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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 885 / 2016

23/08/2016 - 10:27:45

Alagoas é o estado com menos filiados a partidos no País

Levantamento leva em conta filiações em relação ao número de habitantes

José Fernando Martins [email protected]

Embora Alagoas tenha grandes figuras políticas, o estado é o último colocado no ranking de filiados a algum partido político. O levantamento se baseia em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em comparação à população estimada de 2015, levando em conta as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revela que somente 5,3% da população de Alagoas é filiada a algum partido político.

No estado, a sigla que tem mais filiados é o PDMB com 16.109 pessoas, seguido pelo PP (15.218) e o PSB (13.861). Já os que têm menos filiados são o NOVO (7), PCO (13) e o PCB (32). No total, são 179.176 filiados para 2.146.520 eleitores e uma população de 3,322 milhões de habitantes. 

Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), desembargador Sebastião Costa Filho, esse número pode revelar o desinteresse de participar da política estadual aliado ao índice de analfabetismo no estado. “Somos um estado pequeno com um grande número de analfabetos. Também estamos vendo o Legislativo de maneira geral recebendo processos e gente sendo presa”, opinou Filho sobre a situação da política brasileira que teria desmotivado a população.

Além de Alagoas, os estados com o menor percentual de filiados em relação a sua população são o Amazonas, com 5,7%, seguido pelo Ceará, com 6%. Na outra ponta, o Tocantins (TO) tem o maior percentual de filiados no Brasil, o equivalente a 13,1% da população. Em segundo está Santa Catarina (SC), com 12,7% e o Rio Grande do Sul (RS), com 12,4% da população. 

Porém, não é só o número de filiados que estão escassos em Alagoas. Diversos candidatos à reeleição para prefeito, em Alagoas, desistiram de concorrer pelo menos neste ano. Dos atuais 72 que poderiam tentar mais um mandato, 26 optaram por sair do processo. Na capital, o número de candidatos à vereança caiu para 214 candidatos. Em 2012, esse número chegou a 522 pessoas concorrendo a uma cadeira no Legislativo maceioense.

Conforme o desembargador, a situação demonstra que as novas leis eleitorais dificultaram o ingresso de um elevando número de concorrentes. “Hoje, o candidato tem que ser um cara sério e trabalhar com honestidade. E isso não deve ser vantagem nenhuma, e sim, uma obrigação. Existem políticos que entram na política com o intuito de apenas ganhar dinheiro, isso é uma realidade infeliz. Mas, também sabemos que tem pessoas sérias e dignas na política que podem fazer a diferença”. 

O ELEITORADO

Segundo estatísticas do TSE o eleitorado alagoano, em 2016, é composto por mais mulheres (1.142.487) que homens (1.004.033). E os números revelam um aumento no número de jovens entre 16 e 18 anos aptos a votar. Em 2012, 53.128 jovens entre 16 e 18 anos participaram da eleição municipal em todo o estado. Já em 2016, 62.391 jovens fizeram o alistamento e devem movimentar o pleito eleitoral do dia 2 de outubro. Na faixa de 18 a 20 anos, o número de jovens pulou de 143.758 para 160.300 eleitores.

“É uma parte do eleitorado que pode fazer a diferença nessas eleições. Os jovens de hoje estão mais bem informados e têm acompanhado o que se passa na política brasileira. Estão amadurecendo mais rápido do que, por exemplo, os jovens eleitores de dez anos atrás”, disse.

Quanto à disputa eleitoral, o plano do desembargador é que este ano seja a mais pacífica da história de Alagoas. “Estamos trabalhando desde janeiro com a Polícia Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal para não darmos condições para ninguém errar”. 

O TRE dispõe de um sistema de denúncia online para facilitar o atendimento ao cidadão que presencia ou tem conhecimento de ilícitos ou crimes eleitorais. As informações são recebidas pelos juízes das Zonas Eleitorais e, simultaneamente, pela Ouvidoria do Tribunal, esta que terá a função de acompanhar os procedimentos adotados pelos juízes onde ocorreram as supostas irregularidades.

As denúncias também podem ser feitas ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e ao juiz da Zona ou ao cartório eleitoral do município onde ocorreu a infração. O juiz remete a notícia ao MPE, que, por sua vez, analisa o caso e oferece ou não a denúncia. As informações precisam ser, de preferência, detalhadas, indicando o local do ocorrido e os nomes dos envolvidos - fotografias, vídeos ou outros documentos facilitam sua comprovação.

“Fizemos reuniões com os candidatos e partidos, mostramos como deveriam se comportar e que não iremos passar a mão na cabeça de ninguém. Temos que mostrar também à sociedade que quem compra e vende o voto pode ser processado e ir para a cadeia”, finalizou. 

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