Acompanhe nas redes sociais:

21 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 886 / 2016

28/08/2016 - 09:27:34

Disputa “nacionalizada” movimenta comitês em Maceió

Rui ganha apoio de Luiz Pedro; Cícero Almeida espera Calheiros; JHC assusta Qgs

Odilon Rios Especial para o EXTRA

As pesquisas divulgadas esta semana com a corrida dos números na capital alagoana apontam o que já se sabia: a eleição de Maceió vai ao 2º turno e há uma disputa renhida entre o prefeito Rui Palmeira (PSDB) e o deputado federal Cícero Almeida (PMDB).

O deputado federal João Henrique Caldas (PSB), por enquanto, é a força capaz de empurrar o embate para o próximo round.

Na busca dos apoios, vale tudo.

23 de agosto, conjuntos Selma Bandeira e Luiz Pedro III. Lado a lado, Rui e o “chefe” dos votos na região, o ex-vereador Luiz Pedro da Silva, condenado a 26 anos e cinco meses de prisão pelo assassinato do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, no mesmo mês de agosto, só que dia 12, do ano de 2004.

O crime foi esquecido. E no chão de poeira e lama, Rui e Luiz Pedro pediam votos.

“Vamos continuar a respeitar o dinheiro de cada um de vocês”, disse o prefeito ao lado do ex-vereador.

Os tucanos em Brasília apostam alto em Rui. O PSDB nacional doou R$ 150 mil para a reeleição do prefeito.

E o páreo é duro.

Cícero Almeida aposta na presença do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e do governador Renan Filho (PMDB) para movimentar, em especial, a periferia de Maceió. O QG de campanha de Almeida acredita que lá os votos brotam como petróleo de uma mina.

Por isso, o governador terá mais agendas públicas. O programa Pequenas Obras, Grandes Mudanças acelera a construção de escadarias, pontilhões e calçadas nas grotas da cidade. Um “banho de loja”, sem mudar as condições sociais ou econômicas dos lugares, mas garantindo a ligação eleitor-Cícero-urnas.

Ao lado dele está o deputado federal Marx Beltrão (PMDB), que ainda é apontado como futuro ministro do Turismo. E também lembrado por responder a ação penal por falsidade ideológica, quando era prefeito de Coruripe, entre 2005 e 2012. Ele é acusado de fraudar informações sobre a dívida de Coruripe com a Previdência.

Apesar de Cícero ser considerado um medalhão dos Calheiros, ele, pelo menos quando o assunto é dinheiro, não trouxe sorte. Com a campanha nas ruas, segundo os dados encaminhados pelo comitê de campanha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não conseguiu arrecadar nada, bem em desvantagem quando se compara a Rui.

Terceiro nas pesquisas, JHC é o mais rico 

Entre todos os candidatos a prefeito de Maceió, JHC é o mais rico. Declarou uma fortuna hoje de R$ 2 milhões (exatos R$ 2.006.375,37) em bens.

Bem menos que os R$ 3,1 milhões (exatos R$ 3.129.526) declarados nas eleições de 2014, alvo de ações judiciais do deputado contra jornalistas. Isso porque, em 2010, o patrimônio dele era estimado em R$ 1,5 milhão. Significa que mais que dobrou em quatro anos.

E nas eleições 2016, tanto JHC mostrou ao tribunal superior ter perdido dinheiro com a política quanto Rui Palmeira e Cícero Almeida.

Na campanha, ao TSE, o QG de Jota declarou que ele recebeu R$ 500 em doação

Rui disse ter bens que, somados, dão R$ 835.090,38; Cícero Almeida, R$ 555 mil (exatos R$ 555.072,76).

O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), declarou ao TSE R$ 92 mil. Recebeu, em doações, R$ 500.

O professor de História, Gustavo Pessoa (PSOL), disse ter um único bem: um carro no valor de R$ 24 mil.

Fernando do Village (PMN) e Paulo Memória (PTC) disseram não ter nada em bens.

Na iminência de ser ouvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas investigações da máfia do lixo, Cícero Almeida não é o único que verá campanha nacionalizada.

JHC também. Informação da Coluna Radar, da revista Veja, mostra que JHC empregou a mãe, Eudócia, em seu gabinete quando ele era deputado estadual.

Jota é vice-presidente da Comissão da Câmara dos Deputados dedicada a debater as “Dez Medidas de Combate à Corrupção”.

Gustavo Pessoa, único representante da esquerda, acredita que a nacionalização da disputa na capital- e as pesquisas mostrando que o PSOL pontua na capital podem favorecer o partido.

“Tenho plena consciência de que os meus adversários possuem um grau de exposição muito maior do que o meu e isso implica diretamente na amostragem. Sei também das dificuldades que encontraremos ao longo da campanha com um tempo tão exíguo e diante da ameaça de não ir aos debates. Contudo seria muito pior não enfrentar o processo e deixar que o mesmo se tornasse uma valsa ainda mais triste e enfadonha conduzida pelos mesmos personagens”, disse o professor-candidato.

 Leia mais sobre o patrimônio dos candidatos na página 6

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia