Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 885 / 2016

23/08/2016 - 10:29:03

Campanha judicializada

Jorge Morais

Com o inicio oficial da campanha eleitoral deste ano, muitos serão os questionamentos feitos à Justiça Eleitoral e muitos candidatos não chegarão ao dia do pleito porque enfrentarão problemas com ela, a justiça. Muitos, porque, hoje, poucos se salvam das denúncias de desvios ou envolvimentos de alguma natureza em suas atuais administrações pelo País. Até seus eventuais e possíveis substitutos também estão na mesma situação.

Para um público leitor ainda não sabedor, como explicar o que é judicialização na política? Segundo o cientista político estadunidense Chester Neal Tate, “é o fenômeno que significa o deslocamento do Polo de decisão de certas questões que tradicionalmente cabiam aos poderes Legislativos e Executivos para o âmbito do Judiciário”. É quando, então, se tenta resolver uma contenda, um conflito, se não conseguir por meios de acordo, entra-se com uma judicialização para que o juiz determine uma sentença, um resultado para tal contenda.

Mas isso só acontece quando o assunto chega à esfera judicial por falta de um entendimento, uma discussão que não se chega ao fim ou um acordo que não vai sair de jeito nenhum. No caso específico do título deste artigo – Campanha Judicializada – é um pouco diferente. Estamos nos referindo aos candidatos que estão com problemas pendentes na justiça ou do mandato que ainda estão ocupando.

Faltando 44 dias para o dia da eleição, já tem candidatos desistindo ou sendo impedidos pela justiça eleitoral de continuar com suas campanhas. Enquanto o tempo permite, já estão sendo substituídos, devendo ficar nos bastidores trabalhando para eleger os novos indicados. Por isso a campanha será, daqui para frente, judicializada, para a alegria de muitos e a decepção de outros tantos.

O artigo não entra no mérito da história de quem tem ou não tem culpa no cartório. Isso é problema da justiça. Só a ela cabe ser dado o direito de julgar, penalizar e decidir. O que a gente analisa mesmo é a falta de respeito e a desonestidade que alguns governantes e legisladores têm para com o dinheiro público, quando agem sem transparência e acreditam na impunidade, sempre.

Parece que o Mensalão, a Operação Lava Jato, e muitas outras deflagradas pela Polícia Federal, por decisão da justiça, não foram suficientes para resolverem o problema de desvios. O “freio de arrumação” foi pequeno para essa gente. A ideia que se tem, é que nada, absoltamente nada, consegue frear a ganância, a sede de Poder e dinheiro surrupiado.

O cantor, compositor, ator e humorista Jessier Quirino, em resumo, um artista completo, em suas apresentações faz uma “gozação” extrema em relação à classe política. Segundo ele, o que concordo plenamente, a gente conhece o político depois de eleito pela marca do carro. Normalmente, Pajero. Não me pergunte por quê essa marca de carro, mas é a preferida por quase todos. Na campanha é sempre um Uno ou um Gol. O por quê da mudança, só eles podem responder. O humorista Zé Lezin diz a mesma coisa.

Portanto, não se surpreenda com nada daqui para frente. As campanhas estão nas ruas em todo o Brasil, mas a ideia inicial que a gente tem é que, em Alagoas, a Justiça Eleitoral não vai dar moleza com quem não andou certo ou quem acha que pode tudo nas próximas eleições. Só espero que não faltem candidatos, para que eu possa exercer o meu direito democrático de votar.      

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia