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Edição nº 883 / 2016

08/08/2016 - 08:37:27

Menores de abrigos são o alvo de novo projeto

objetivo é fortalecer convívio social de crianças e adolescentes

Vera Alves [email protected]
Luciana Araújo atua como psicóloga no Acolher, coordenado por Amaro Jorge e uma das primeiras instituições a ser beneficiada pelo projeto criado pelo juiz Ygor Figueiredo

Lançado há pouco mais de um mês pela 28ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, o projeto Apadrinhamento pode ser o grande diferencial na vida das dezenas de crianças e adolescentes assistidos por abrigos mantidos pela Prefeitura de Maceió e da rede filantrópica. O projeto é uma iniciativa do juiz Igor Figueiredo e tem como objetivo proporcionar aos menores ligações externas e um referencial quando de sua saída das instituições que os abrigam.

Psicóloga do Projeto Acolher, instituição localizada no bairro da Santa Lúcia e que assiste a cerca de 20 meninos, dos quais 15 internos, Luciana Araújo revela que a maior parte dos meninos e adolescentes convivem com o drama da falta de autoestima provocada pela ausência do pai e da mãe e/ou pela rejeição por parte dos familiares. “Há situações em que a avó deseja ficar com a criança, mas não dispõe de recursos para isto”, explica.

O Apadrinhamento tem como alvo inicialmente meninas, meninos e adolescentes que foram retirados da guarda familiar por decisão judicial. Eles têm entre 7 anos e 17 anos e 11 meses e, ao contrário do que muitos pensam, não são infratores nem têm problemas com drogas. No caso do Acolher, a instituição conta com uma equipe multidisciplinar, formada por educadores, assistentes sociais e psicólogas, que faz todo o acompanhamento do menor, inclusive no que se refere à frequência escolar e capacitação em cursos técnicos.

padrinhos

Qualquer pessoa ou empresa pode se cadastrar como padrinho ou madrinha. O projeto oferece três tipos de opção de apadrinhamento, afetivo, financeiro e profissional. No afetivo, a relação com o menor ou adolescente se dá através de visita regular ao abrigo, passeios e passar finais de semana, feriados e férias escolares em sua companhia. É preciso assumir compromissos, como o de participar de reuniões com a equipe técnica da instituição, permitir visita a sua residência e ter disponibilidade de tempo para participar da vida social do afilhado. Deve ser maior de 18 anos e com diferença mínima de 16 anos em relação à idade do menor.

Na modalidade financeira, a participação da pessoa ou  empresa se dá mediante o financiamento de cursos (reforço escolar, profissionalização, línguas) ou de uma atividade esportiva. O padrinho pode também optar pelo desembolso de uma quantia fixa destinada ao afilhado para custeio de suas necessidades ou realização de cursos que o preparem profissionalmente para quando se desligar da instituição que o acolhe.

Médicos, odontólogos, nutricionistas, artistas plásticos, cabeleireiros e outros profissionais liberais podem aderir ao projeto na modalidade de padrinho profissional se habilitando a prestar seus serviços de forma gratuita às crianças e adolescentes acolhidos pela instituição. 

Em todas as modalidades, o padrinho deve respeitar as regras da instituição de acolhimento, participar de reuniões e oficinas com a equipe do projeto e cumprir com o compromisso assumido.

Além do Acolher, o projeto será desenvolvido inicialmente com crianças e adolescentes assistidos por outras duas instituições, a Casa de Passagem Feminina Luzinete S. de Almeida, também pertencente ao Município e localizada no bairro do Poço, e o Centro Sócio-Educativo Deus Proverá, entidade filantrópica localizada no bairro do Jacintinho e que abriga meninas e adolescentes do sexo feminino.

Posteriormente, o projeto será estendido a outras três instituições, as filantrópicas Laca (Lar de Amparo à Criança para Adoção, no bairro do Feitosa) e o Lar Batista Marcolina Magalhães (Tabuleiro do Martins) e à Casa de Adoção Rubens Colaço, pertencente ao Município e localizada no bairro do Farol. O Laca atende crianças de ambos os sexos desde o nascimento até 6 anos, enquanto o Marcolina Magalhães abriga meninas de 3 a 11 anos.

Interessados em aderirem ao Apadrinhamento podem obter maiores informações junto à 28ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, localizada na Ponta Verde (Rua Hélio Pradines, 600) e pelos telefones 2126-4700 e 2126-4747.

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