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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 885 / 2016

23/08/2016 - 10:02:47

Jorge Oliveira

Xô, Dilma II

Jorge Oliveira

A carta que a Dilma apresentou à população está atrasada, tem cheiro de mofo. Pedir um plebiscito para saber se o povo quer novas eleições é simplesmente uma piada. Dizer que o impeachment é golpe é uma afronta ao estado de direito e um desrespeito à Justiça brasileira quando se sabe que o próprio presidente do STF, Ricardo Lewandowski, está à frente dos trabalhos no Senado Federal. A presidente afastada perdeu todo o senso do ridículo quando se dirigiu à nação para confessar seus erros e pedir para voltar à presidência ao lado de petistas envolvidos na Lava Jato.

Com exceção de alguns gatos pingados do PT que a cercavam durante a leitura da carta, ninguém do partido quer mais conversa com a Dilma depois das acusações que ela fez ao presidente do partido, o fundamentalista Rui Falcão, de ser o responsável pelo caixa dois da campanha, como denunciou o marqueteiro João Santana em delação premiada. Entre os militantes há um sentimento de que a Dilma traiu o PT e a orientação daqui para frente é deixá-la isolada. Ao sair da presidência é bem provável que ela abandone o PT, pois não terá mais ambiente para frequentar a roda dos amigos. Teme ser hostilizada pelos antigos companheiros.

Como se esperava, a repercussão da carta da Dilma foi praticamente zero. Os efeitos políticos, nulos. Ao contrário do que ela dizia, Lula não participou da redação nem orientou o texto politicamente. Preferiu amoitar-se em casa e esperar a Polícia Federal que ameaça levar a sua mulher e o filho Fábio coercitivamente para depor depois que ambos se negaram a comparecer ao interrogatório para falar sobre o sítio e a cobertura de Guarujá, no litoral paulista, que eles negam ser deles.

Lula e família abrem um precedente perigoso no país ao deixarem de comparecer à intimação da PF. Ao se rebelar contra a intimação para depor, a família confronta a justiça por orientação de seus advogados. Deixa como exemplo à população uma clara desobediência civil e um evidente desprezo à ordem pública. 

Espera-se que a Dilma não trilhe na mesma arrogância do companheiro Lula. Teori Zavascki decidiu que os dois vão responder a processo. Ficou evidenciado que ambos tentaram impedir o trabalho da justiça para evitar que o Lula fosse preso pelo juiz Sérgio Moro, depois que a Dilma o nomeou ministro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, viu na atitude da presidente indícios de crime e pediu abertura de uma ação contra ambos. 

Veredito

Cercados por todos os lados, Dilma não vai escapar da justiça nem das mãos dos senadores que começaram a julgar o impeachment. Após a leitura da carta em que ela pede plebiscito para novas eleições, o presidente do Senado, Renan Calheiros, já saiu com o veredito, dizendo que “isso não é bom”, ou seja: ninguém vai dar o menor valor para a proposta da presidente afastada. Renan disse também que o pedido da Dilma “não é constitucional”. Portanto, a ideia dela morreu no nascedouro. As declarações do presidente do Senado foram a última pá de cal que faltava para sepultar de vez a pretensão da Dilma de voltar ao poder.

Mente turva

A carta da Dilma é um monumento ao besteirol. Certamente será excluída da história do país pelo vazio de ideias. Seu conteúdo é irrelevante e confuso. Demorou seis meses para redigi-la e o resultado é o que todos os brasileiros esperavam: uma peça de ficção feita por amadores de efeitos especiais. Ela só comprova, mais uma vez, como é a mente conturbada e turva da Dilma que, felizmente, não administra mais o país para o deleite dos mais de 200 milhões de brasileiros.

Os crimes

Dilma será afastada definitivamente da presidência por ter cometido todo tipo de trapaça ao se juntar com a organização criminosa do Lula que assaltou os cofres públicos e cometeu a proeza de enterrar em cova profunda a Petrobras, uma das empresas mais importantes do mundo. Dilma tem que botar as mãos para os céus se não sair algemada, como aconteceria em qualquer país sério do planeta depois dos crimes que ela cometeu durante os seis anos de mandato.

As denúncias

As falcatruas da Dilma começaram quando ela assumiu a presidência do Conselho da Petrobras. Como disse Cerveró, em delação premiada, ela foi a responsável pela compra da refinaria Pasadena, no Texas, uma sucata que custou aos cofres da empresa mais de 1 bilhão de dólares. Isso mesmo, 1 bilhão jogados na lata do lixo! De lá pra cá, jamais ela deixou de cometer dolos tanto como ministra como presidente. Negou de pés juntos que nunca recebeu dinheiro de caixa dois para a sua campanha até ser desmascarada por João Santana, seu marqueteiro, em delação premiada.

Os trouxas

Com cara de anjo tonto, destrambelhado, ela ainda conseguiu enganar por muito tempo. Dizia-se honesta para enganar os trouxas. E enganou milhares deles que foram às urnas para depositar seus votos e trazê-la de novo à presidência. De volta, sorrateiramente, levou o país ao abismo da irresponsabilidade fiscal com as tais pedalas que consistiam em sacar dinheiro de bancos oficiais sem lastro para cobri-los, uma espécie de cheque sem fundo. Administrou a nação à semelhança da sua loja de R$ 1,99 em Porto Alegre, sempre à beira da falência. Quando era exigida para analisar o país, rateava, perdia-se nos pensamentos vagos, alienados e trôpegos.

Quadrilha

Não seria exagero dizer que a Dilma envergonhava os brasileiros obrigados, no exterior, a se desculparem por ela representá-los. Não conseguiu se impor como mandatária do país nem evitou que a quadrilha organizada por Zé Dirceu e Lula se expandisse e se enraizasse dentro das empresas estatais promovendo os saques e os constantes roubos com a cumplicidade de empresários bandidos. Não respeitava os milhares de votos recebidos, pois deixou que o país fosse administrado por Lula a quem pedia aconselhamentos como se fosse uma marionete no cargo de presidente sempre que se exigia do governo uma posição sobre qualquer assunto mais delicado.

Irresponsável

Em plena crise no poder, tentou jogar para a arquibancada quando recusou um convite para jantar na Casa Branca do Obama, esquecendo-se que os Estados Unidos é o principal parceiro comercial do Brasil. Uma atitude ignóbil de uma presidente de meia tigela. Queria mostrar, com isso, que não estava satisfeita com os espiões dos EUA no Brasil, como se isso fosse uma novidade. A esquerda de botequim a aplaudiu sem perceber que por baixo dessa atitude infantiloide estava uma nação à beira da falência e uma administradora atordoada usando o marketing para esconder a real situação do país. 

O aspone

Ainda na política externa foi incentivada pelo aspone Marco Aurélio a manter inquebrantável os laços políticos e comerciais com a Venezuela em detrimento de outros parceiros mais democráticos e úteis economicamente. Ambos – Aurélio e Dilma – acreditavam que a revolução bolivariana poderia contaminar o resto dos países do Cone Sul e, com isso, todos nós, los hermanos revolucionários, marcharíamos em direção aos Estados Unidos para cobrar dos ianques o nosso atravancado subdesenvolvimento. O desastre na política externa deixou o Brasil isolado do mundo e submisso a algumas nações sul-americanas. Quando a Bolívia privatizou a refinaria da Petrobras, a petezada achou tudo normal. Lula não moveu uma palha para evitar a ação truculenta do governo alegando uma tal de soberania do país vizinho como se houvesse um acordo de bastidores entre os dois países.

A saída

A Dilma não pode sair do Palácio da Alvorada apenas pela porta dos fundos, como vai acontecer até o final deste mês. Diante das provas apresentadas pelo marqueteiro João Santana de que ela cometeu crime eleitoral usando o dinheiro roubado da Petrobras para financiar a sua campanha, o passo seguinte à sua saída do palácio seria a prisão, onde iria responder também por vários outros crimes cometidos à frente da presidência.

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