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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 886 / 2016

26/08/2016 - 07:18:17

Redução de vazão do São Francisco causa polêmica

Presidente do comitê da bacia hidrográfica do rio São Francisco, Anivaldo Miranda, diz que é preciso cautela antes de qualquer medida

Da Redação

A redução da vazão do Rio São Francisco, se aprovada, pode levar a uma série de problemas como a proliferação de algas, prejudicando a retirada de água para tratamento e fornecimento nas redes de abastecimento nas cidades, alteração na flora e na fauna. Por um lado, o setor elétrico defende a redução da vazão do nível atual de 800 para 700 metros cúbicos por segundo (m³/s), já as universidades pedem o aumento para 900m³/s. A polêmica continua e está longe de chegar ao fim.

Na segunda-feira, 22, a Agência Nacional de Águas (ANA) realizou reunião para avaliar os impactos da vazão reduzida no Velho Chico e encontrou divergência em relação à vazão do rio. Embora o pedido ainda não tenha sido apresentado formalmente à ANA e ao Ibama, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) defendem a redução para 700 m³. 

Por sua vez, a seccional de Sergipe do Ibama interpôs argumentos contrários. Devido ao  impasse, na segunda-feira, 29, haverá um novo encontro, que acontece através de videoconferência. 

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, disse que embora o pedido ainda não tenha sido formalizado, é preciso cautela e que deveriam esperar até  novembro para adotar estas medidas de redução. “O comitê encara com preocupação a passagem de 800 para 700 m³ e esperamos que o Ibama possa avaliar o impacto, já que sua opinião é bastante importante”, disse Miranda ao acrescentar que o comitê não recomenda essa diminuição agora. 

Para o gerente de desenvolvimento operacional da Casal, Roberto Lobo, esta é uma equação difícil de resolver, mas que quando de fato acontecer a companhia vai avaliar. Ele concordou que reduzir para 700 m³ é bastante baixo, mas que a Casal está preparada para lidar com a situação. “Não temos ainda nenhuma visão, pois não chegou nada oficialmente. Esperamos que não reduza, pois pode vir a criar problemas em locais pontuais. Mas não tem nada definitivamente ainda”, ponderou.

POLÊMICA

Sempre que se fala em reduzir vazão do velho Chico a polêmica se espalha, principalmente em cidades ribeirinhas. Há quem defenda a medida ao afirmar que já existe uma situação de pré-calamidade em municípios como Sobradinho (BA) e áreas adjacentes ao Rio São Francisco com um volume de água da ordem de 16%. 

A situação é complexa e a questão dos conflitos é a de que quem está antes do reservatório quer que acumule mais água. Mas, quem está depois, quer que libere mais água. É que a água do Velho Chico tem vários usos. Além do abastecimento humano, serve para irrigação e agricultura e transporte por hidrovias. Mas seu uso predominante é para a geração hidrelétrica. 


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