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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 886 / 2016

28/08/2016 - 09:23:54

“Taturanas” querem ser prefeitos

Ex-deputados foram acusados de corrupção pela Polícia Federal

João Mousinho [email protected]

O pleito de 2016 possui uma série de acusados de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e peculato como candidatos. Um dos casos mais emblemáticos é o dos  ex-deputados “taturanas” que tentam chegar ao poder em três municípios: Maceió, São Sebastião e Minador do Negrão.

Na disputa em Maceió, os acusados pela Polícia Federal de participarem do esquema milionário de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa, Cícero Almeida (PMDB) e Paulão (PT), concorrem ao comando do executivo da capital. 

Já outro ex-deputado Taturana que deseja ser eleito prefeito esse ano é Alves Correia. O comunicador enfrenta a família Pacheco em São Sebastião.  O páreo promete ser um dos mais disputados dos últimos anos. 

Um dos personagens  mais emblemáticos da operação Taturana, o ex-deputado Cícero Ferro, quer retomar sua trajetória política no interior e lançou-se candidato em Minador do Negrão. A família Ferro duela o comando do executivo local. 

Migração de 

candidatura 

Almeida sempre destacou que não gosta de Brasília e voltar a ser prefeito de Maceió seria seu grande sonho na política. O ex-prefeito ainda corre o risco de perder seua mandato de deputado federal por infidelidade partidária, pois trocou o PRTB pelo PMDB para viabilizar sua candidatura com apoio do senador Renan Calheiros (PMDB). 

Paulão por sua vez tenta se reposicionar politicamente no estado. É notaria a rejeição a candidatos do Partido dos Trabalhadores e dificilmente Paulão terá êxito nas urnas em 2018. 

Alves Correia segue sem apoio para disputar o pleito em Arapiraca, seu grande desejo político. Com a forte concorrência de dois deputados de mandato na principal cidade do Agreste, Alves recuou e foi tentar a sorte em São Sebastião onde tem grande apelo popular. 

Já Cícero Ferro amargou duas derrotas para o Legislativo alagoano e agora tenta se reestrutura politicamente no interior. Seu êxito em Minador do Negrão é a chance de se manter vivo na política alagoana.  

Operação 

Taturana

Deflagrada em 6 de dezembro de 2007, a Operação Taturana constatou o desvio de cerca de R$ 300 milhões dos cofres da Casa de Tavares Bastos entre os anos de 2003 e 2006. De acordo com a investigação da PF, os deputados faziam empréstimos fraudulentos pagos com verba de gabinete, gratificações e até mesmo com salário de servidores fantasmas, tudo com intuito de se beneficiarem. 

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