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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 886 / 2016

28/08/2016 - 09:20:37

Gabriel Mousinho

O patrimônio e os candidatos

Gabriel Mousinho

As declarações obrigatórias dos candidatos à Justiça Eleitoral parecem até ser brincadeira de mau gosto e não faria mal nenhum que todos os nomes fossem submetidos ao crivo da Receita Federal. Pelo menos para saber se as informações são procedentes.

É difícil de acreditar que o candidato, durante toda a sua vida, não possua sequer um imóvel do Minha Casa Minha Vida ou até mesmo da Cohab e não tenha 1 centavo numa conta bancária.

Os números apresentados por alguns candidatos ao Tribunal Regional Eleitoral são surpreendentes. Não é possível que eles sejam tão pobres assim. E declaram isso na maior cara de pau.

Ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato do PSB, João Henrique Caldas, o JHC, declarou ter um patrimônio de 2 milhões de reais. Ele é o mais rico entre os candidatos que oficializaram os nomes na disputa. Já o atual prefeito de Maceió e que busca a reeleição, Rui Palmeira, do PSDB, apresentou bens oficiais de 835 mil, enquanto o ex-prefeito Cícero Almeida, do PMDB, informa ter um patrimônio de apenas 555 mil reais.

Quem surpreendeu, também, foi o deputado federal Paulão, do PT, que declarou ter um patrimônio de apenas 92 mil, enquanto o candidato do PSol, Gustavo Pessoa informou um patrimônio avaliado em 24 mil reais. 

Os candidatos Paulo Memória, do PTC e Fernando do Village, do PMN, declararam que não possuir nenhum bem, nem tampouco dinheiro.

Em política se vê mesmo de tudo.

Vaquinha

Para políticos que precisam contratar advogados a peso de ouro para sair de embrulhadas, fica difícil entender como fazer o dinheiro aparecer com um patrimônio que não dá nem para começo de conversa. A não ser que façam uma vaquinha com os amigos, a exemplo de Zé Dirceu e José Genoíno.

Fechando o cerco

As instituições federais, a exemplo do Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça e Superior Tribunal de Justiça, têm sido implacáveis no julgamento de autoridades alagoanas. Primeiro foi o afastamento do então presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luis das suas funções e, segundo, do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Cícero Amélio que, a exemplo de Wasghinton perde algumas regalias amparadas por lei. Com esses dois exemplos, abrem-se as possibilidades de outros magistrados seguirem o mesmo caminho, ou seja, também serem punidos pelos mais diversos problemas e responderem a ações no Conselho Nacional de Justiça.

Dias contados

Como existia a velha máxima de que “autoridades tudo podiam fazer”, parece que a situação está se modificando e a impunidade está com seus dias contados. Nota-se, desde já, que a época de sentenças mal aplicadas, seja por erro técnico, seja para beneficiar protegidos e com outros interesses, está passando. Pelo menos os organismos superiores estão atentos a desvios de conduta a quem tem o dever de promover Justiça.

Nesse emaranhado de controvérsias, já que todos os afastados negam culpa no cartório e cujas denúncias devem ser profundamente investigadas, é uma pena que as autoridades ao final se forem condenadas, sejam aposentadas compulsoriamente e continuem recebendo gordos salários pelo resto da vida com o meu, com o seu, com o nosso dinheiro.

Competência no TC

Depois do afastamento de Cícero Amélio pelo Superior Tribunal de Justiça, a onda agora no Tribunal de Contas do Estado é avaliar a competência dos conselheiros. Pelos levantamentos feitos ultimamente, tem deles que não sabe redigir um ofício, um parecer e muito menos interpretar um Balanço Patrimonial, dizem servidores e ex-funcionários que passaram por ali. Com raríssimas e exclusivas exceções, maioria deles, que entrou através de conchavos políticos, é um zero à esquerda.

Rui na frente

O resultado da pesquisa encomendada pela TV Pajuçara ao Instituto Paraná deu o prefeito Rui Palmeira na frente de Cícero Almeida. Rui obteve 32,9% contra 31,8% de Almeida. JHC pontuou 11,8%. Pelo visto, a disputa está polarizada entre o tucano e o peemedebista. 

No Ibope Rui e Almeida ficaram empatados em 31%.

Sinal de alerta

O senador Renan Calheiros deve estar com a pulga atrás da orelha sobre o resultado das pesquisas. Obstinado em avaliações técnicas, o senador está tendo pouco tempo para dar uma injeção de ânimo nos seus comandados em Maceió. Ele observa com preocupação o quadro eleitoral que poderá lhe trazer consequências desagradáveis nas eleições de 2018.

Afundou

Com apenas 3% de intenção de votos na pesquisa do Ibope, o deputado Paulão sabe que não terá mínima chance na sua candidatura à Prefeitura de Maceió. Vai gastar dinheiro e seu precioso tempo.

O mesmo caminho

O mesmo destino deverá tomar JHC com 11% da preferência do eleitorado. Ele poderia melhorar muito, mas o tempo de campanha é muito curto e seu espaço na televisão muito pequeno. JHC será importante quando decidir apoiar Rui ou Almeida num eventual 2º turno.

A lição de Rui

Já no primeiro dia de sua campanha a prefeito de Maceió, Cícero Almeida, candidato de Renan pai e Renan Filho, pegou o microfone na Grota do Cigano para dizer desaforos contra um líder comunitário que não vota nele. O labafero foi tão grande que o caso acabou na polícia, levado pela vítima das agressões de Almeida. É que o candidato do PMDB desconhece o que significa respeito à adversidade. Bem diferente de seu adversário Rui Palmeira, que aonde chega tem sido gentil e agradecido às lideranças dos bairros, independente dessas pessoas estarem ou não em seu palanque eleitoral. Esta semana, no Conjunto Luiz Pedro III, onde fez 100% de pavimentação, Rui ao se dirigir aos moradores, mostrou que desqualificar pessoas não faz parte de sua trajetória pública e política.

O calo

O governo do Estado vai ter que trabalhar muito para reverter o caos instalado na área de saúde. Prometendo terceirização no setor, a alternativa desagradou em cheio os servidores dos hospitais públicos.

De olho

O governo do Estado faz uma propaganda danada nos meios de comunicação, mas os serviços básicos vão de mal a pior. Os assassinatos e roubos voltaram com força total, à saúde está aos pedaços, à duplicação da Al-101 Norte é coisa pra inglês ver e ainda acha que a população acredita nisso.

O pior

A rejeição de 34% de Cícero Almeida contra 28% de Rui Palmeira, no Ibope, animou o ninho dos tucanos. A rejeição é um dos principais fatores de uma campanha política e fragiliza qualquer candidato. Rui também teve bem avaliada sua gestão nos quatro anos de mandato. No Instituto Paraná os índices foram praticamente os mesmos.

Os ingratos

Ao contrário de anos anteriores quando os maiores políticos de Alagoas frequentavam a sua casa e o seu escritório, o empresário João Lyra caiu no esquecimento. Afinal de contas ele não tem mais a fábrica de dinheiro que abastecia campanhas da turma que agora lhe dá as costas.

A todo vapor

De olho em uma vaga no Senado em 2018, o ex-governador Téo Vilela anda com o pé fundo no acelerador. Sumido há bastante tempo, desde que deixou o governo, ele tem ligado para aniversariantes na capital e no interior e mandado até lembranças para quem não conhece. 

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