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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 885 / 2016

18/08/2016 - 19:42:05

Massa falida reforça segurança em usinas mineiras

incêndio destruiu equipamentos e máquinas que seriam levados a leilão no próximo dia 25

José Fernando Martins [email protected]
Registro do incêndio publicado pelo portal de notícias Tudo em Dia

As usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas respectivamente em Canápolis e Capinópolis, no estado de Minas Gerais, vão ter a segurança reforçada para evitar incêndios e depredações ao patrimônio da Massa Falida do Grupo João Lyra. No último domingo, 14, um incêndio suspeito, assim citado pela massa falimentar, se alastrou pelas terras da Vale do Paranaíba destruindo a plantação de cana, além de maquinários e equipamentos agrícolas que seriam leiloados no dia 25 deste mês no Fórum da Capital, no Barro Duro. 

Porém, conforme nota encaminhada ao EXTRA ALAGOAS, tal fato não impedirá a realização do leilão de bens inservíveis que tinha a estimativa de arrecadar cerca de R$ 600 mil. A administração dos bens de Lyra já tomou providências para que haja um inquérito policial para esclarecer as causas do incêndio. Em primeiro momento, sites de Minas Gerais chegaram a levantar a hipótese de que seria um atentado criminoso. Até o momento, não se sabe o valor do prejuízo à massa falida.  

A reportagem entrou em contato com o 2º Pelotão de Bombeiros Militar de Ituiutaba, que também atende as cidades de Canápolis e Capinópolis. Conforme o comandante Luiz Donizete Silva, a corporação foi acionada às 12h28 para coibir as chamas. Chegando ao local, a equipe do Corpo de Bombeiros encontrou a brigada de incêndio das usinas Dow, Cargil e BP controlando a situação. “Encontramos o fogo já apagado pelos brigadistas. Segundo o Relatório de Defesa Social, de número 017630270/001, o incêndio atingiu cerca de 2.500 hectares das terras da usina”. 

Questionado sobre a possibilidade de o incêndio ter sido causado com segundas intenções, Silva explicou que é comum o surgimento de queimadas nesta época do ano em plantações devido ao clima seco. De acordo com a administração judicial da massa, “destaca-se que a indústria foi preservada em sua totalidade”. “Um incêndio suspeito e de grandes proporções tomou conta da região rural onde fica localizada a unidade Vale do Paranaíba atingindo um remanescente de ativo biológico às cercanias da unidade e o pátio onde estão localizados alguns dos bens inservíveis da irrigação e mecanização”, disse em nota. A usina Vale de Paranaíba está avaliada em R$ 211,2 milhões, sendo o valor global sem a cana, com uma área de 3.228,8775 hectares. 

Quem também não acredita em incêndio criminoso é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capinópolis, Alan Cunha Santana, que informou que a categoria está ansiosa para a abertura das propostas para a compra das usinas mineiras para que a massa falida possa realizar os pagamentos e benefícios atrasados dos antigos trabalhadores. “Fiquei sabendo que o incêndio veio de fora e chegou até as terras da usina”, contou. Santana também disse à reportagem que viajará até Coruripe para presenciar o momento de abertura das propostas. 

Ele estará acompanhado do presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Canápolis, Roberto Martins de Menezes, que também confirmou a presença à reportagem. A administração judicial da Massa Falida retificou a informação acerca da audiência que ocorreria no dia 16 de setembro, às 9h, na 1ª Vara da Comarca de Coruripe, na qual o juiz responsável pela condução do processo de falência, Kléber Borba, receberia envelopes com propostas de empresas interessadas em adquirir as unidades pertencentes à Massa Falida, Vale do Paranaíba e Triálcool. A data válida é dia 15 de setembro no mesmo horário e local. O Edital de Convocação foi publicado no dia 12 de agosto de 2016 nos jornais Gazeta do Pontal (Ituiutaba/MG) e Gazeta de Alagoas (Maceió/AL).

Como já publicado por esse periódico, uma das empresas interessadas nos parques industriais de Minas é o grupo da Usina Cambuí, situada no município de Santa Helena de Goiás (GO). A Contromation S.A., empresa espanhola também se mostrou interessada não só pelas usinas mineiras, mas também pela Guaxuma e Laginha, essas que deverão ser arrendadas e não vendidas. A proposta estrangeira configuraria no valor aproximado de R$ 850 milhões.

Os valores arrecadados com as vendas das usinas serão destinados a uma judicial conta judicial com a finalidade de pagar os credores. A decisão foi do juiz Kléber Borba. Os primeiros da fila serão os trabalhadores prejudicados com a falência do grupo do ex-deputado federal. 

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