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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 883 / 2016

08/08/2016 - 08:25:39

Os assassinos da querida Ceal

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Eita!!! Às vezes a gente só nota que está ficando velho quando vêm para a lembrança certos acontecimentos. Eu estou bem lembrado da inauguração da Chesf, em Paulo Afonso. Na ocasião, eu já sonhava em ser engenheiro e fui convidado para a inaguração daquela maravilhosa obra da engenharia, pelo então prefeito de Mata Grande, o sr. Gentil Malta. Foi uma inauguração pomposa, na qual estavam presentes, o presidente da República, ministros, senadores, deputados, prefeitos, centenas de outras autoridades e o povo sertanejo, como eu. Meses depois, eu fui novamente a Paulo Afonso com o sr. Gentil, quando conseguimos que a nossa cidade fosse uma das primeiras a serem eletrificadas, com a energia abundante daquela grande empresa. Foi criada a Ceal e poucos anos depois eu fiz o curso de Engenharia Civil e consegui, no quinto ano, um estágio na nova companhia. No início, a Ceal só possuia dois engenheiros, o superintendente Dr. Lenin de Melo Mota e o Eng. Marcelo Guimarães que tinha se formado na Alemanha, como engenheiro eletricista. Meses depois, eu fui admitido, ainda como estagiário, com o colega Adalberto Câmara, hoje falecido e que chegou a ser um dos seus bons superintendentes. Aos poucos, a empresa criou corpo eu fiquei como responsável pela primeira cidade a ser eletrificada pela Ceal, a cidade de Cajueiro. Com muito entusiasmo, eu consegui fazer com que o governador Major Luiz Cavalcante acionasse a “chave elétrica” para a inaguração. Com aquela minha vitória, no dia festivo da inauguração, eu bebi tanto que o governador, sorrindo, mandou me levar para Maceió no seu carro. Como presente, eu recebi o Anel de Engenheiro das mãos do Dr. Benedito Bentes, do sr. Napoleão Barbosa, do Sr. Carlos Brêda, do coronel Mário Lima e do Dr. Lenin de Melo Mota. A Ceal começou antes na esquina da Rua do Sol com a Rua das Árvores e, ocupava apenas cinco salas no primeiro andar e o almoxarifado no térreo. Ela cresceu, cresceu e tornou-se um dos orgulhos de Alagoas. 

A Ceal nos orgulhava com seus excelentes técnicos, os engenheiros Marcos Cotrim, Eng. Nourival Fireman, Eng. Itamar Rêgo, Eng. Rogério Alcides, Eng. Carlos Estêves, etc., além dos técnicos e servidores importantes que tivemos. 

Aos poucos a Ceal passou a ser um lugar para abrigar políticos derrotados, alguns deles desonestos e outros sem competência. Assim é que, a nossa querida Ceal faliu e passou a ser cabide de empregos, para abrigar desocupados e cabos eleitorais. Aos poucos, ela passou a usar as placas de “aluga-se” e de “vende-se”, até que  foi entregue ao PT, para administrá-la, por ordem do sr. Lula e da sra. Dilma. Hoje, a Ceal com o nome de Eletrobras Alagoas está numa briga entre o governo federal com o governo estadual, como se fosse uma saudosa sucata. 

Nossos governadores conseguiram seu assassinato, quando tirando os seus técnicos competentes, para substituí-los por políticos incompetentes. Foi assim que assassinaram a nossa querida Ceal. 

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