, e o organismo vivo mais antigo do mundo, o coral negro, com uma idade estimada em 4.265 anos. Cerca de 14 milhões de aves marinhas voam sobre a área e fazem seus ninhos nas ilhas. No local também vivem tartarugas-verdes ameaçadas e focas monge do Havaí, em perigo de extinção.  O monumento marinho foi criado em 2006 pelo então presidente George W. Bush, e em 2010 foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco.

Ar que mata 

A poluição atmosférica na China cobra um preço alto: 916 mil mortes prematuras por ano, segundo um novo estudo que investigou os efeitos nocivos das ameaças em suspensão no ar sobre a saúde da população. Entre elas estão as partículas ultrafinas conhecidas como PM2,5. Imperceptível a olho nu, o material particulado não encontra barreiras físicas: afeta o pulmão e pode causar asmas, bronquite, alergias e outras graves doenças cardiorrespiratórias. O estudo abrangente foi conduzido pela Universidade de Tsinghua em colaboração com o Instituto de Metrologia da Saúde e Avaliação (IHME) da Universidade de Washington e a Universidade de British Columbia.

Embalagem comestível

Pesquisadores do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) desenvolveram uma película de embalagem feita a partir de proteínas do leite (a caseína) que, ainda por cima, é comestível. Segundo os pesquisadores, os filmes a base de proteínas são bloqueadores de oxigênio mais poderosos que o produto convencional, o que a ajudaria a prevenir a deterioração dos alimentos e evitar o desperdício durante a distribuição ao longo da cadeia alimentar. Para tornar a embalagem mais resistente à umidade e temperaturas elevadas, os pesquisadores incorporaram pectina cítrica na mistura. Aditivos nutritivos como vitaminas e probióticos poderiam ser incluídos no futuro. Ela não tem muito gosto, dizem os pesquisadores.

Nova armadilha 

Pesquisadores da Universidade de Wageningen, na Holanda, e do Instituto Suíço de Saúde Pública e Doenças Tropicais, desenvolveram uma armadilha para mosquitos inusual: trata-se de um tipo de um sifão em forma de sino que exala um cheiro semelhante ao do corpo humano, atraindo os insetos vetores de doenças. Esse método controla mosquitos de forma ambientalmente sustentável, sem a utilização de inseticidas. De acordo com os pesquisadores, após três anos de testes a população dos mosquitos que transmitem a febre amarela reduziu-se em 70% na ilha de Rusinga. O mesmo sifão pode ser usado contra outras espécies de mosquitos que transmitem doenças.

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