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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 886 / 2016

28/08/2016 - 09:30:39

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

O sonho dos patrões

Desde o fim da ditadura militar em 1985, os patrões sonham com uma reforma trabalhista que tire os direitos adquiridos dos empregados desde a criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT- pelo presidente Getúlio Vargas. Tentaram com José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, todos ligados diretamente a eles. Não conseguiram. Afinal foram 14 anos de domínio do Partido dos Trabalhadores – P. Agora, tentam mais uma vez com o presidente interino, que garante atender, caso seja efetivado para cumprir os dois últimos anos do mandato presidencial.

Pela reforma, esses patrões querem aumento da carga horária de trabalho, fim do décimo terceiro salário, do FGTS, diminuição do horário de almoço, seguro desemprego, auxílio doença, aumento da idade mínima para aposentadoria, que será de 70 anos de idade, e tantas outras mudanças que trarão prejuízos incalculáveis ao trabalhador. Fala-se até mesmo em redução e acúmulo de aposentadorias. Detalhe: tudo isso tem que ser aprovado pelo Congresso Nacional até o final desse ano, para que já inicie o próximo em vigor. E o presidente interino tem a maioria absoluta na Câmara e no Senado.  

Inflação

Continua subindo e deve fechar o ano acima de dois dígitos (mais de 10%). Essa é a oficial. A do bolso do consumidor, principalmente dos pobres e classe média, é bem maior. Os preços aumentam constantemente em supermercados, mercadinhos e feiras livres. Mas não é só alimentos e material de limpeza e higiene. São os de outros setores do comércio e de serviços. 

Disciplina

É a inflação do bolso, que deve ser levada em conta. Cabe ao consumidor pesquisar os preços antes de comprar, economizando ao máximo. Nada de comprar produtos básicos pelo cartão de crédito parcelado. Esse mecanismo de crédito pode levar qualquer um ao fundo do poço, já que a dívida vai aumentando a cada dia, com juros, multas e outras taxas. 

Negociando

Quem já se encontra na “lista negra” do SPC/Serasa deve procurar os credores e negociar o débito, assinando um acordo e pagando no dia certo. Se puder pagar à vista, com desconto, melhor ainda. O que não pode, repito, é afirmar: “Devo não nego, pago quando puder”. Isso é típico de caloteiro! 

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