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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 884 / 2016

16/08/2016 - 10:45:28

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

Evitando o pior!

A taxa de juros alcançou 150% ao ano, considerando o período de julho de 2015 a julho de 2016. É a verdadeira agiotagem. Só que oficial. Mais: essa taxa é para pessoas físicas. Não se trata de Taxa Selic (entre bancos) que é de 14,25% ao ano. Isso vem repercutindo diretamente no elevado índice de inadimplência.

As pessoas tomam empréstimos nos bancos, usam o cartão de crédito, pagando só o mínimo exigido e o cheque especial. O valor devido vai crescendo a cada mês e chega ao ponto de não conseguir pagar mais. Evite isso! Negocie seu débito, quite e jure nunca mais se endividar, comprando só a à vista. 

Lembrando 2008

O mundo rico (EUA e Europa) foi à bancarrota em 2008, fazendo um estrago muito grande nos países ricos, emergentes e pobres. E tudo provocado pelo mercado imobiliário, com a falta de pagamento dos consumidores que adquiriam imóveis para pagamento em longo prazo e deixavam de pagar, provocando a falência dos bancos e, como efeito cascata, da indústria, do comércio e prestação de serviços. A classe média empobreceu. 

O Brasil na contramão

Enquanto os ricos estavam enfrentando a recessão profunda, o governo brasileiro se vangloriava, dizendo que o País estava imune à crise, e continuava crescendo. O que não era verdade. O real se valorizava perante o dólar. Poucos anos depois, veio o desastre total: a economia encolheu, o desemprego aumentou e o dólar deu a volta por cima, chegando a valer mais de R$ 4,00. Os ricos já saíram da crise e o Brasil “só Deus sabe quando”. 

O sustentáculo

No caso do Brasil, mesmo em recessão, é o agronegócio. O País produz muito e exporta  soja, açúcar, café e minério de ferro (maior produção mundial). Com o dólar valendo o triplo do real, melhor para esse setor. Mas péssimo para quem precisa importar produtos. E são vários produtos que compramos do estrangeiro: trigo, arroz, feijão, máquinas e equipamentos, fertilizantes, etc. Disciplina financeira

Pobres e classe média precisam aprender a conviver num País em recessão: reduzir o consumo, trocar de marcas, evitar juros, comprando só à vista e procurar ainda deixar algum dinheiro para uma reserva financeira, preferencialmente a caderneta de poupança, que renda a inflação e mais juros, além de ter liquidez imediata (podendo ser usada a qualquer dia) e segurança do Banco Central, para o caso de falência do banco. Os demais investimentos do mercado não possuem liquidez e também não têm segurança. 

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