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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 884 / 2016

16/08/2016 - 10:29:31

Gabriel Mousinho

O risco de Renan

Gabriel Mousinho

Avaliado como um bom governador e com reputação ilibada, Renan Filho com certeza vai correr muitos riscos nesta campanha para prefeito de Maceió. Com seu candidato Cícero Almeida respondendo a várias demandas judiciais, como a Máfia do Lixo, por exemplo, certamente Renan Filho poderá ser contaminado.

O problema é que o governador, quando avaliza uma candidatura, naturalmente sofrerá politicamente ao abraçar um correligionário capaz de fazer, pela sua proximidade, um calo de sangue no seu nome até agora distante de quaisquer insinuações. Não só o governador como seu pai o senador Renan Calheiros que, mesmo distante do olho do furacão, também será levado no mesmo barco.

O governador Renan Filho bem que sabe das complicações que irão chegar durante a campanha política e associar seu nome a quem é acusado supostamente de delinquir, é um risco que deve ser bem avaliado.

Renan, que inicia uma carreira vitoriosa na política alagoana, não pode cometer o erro da possibilidade de ser arrastado para a lama pela conduta de seus candidatos, sob pena de pagar caro futuramente. É apenas uma questão de opção de quem inicia com brilhantismo uma carreira política, que pode se estender por muitos anos ou ter que parar pela falta de profissionalismo.

Goela abaixo

O deputado Cícero Almeida engoliu de goela abaixo o nome do seu vice, Galba Novaes, imposto por Renan pai e Renan Filho. Novaes não era o vice dos sonhos de Almeida.

Descartado

Quem teve a maior decepção na escolha do vice de Almeida foi o vereador Silvânio Barbosa. Ele estava, há dois meses, certo de que seria emplacado na majoritária. É tanto que começou a se atritar com o prefeito Rui Palmeira desde o início do ano, querendo mostrar serviço. Há quem diga, mesmo que não queira demonstrar, de que Silvânio está arrependido de ter iniciado uma guerra política com Rui.

Passo errado

Não era o que se esperava pelo curriculum do deputado Galba Novaes, sua candidatura como vice de Cícero Almeida. Com voo próprio e com uma liderança consolidada principalmente no Tabuleiro do Martins, Galba não merecia ser apenas coadjuvante. Ele vai demorar pouco para se desentender com Almeida, o que já aconteceu em épocas passadas. Galba deve se preparar se por acaso for eleito, Cícero Almeida fazer com ele o que fez com Lourdinha Lyra.

Conversa fiada 

Demorou pouco a boca dura do vereador Antônio Holanda de que marcharia com o prefeito Rui Palmeira. Bastou um apertinho de Renan Calheiros para que ele mudasse rapidamente de opinião.

Ninguém segura

O alívio que o governo vinha tendo com a diminuição de assassinatos no Estado e que era uma das bandeiras de publicidade do governo evaporou-se. Em julho para o começo de agosto mataram tanta gente, que a Segurança precisou de reforço técnico para atualizar as estatísticas.

Golpe no bolso

A dívida pública brasileira que pouca gente se dá ao cuidado de acompanhar, demonstra quanto nós somos contaminados. O professor Dalton Dória, em suas pesquisas, mostrou mais um dado estarrecedor. No Orçamento de 2015 o governo destinou 47% para amortização de dívidas e juros com bancos privados, ou seja, 1 trilhão e 356 bilhões de reais. Como se o contribuinte utilizasse 47% do que ganha para pagar a agiotas. Enquanto isso, Educação e Saúde, cada uma, tem menos de 4 do Orçamento.

Esquecidos

Pelo visto não tem um político alagoano na bancada federal que defenda o pagamento de ações ganhas pelos servidores da Ceal, principalmente do Plano Bresser, cujo débito já ultrapassa 1 bilhão e 500 milhões de reais. O que governo de Renan Filho defende, é uma indenização de 200 milhões de reais para o Estado.

Presente de grego

Em plena campanha por Cícero Almeida o governador Renan Filho manda um recado nada otimista para o servidor público estadual. Ele diz que só garante salário em dia até dezembro. Enquanto aperta uns, é generoso com outros, a exemplo da Legislativa, que vive pendurada nas amabilidades do governo.

Tábua de salvação

O discurso de Cícero Almeida quando teve seu nome referendado na Convenção como candidato a prefeito de Maceió, surpreendeu a todos. Ele sequer falou de abnegados companheiros, dos outros partidos, das forças políticas. Almeida demonstrou que depende exclusivamente de Renan pai e Renan Filho para ser eleito prefeito. Pelo que foi dito, os outros não existem.

Sai de baixo

Muita gente que votou em Galba Novaes, tanto para vereador como para prefeito de Maceió nas últimas eleições, não quer nem ouvir falar no nome de Cícero Almeida. Com certeza a maioria dos votos de Galba não irá migrar para a dupla Cícero-Novaes.

Régua moral

A senadora Ana Amélia, na sessão de pronúncia de Dilma na última terça-feira, disse que votou com ela e que a régua moral que ela usa serve para qualquer um. Para o presidente em exercício, para o presidente do Senado e quaisquer outros que cometerem crimes.

Prêmio           antipatia

É bastante comum o governo escolher todo final de ano o servidor considerado modelo. Este ano as lideranças políticas querem inovar, elegendo o funcionário comissionado mais antipático. Henrique, assessor do governador, que incorporou o espírito do próprio, pela sua falta de humildade e desatenção, corre disparado para ganhar a Medalha de Ouro.

Governo                    mobilizado

O governador Renan Filho, como prometeu, está entrando pra valer na campanha de Cícero Almeida. Mesmo sabendo que a Justiça Eleitoral não permite a mobilização de ocupantes de cargos comissionados em eventos políticos e na hora do expediente, Renan levou a tiracolo para a Convenção do PMDB os secretários Mellina Freitas, Aparecida Machado, Fábio Farias, Ênio Lins, Helder Lima, Mozart Amaral, Luciano Barbosa e Cláudia Petuba. Uma verdadeira tropa de choque do governo.

Pista do cadastro

Se a polícia quiser pegar quem está fazendo cadastro eleitoral prometendo pagar 50 reais por voto, basta deixar alguém nessas lojinhas que tiram Xerox de documentos. Já começou o movimento de cabos eleitorais xerocando títulos de eleitores de elementos que se vendem e depois ficam falando mal dos políticos que escolheram.

De olho na grana

Na eleição de governador em 2014 a coligação do PMDB doou a cada candidato a deputado estadual, devidamente declarado no Tribunal Regional Eleitoral, a bagatela de 250 mil reais, com exceção de alguns favoritos que receberam muito mais. Agora os candidatos a vereador da mesma coligação também querem ver a cor do dinheiro e ter o mesmo tratamento.

Sinal de alerta

O senador Fernando Collor não está gostando nem um pouco da tentativa dos Calheiros tomarem conta da política alagoana. Ameaçou até a ser candidato a prefeito de Maceió. Collor sabe que se o PMDB avançar mais pode lhe trazer problemas políticos nos próximos anos.

Estadista

O discurso feito pelo senador Fernando Collor na sessão de pronúncia da presidente afastada, Dilma Rousseff, foi de estadista. Collor mostrou os erros do governo, citou sua angústia quando foi afastado da presidente e mostrou o que o Brasil deve fazer daqui pra frente.

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