Acompanhe nas redes sociais:

21 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 884 / 2016

16/08/2016 - 10:39:16

Meio Ambiente

Da Redação

Ameaça de extinção

Os maiores animais que ainda existem sobre a terra correm o risco de desaparecer. Pesquisadores de 43 países, inclusive do Brasil,publicaram um artigo onde  explicam que o aumento da população humana, pecuária e mudanças no uso da terra têm causado conflitos, que geralmente resultam em impactos sobre os grandes animais selvagens. Ainda segundo o artigo, a criação de  os bois, búfalos e cabras e a chacina de elefantes africanos, rinocerontes e tigres, são exemplos de atividades que afetam a população de grandes mamíferos. Os estudiosos explicam que para evitar a extinção da megafauna é necessário que países desenvolvidos se comprometam em apoiar inciativas de conservação onde ela ainda existe.

Ar altamente poluído

O ar na região metropolitana do Rio de Janeiro está duas a três vezes acima do limite anual da OMS para MP 10 (material particulado com diâmetro de 10 mícrons ou menos), conforme levantamento feito pela agência Reuters. Esse material é lançado diariamente para a atmosfera pela frota de 2,7 milhões de veículos motorizados que roda pelas ruas cariocas. De 2010 a 2014, a metrópole carioca apresentou média anual de 52 MP 10 por metro cúbico de ar, segundo dados do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA). De acordo com a OMS, o MP afeta mais pessoas do que qualquer outro poluente atmosférico. Em 2012, a exposição ao MP 10 causou 3,7 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, estima a Organização.

Conservação de espécies

O Arquipélago de Alcatrazes se tornou a mais nova unidade de conservação (UC) do Brasil. A criação de um Refúgio da Vida Silvestre (Revis) na região, situada no Litoral Norte de São Paulo, foi realizada por meio de um decreto publicado pelo governo. O arquipélago, que serve de baliza à navegação na costa brasileira desde o descobrimento do Brasil, está situado em alto mar. O local é área de ocorrência de espécies ameaçadas e endêmicas, como Elecatinus figaro (peixe), Scinax alcatraz (anfíbio) e Bothrops alcatraz (réptil), constantes do Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente, e invertebrados marinhos raros e em risco de desaparecer. 

Vitória dos Tapajós

No último dia 4, a presidente do Ibama, Suely de Araujo, arquivou o processo de licenciamento ambiental do maior novo projeto de hidrelétrica na Amazônia, a usina São Luiz do Tapajós, que seria construída no rio Tapajós, na região do município de Itaituba. A usina alagaria parte da terra indígena Sawré Muyby, da etnia Munduruku, e essa foi a principal razão do licenciamento ter sido negado, após a Fundação Nacional do Índio (Funai) apontar “a inviabilidade do projeto sob a ótica do componente indígena”. A Constituição brasileira veda a remoção permanente de índios de suas terras.

Produção de energia

Madeiras amazônicas podem ser alternativas para produção de energia. Uma pesquisa da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, identificou potencial energético de três espécies encontradas na Floresta Nacional do Tapajós, na região Oeste do Pará: o urucu-da-mata, breu e acariquarana. De acordo com a pesquisa, essas árvores possuem teor de lignina semelhante ao encontrado no eucalipto, que é hoje a principal espécie usada na produção energética no país.

Rio São Francisco

O governo federal lançou no âmbito do Comitê Gestor do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, o Plano Novo Chico. A ideia é promover o uso sustentável de recursos naturais, melhorar as condições ambientais e a disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os mais diversos usos, além de criar novas áreas de proteção e fortalecer as ações de fiscalização ambiental, de apoio à gestão de resíduos sólidos.

Sem licença ambiental

A qualquer momento, na Câmara dos Deputados pode ser votado o PL 3729/2004, projeto de lei que buscar criar um novo “sistema” de licenciamento ambiental. Elaborado pelo deputado Mauro Pereira (PMDB/RS), relator da Comissão de Finanças e Tributação, o PL acaba, na prática, com o licenciamento ambiental brasileiro. A proposta dispensa do licenciamento ambiental as atividades agropecuárias e de florestas plantadas podendo afetar também áreas protegidas, patrimônios tombados, quilombos e terras indígenas, entre outros instrumentos da legislação ambiental brasileira.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia