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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 886 / 2016

28/08/2016 - 09:33:19

Missão cumprida, mas a festa não acabou

Jorge Morais

Confesso que estava temeroso com a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil. Achava que teríamos tantos problemas, que a Cidade Maravilhosa, mesmo com sua beleza extraordinária e um povo muito alegre, não suportaria a carga pesada da competição. Há 7 anos, quando a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida, a crise ainda não tinha tomado por completo o nosso País. Portanto, nada impossível de ser realizado.

O tempo passou, a Copa do Mundo foi realizada em 2014, com aquele fiasco que foi a eliminação e a derrota para a Alemanha por 7 a 1, e os problemas começaram a tomar conta das nossas vidas. O Governo do Estado do Rio de Janeiro entrou em crise, não pagava mais salários em dia, pedia emprestado e passava calote, não tínhamos mais educação, segurança e saúde funcionando. Um desastre total para quem iria realizar uma competição de tamanha importância, com o mundo voltando suas vistas para nós.  

Nessa hora, o governo federal e o governo municipal da cidade do Rio de Janeiro foram os primeiros a entrarem em campo, na quadra, na pista de atletismo, na piscina, nos ginásios, enfim, em todos os lugares. Uma forte injeção financeira foi dada para garantir a infraestrutura, o reforço na segurança, a construção da Vila Olímpica e, com a participação da iniciativa privada, na área de alojamentos (prédios de apartamentos) para as delegações, que posteriormente serão vendidos.

Pronto, em tempo, tudo ficou acertado e organizado, e que venham as competições. Ficava, no entanto, uma pequena dúvida na nossa mente. Será que tudo funcionaria mesmo? E não é que tudo deu certo. Os pequenos problemas ocorridos no início com os apartamentos, caso principal ocorrido no prédio que alojaria a delegação da Austrália, e a água verde da piscina do nado sincronizado e do salto em altura, não foram considerados problemas.

Até uma câmera de televisão instalada em um cabo de aço que se rompeu e atingiu algumas pessoas; os fortes ventos e a chuva, por culpa do mal tempo, causando alguns estragos; e as enormes filas verificadas no início das provas, mas tudo isso corrigido rapidamente, não prejudicaram a imagem da competição nem a sua organização. O Rio de Janeiro superou todas as barreiras e fez a melhor das olimpíadas, segundo o Comitê Olímpico Internacional.  

O primeiro tempo do evento acabou. A festa deixou saudades, ficaram amizades, resultados positivos em medalhas e financeiramente. Os Jogos Olímpicos proporcionaram uma ocupação de 98% da rede hoteleira, isso sem dimensionar as milhares de pessoas que ficaram em casas de parentes, amigos e que alugaram quartos em diversos lugares da cidade.  

Só com o faturamento na venda de ingressos, espaços publicitários na Vila Olímpica e na comercialização de produtos oficiais, foram faturados quase 8 bilhões de reais, isso sem contar o valor cobrado pelo COI como direito da transmissão de imagens para o mundo, com mais de uma centena de emissoras de televisão, desde a abertura oficial ao encerramento, e que, diga-se de passagem, foi algo inimaginável, um sonho, que pudesse ocorrer.

Agora vem o segundo tempo. Estão chegando no dia 7 de setembro os Jogos Paralímpicos, também, no Rio de janeiro. Com um número menor de competições e participantes, os cariocas, brasileiros e turistas estrangeiros já prometem uma nova invasão. Quase 700 mil ingressos já foram vendidos e vamos, outra vez, mostrar a nossa cara, a nossa coragem e a nossa festa.  

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