Acompanhe nas redes sociais:

19 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 885 / 2016

23/08/2016 - 10:05:13

Gabriel Mousinho

Campanha, Lava Jato e a crise

Gabriel Mousinho

A Operação Lava Jato e a crise são os dois ingredientes e os vilões para os barões do voto em Alagoas se livrarem dos importunos cabos eleitorais, que aparecem em grande quantidade nesta época de eleições. Mas há de se perguntar: o dinheiro realmente sumiu?

Quem conhece os bastidores de campanhas políticas acha que não. Apenas os candidatos que possam dar votos futuramente não são esquecidos, mesmo com a Lava Jato e a crise.

Em Maceió, por exemplo, vários candidatos com grandes perspectivas de eleição recebem por baixo dos panos, enquanto os outros pobres coitados fazem escadinha para os mais espertos e se apertam em dificuldades financeiras.

No interior do Estado a coisa não é diferente. Candidatos a prefeito com reais chances de vitória são procurados e assediados por deputados, senadores e até mesmo pelo governo. Os outros, bem, os outros que se lixem. Uma tapinha nas costas e outras promessas balançam os corações dos incautos, que gastam a sola dos sapatos e alguns trocados que guardavam no fundo do baú.

As promessas ficam para depois e dificilmente os eleitos cumprem com o que prometeram. É assim. No mundo político o jogo bruto é esse e ninguém tem ideia de quanto tudo isso vai acabar. 

Bomba

Pode explodir a qualquer momento o desentendimento entre a família Calheiros com a contratação pelo governo do Estado da Aloo Telecom e outras empresas que cuidariam da Nova Infovia Digital de Alagoas. O rolo está grande e a grana em jogo é estratosférica. Dizem até que existem ameaças de morte.

Calote

Várias empresas que se penduravam nas tetas do governo, quebraram. A construtora GPS, por exemplo, literalmente quebrou, enquanto seus sócios permanecem ricos. Já tem gente na praça que há um ano sequer foi procurado pela empresa para a negociação das dívidas, o que pode terminar em denúncias na Polícia Federal e na Justiça.

Toledo leva rasteira

Quem não anda nada satisfeito com o governador Renan Filho, com Henrique Pitbull e o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, é o deputado Sérgio Toledo. Depois de uma reunião entre os quatro ficou acertado que o candidato do governo em Marechal Deodoro seria o vereador Cacau, genro do deputado. Quando o senador Renan Calheiros chegou em Maceió desfez o acordo e escalou Júnior Dâmaso, do PMDB, como o candidato.

É o cara

Depois de se envolver na eleição de George Clemente em São Miguel dos Campos e de Zezeco, em Barra de São Miguel, o conhecido Mourinha, ex-presidente da antiga UESA bandeou-se agora para o lado de Cícero Almeida. Tudo bem, se a competência do cidadão não fosse questionada pelos próprios companheiros que tocam a campanha.

Sem entender

O que se sabe é que desde o governo de Téo Vilela que os pacientes graves de diabetes com risco de amputação são levados para Coruripe, inclusive para serem submetidos a outros tipos de cirurgias. Quando o Estado tem de recorrer a um hospital do interior, é por que a coisa não anda boa mesmo.

Aqui, não

Os candidatos a prefeito de muitos municípios no interior de Alagoas têm saído frustrados na esperança de conseguir recursos para a campanha deste ano. Ao contrário de anos anteriores, a exemplo da eleição passada quando a grana correu solta, agora o governador manda através de seus auxiliares os candidatos procurarem os deputados estaduais e federais. Ou seja, dinheiro pra campanha, zero, o que tem revoltado alguns políticos que gastaram a sola dos sapatos na eleição para governador.

O outro lado

Enquanto o Henrique, abnegado auxiliar do governador Renan Filho corre atrás da Medalha de Ouro em antipatia, os servidores Gentil Malta e Pedro Verdino, da Secretaria do Trabalho que tem como titular Joaquim Brito, dão show no atendimento às pessoas. A Secretaria do Trabalho é um exemplo a ser seguido, inclusive pelo Palácio do Governo.

Não acerta uma

A situação anda tão difícil na área de Saúde, que das 54 ambulâncias do Samu 28 estava paradas na semana passada por falta de manutenção. O governo também achou que substituindo a médica Verônica Maria Leite Omena da direção do Hospital Geral do Estado, estava fazendo grande coisa. Para servidores do hospital, foi trocar seis por meia dúzia.

Pressão

O deputado Marx Beltrão ganhou a parada em Jequiá da Praia. Fez de tudo para que Rosinha Jatobá, com bom trânsito político no município, desse marcha à ré e desistisse da candidatura. Os Beltrão nunca aceitaram que alguém fizesse sombra na sua região.

Sangrando

Até o dia da eleição o deputado Cícero Almeida vai sangrar muito politicamente. Seu depoimento sobre a Máfia do Lixo é esperado com muita expectativa pela imprensa daqui e do sudeste e sul do país. Até outubro Almeida vai ter que abandonar momentaneamente sua campanha para explicar o que até agora não foi explicado.

Sem saída

O depoimento de Cícero Almeida à Justiça Federal vai acontecer mesmo no dia 1º de setembro, embora seus advogados tentassem de todas as formas empurrarem o processo para depois das eleições. Almeida já foi intimado e se prepara para o grande depoimento que ele tem dito vai tirar de letra.

Sumiu

Muita gente que sempre aproveita o ano de eleições para pedir de tudo aos candidatos está com dificuldades de encontrar os comitês políticos. Prometem até gratificação a quem encontrar o endereço.

O meu, não

Como dinheiro para campanha não anda nada fácil depois da Operação Lava Jato, os candidatos vão comer o pão que o diabo amassou para arrancar dinheiro para a campanha. A velha conversa é de que o mar não está pra peixe. Fazer campanha com dinheiro roubado da Petrobras era muito fácil. Difícil é meter a mão no bolso para abastecer os candidatos.

No Guia

Candidatos a prefeito em Maceió apostam no Guia Eleitoral como a única solução de fazer contato com o eleitor. Com dinheiro curto até para deslocamentos nos bairros da capital, os candidatos carecem até de adesivos e pequenos trabalhos gráficos. 

Pesquisas

Como até agora nenhuma pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral, alguns candidatos tentam enganar os eleitores e até o próprio pessoal de sua campanha, anunciando números de pesquisas inexistentes. Uma forma de não desestimular a tropa, que não vota em candidato derrotado.

A escolha

A população de Maceió mais uma vez vai ter a oportunidade de escolher o melhor candidato nas eleições de outubro. Vai fazer uma avaliação de quem trabalha, de quem tem projetos e de quem é sério e decente, coisas raras nos dias de hoje.

Caos na Saúde

1Uma senhora levou um pequeno corte no pé e rompeu dois ligamentos. Ela foi atendida no HGE e uma médica de plantão fez a sutura no local do ferimento, mas não resolveu o problema maior que foi a ruptura dos ligamentos. Como o procedimento total não foi solucionado, a paciente foi encaminhada para a Casa de Saúde Paulo Neto para ser atendida na semana seguinte. Ali, já esperavam cerca de 60 pessoas apinhadas em duas salas. O problema, é que o médico não chegou e remarcaram para a semana seguinte.

2Como não podia mais esperar já que o corte estava cicratizado, a paciente teve que procurar hospitais particulares para realizar o procedimento de abertura do corte e resolver o problema dos ligamentos. E por que importar um médico de Coruripe? Essas explicações precisam ser dadas pelo governo, já que a população fica desprovida de ações médicas emergenciais. E por que no HGE os procedimentos cirúrgicos não foram completos?

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia