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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 883 / 2016

08/08/2016 - 08:24:54

Gabriel Mousinho

No olho do furacão

Gabriel Mousinho

Por mais que o processo da Máfia do Lixo não seja julgado até as eleições, o deputado Cícero Almeida vai pagar um preço alto por ter se metido nessa confusão. Além do lixo, Cícero também vai ter que se explicar sobre um empréstimo na Operação Taturana e complicações na área de educação quando era prefeito de Maceió.

Isso faz parte da política e sempre assuntos quentes voltam ao noticiário e ao Guia Eleitoral durante a campanha. Açodado, ninguém sabe se Cícero Almeida irá tirar as acusações de letra. Temperamental como é, talvez não tenha autocontrole suficiente para superar as dificuldades que vem por aí. E isso o povo vai julgar nas eleições de outubro.

Cícero Almeida também pode, durante a campanha, entre ataque e defesa, puxar involuntariamente o senador Renan Calheiros para o campo de luta, já que o presidente do Senado quer tenha culpa ou não, é investigado na Operação Lava Jato sobre supostas denúncias de que teria participado de uma forma ou de outra nos desvios de recursos da Petrobras e outras instituições.

Tudo isso, com certeza será passado a limpo durante a campanha que terá, para felicidade geral da nação, um tempo curto no rádio e na televisão, de acordo com as novas regras da Justiça Eleitoral.

Até lá, quem for podre que se quebre.

O ranço sumiu

Depois de longos carnavais, eis que Ronaldo Lessa e Téo Vilela se encontram na Convenção que formalizou as candidaturas de Rui e Marcelo Palmeira à prefeitura de Maceió. Os dois se encontraram como se nada tivessem ocorrido durante as várias disputas nos últimos quinze anos, o que demonstra de que, em política, os inimigos de outrora passam a serem amigos do momento.

Outro Vilela

Nunca o ex-governador Téo Vilela trabalhou tanto como nessa campanha para prefeito e vereador. Vilela corre para o interior, abraça antigos desafetos, reúne lideranças e demonstra que está preparando sua volta ao Senado.

Só vendo

Imprevisível como sempre foi, o senador Fernando Collor pode surpreender a todos até esse domingo e sair candidato a prefeito de Maceió. Quem conhece Collor sabe que para surpresas, é com ele mesmo. Resta saber se ele deixaria o Senado para vir sofrer em Maceió.

Páginas policiais

Mesmo sem citar nomes, Rui Palmeira jogou pesado durante a Convenção no sábado passado. Disse que uma das suas maiores tarefas foi tirar a prefeitura de Maceió das páginas policiais, numa alusão direta ao seu adversário Cícero Almeida.

Expectativa

Os olhos da imprensa brasileira estarão voltados para Maceió no dia 01 de setembro, quando Cícero Almeida será ouvido pela Justiça Federal sobre a Máfia do Lixo, onde se apura suposto desvio de 200 milhões de reais dos cofres da prefeitura. Almeida tem negado com veemência as irregularidades.

Rejeitado

Até quarta-feira última alguns partidos que apoiam Cícero Almeida havia rejeitado o nome de Fábio Farias Filho para vice. Uma coisa considerada inusitada, uma vez que quem no PMDB é o senador Renan Calheiros e por tabela seu filho, o governador. Rejeitar o nome de Fábio só tem duas explicações: ou uma rebelião à vista, ou foi tudo acertado nas caladas da noite. Nesta sexta o nome do vice será anunciado.

Outro padrinho

A nomeação de Ricardo Santa Rita Filho para a Secretaria Nacional de Irrigação, não foi obra do senador Renan Calheiros, como poderia parecer. A madrinha de Santa Rita foi à senadora Kátia Abreu, com quem ele trabalhou no Ministério da Agricultura. 

Na frente 1

O senador Fernando Collor já não lidera mais o número de inquéritos na Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal. Enquanto ele é alvo de cinco inquéritos, Renan Calheiros tomou a dianteira com oito.

Na frente 2

O senador Renan Calheiros tomou a frente nas composições políticas e conseguiu impedir que o Solidariedade ficasse ao lado de Rui Palmeira. Renan, segundo o ex-presidente municipal do partido, Gima da Força, forçou a barra com o presidente nacional, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

Bombardeio

As investidas dadas pelo PMDB em outros partidos pra compor com o candidato Cícero Almeida, vai sobrar para o senador Renan Calheiros que comanda a articulação política do PMDB, em Alagoas. Para o ex-presidente do Diretório Municipal do Solidariedade, Gima da Forço, Renan  ´´é um comprador de partidos provisórios´´ e Paulinho da Força ´´um traidor´´.

Apagão

Em política tudo pode acontecer. Até mesmo as antigas mágoas são esquecidas. Em Traipu, na Convenção que escolheu o Procurador de Justiça, Eduardo Tavares como candidato a prefeito, imagem quem estava lá todo fagueiro. Ele mesmo, o ex-governador Téo Vilela, que abandonou Tavares durante a campanha para governador forçando a sua renúncia.

Façam poupança

As últimas declarações do governador Renan Filho doeram nos ouvidos dos servidores públicos. Ele disse, entre outras coisas, que só garante os salários em dia até dezembro próximo. Depois disso não sabe o que vai acontecer.

Nó frouxo

Enquanto o governador Renan chora dificuldades, o Estado deixou de pagar pelo menos 50 a 60 milhões por mês da dívida pública suspenda pelo governo federal. É o que se pode dizer que Alagoas nada em dinheiro. A dívida, escalonada, somente começará a ser paga a partir de janeiro do próximo ano.

Impeachment já

Se depender do senador Renan Calheiros o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff será apressado. Outrora divergente com Michel Temer, Renan se aproxima do presidente e abandona de vez a Dilma.

Dois pesos

Enquanto as autoridades pensam em apressar o processo de Dilma Rousseff, o Supremo Tribunal Federal demonstra que não tem nenhuma pressa de julgar os políticos que estão envolvidos na Lava Jato.

Confusão à vista

O deputado Marx Beltrão rodou a baiana na última quarta-feira, em Brasília, ao tomar conhecimento de que o senador Renan Calheiros estaria estimulando a candidatura de Nivaldo Jatobá em São Miguel dos Campos. O tempo esquentou mais ainda quando o deputado soube que sua irmã vai enfrentar em Jequiá da Praia, nada menos do que Rosinha Jatobá como candidata à prefeita. Rosinha é esposa de Santa Rita, pai de Ricardinho, hoje homem forte na Secretaria Nacional de Irrigação.

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