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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 885 / 2016

23/08/2016 - 10:29:32

Todos são iguais

Alari Romariz Torres

dades grandes predominam as favelas: casas construídas aleatoriamente, umas montadas nas outras, milhares de pessoas em grandes comunidades sem higiene e sem privacidade.

Nos bairros ricos existem melhores perspectivas de vida saudável; belos edifícios, casas maravilhosas, saneamento perfeito, ruas limpas. Daí então, acontecem assaltos, crimes, pela desproporção nos estilos de vida.

As cidades pequenas já estão sendo procuradas pelos bandidos. Cansaram de assaltar moradores nas maiores capitais e correram para o interior. Até o hábito de colocar cadeiras na porta para conversar com os vizinhos acabou. Recentemente, em Paripueira, dois motoqueiros pararam na frente de duas casas e levaram bens materiais, assustaram os presentes e, calmamente, foram embora.

Sair de uma casa para morar em apartamento não significa segurança. Eles, os bandidos, entram em grandes condomínios verticais e assaltam todas as residências. São pessoas bem vestidas e com muita tranquilidade. E se a vítima vai à polícia, não encontra solução para o caso.

Em Maceió já fica perigoso sair à noite para ir a bares e restaurantes. Os bandidos entram nos locais de diversão, roubam e assustam os clientes com armas e grosserias.

No interior do estado, as fazendas, casas de campo, casas de praia, passaram a ser alvos fáceis de quadrilhas inteiras. Invadem o local, amarram os donos da casa e levam tudo. Todos vivem assustados!

Uma criança de 10, 15 anos não pode ir à escola sozinha. Um filho de um amigo meu ficou quase nu na Ponta Verde: levaram boné, celular, camisa, bermuda e tênis. Tudo isso ocorreu às 5 horas da tarde. E ninguém socorreu!

Quando éramos crianças, no Farol, nada disso acontecia. Andávamos de bicicleta, íamos jogar bola na Igreja dos Capuchinhos e fazíamos o caminho da escola, eu e meus três irmãos, sem precisar de babá ou de motorista. Hoje isso é impossível!

Vejo na TV que as escolas da periferia são assaltadas e todo material que vem da Secretaria de Educação é levado pelos bandidos.    

Até as igrejas não são respeitadas: roubam tudo; desde os santos até os ventiladores.

As clínicas médicas e odontológicas não escapam: os ladrões entram e levam tudo dos clientes, dos médicos e dos dentistas.

Parar o carro ao lado de uma estrada é pedir para ser assaltado. Um amigo meu dormia no carro esperando socorro mecânico e acordou com o cabo de um revólver em seu rosto. Só não levaram tudo porque ele esconde o dinheiro da viagem em vários lugares. 

Não temos mais tranquilidade para nada! Não é seguro morar em casa, nem morar em apartamento. Os bandidos bolam planos para assaltos em qualquer um dos dois.

Aliado a tudo isto ainda somos vítimas de outro tipo de bandidos: tomam nosso salário, depenam nosso contracheque, invadem nossa privacidade. Estou falando dos homens públicos! São eles que nos assaltam! E o pior: ninguém resolve nada!

Há diversas maneiras de retirar o que é nosso: não pagando férias, engolindo o 13º salário, sentando em cima de processos de interesse dos funcionários. Se alguém me perguntar para onde vai tanto dinheiro subtraído da categoria, responderei: só Deus sabe!

Não vejo diferença entre os assaltantes de rua que roubam bens materiais ou retiram a vida das pessoas e os políticos que usam indevidamente o dinheiro público, prejudicando inúmeros companheiros. Todos deveriam pagar pelos crimes cometidos.

Quando se prende uma quadrilha de assaltantes e vejo na TV rapazes e moças ainda jovens no mundo do crime, fico pensando nos grupos de políticos que usam o dinheiro público para serem eleitos e levarem vida de rico.

Diante de tudo isso, precisamos cuidar de nós mesmos, preservando nossa saúde física e mental, para que possamos lutar pelos nossos direitos.

Todos cometem crimes e devem ser punidos. Não há diferença entre eles.

Só Deus na causa!

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