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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 883 / 2016

04/08/2016 - 21:30:53

Moradores da orla de Maceió cobram mais segurança

Prestadores de serviço nos domingos de lazer garantem que Rua Fechada é segura e que famílias poem frequentar o local sem medo

da Redação
Área é utilizada como abrigo e ponto de encontro de usuários de droga

Moradores da orla de Maceió cobram mais segurança para aquela localidade. Assalto, consumo de drogas, brigas de gangue, sexo explícito, arruaça e outros tipos de violência têm preocupado quem reside ou trafega  pelo metro quadrado mais caro da capital alagoana. No último domingo várias cenas degradantes foram registradas pelas lentes de quem buscava o melhor ângulo para captar as belezas naturais da orla de Maceió. Entre coqueirais e exuberância do mar, até uma fogueira foi acesa e as chamas prendiam a atenção das pessoas. 

Um morador que não quis se identificar disse que a solução que a Prefeitura encontrou foi “privilegiar os desordeiros, maloqueiros e drogados ao antecipar o final do horário da rua fechada para as 16 horas”, mas logo em seguida o horário voltou para às 17 horas. Ele afirma que a Polícia intervém para combater a desordem em que a orla de Maceió se transforma nos dias de domingo, mas as ações ainda são tímidas. “Sem qualquer tipo de preconceito, a orla é  de todos, porém a ordem deve ser mantida aqui ou em qualquer lugar. Se fizerem baderna,  que aplique-se a lei seja em qualquer classe social e em qualquer lugar”, argumentou o morador.

Nas redes sociais aconteceram várias manifestações. Há quem diga que “a Rua Fechada deveria ser aberta temporariamente às 15 horas”. Para outro, “é só colocar o conselho tutelar ali. O que tem de menor bebendo e fumando se perde a conta”. E há quem saia em defesa: “Abrir essa rua antes seria um retrocesso. Tirar o direito das famílias de levarem seus filhos para a orla justamente quando o sol começa a baixar. O que tem que ser feito é o enfrentamento. Garantir um espaço para as famílias de qualquer classe social com muita segurança . As batidas,  revistas  e presença ostensiva de equipes de policiais na rua devem ser rotina . Envolver todas as polícias e inclusive guarda municipal já que o patrimônio é  público. Tirar o direito dessas famílias se confraternizarem com seus filhos na orla seria uma grande inversão de valores”, defendeu.

Outros vão mais longe e afirmam que “Não existe cadastro nem controle dos ambulantes, alguns vendem bebidas para os menores. É um total descontrole. O Estado não tem como manter essa operação todos os finais de semana. E mais, a partir das 15 horas começa a aglomeração. É um problema sério”. A indignação parece não ter fim. “Infelizmente, nosso principal cartão  postal,  a orla de Maceió, está passando por essa situação, local que reúne famílias independente de condição social, crianças e adultos às vezes aproveitando seu único dia de lazer, turistas de várias partes do Brasil e de outros países, aproveitando o que mais podemos oferecer, beleza natural, hospitalidade e cultura”, disse.

“Defendo que todos têm o direito de ir e vir, desde que respeite as regras e as Leis! O que infelizmente não está acontecendo, drogas, bebidas para menores, roubos e outras irregularidades são fatos que mais acontecem dia de domingo”. Além do que “Todo domingo, em frente a uma churrascaria, depois de 4 horas da tarde até às 8 horas da noite, dezenas de pessoas tomam todo tipo de drogas e causam arruaças e desrespeitam os moradores e os que passam perto deles, são homens e mulheres em cenas de sexo em via pública”, desabafa outro.

A polêmica maior aconteceu no último domingo, 31, após um grupo colocar um som (paredão) em um trecho da rua fechada e causar um aglomerado. A polícia foi chamada, as pessoas revistadas e depois o grupo dispersado.

Diante dos fatos a SMCCU emitiu nota onde diz: “A Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) esclarece que em momento algum autorizou a entrada de um paredão de som, no domingo, 31, no espaço destinado ao lazer de famílias, na Rua Fechada, na Pajuçara. Na verdade, a autorização apresentada e que vem sendo divulgada é destinada única e exclusivamente para um evento que ainda vai acontecer, no próximo dia 30 de agosto relativo a uma apresentação cultural, evento este solicitado por uma escola estadual, através de sua diretora, e que não tem a ver com a baderna registrada no último domingo. A SMCCU está apurando se houve má fé da pessoa que solicitou a autorização para um fim, que seria uma apresentação de dança no final do mês de agosto, e a usou de maneira irregular para levar um paredão de som para o espaço da Rua Fechada. Caso fique constatada a irregularidade, a autorização será suspensa. A SMCCU reitera que está alinhada com todas as instituições que trabalham pelo ordenamento das áreas públicas e pelo bem-estar da população de Maceió”.

A RUA É SEGURA

Apesar desse saldo negativo, prestadores de serviço nos domingos de lazer na “Rua Fechada”, na Ponta Verde, garantem que o espaço é seguro e que as famílias podem frequentar o local sem qualquer receio.

Aos domingos, um trecho da Avenida Silvio Viana é fechada entre 8 e 17 horas impedindo  a passagem de carros, deixando o espaço livre para caminhadas, práticas de esporte e para que as famílias levem seus filhos para um dia de lazer a céu aberto. O cenário não poderia ser melhor: de um lado, além do sol escaldante, o mar azul piscina e sem ondas e a areia da Praia de Ponta Verde, do outro, o calor do asfalto, porém compensado pela sombra dos coqueirais e uma infinidade de brinquedos para criançada e até para gente grande.

De acordo a presidente da Associação dos  Prestadores de Serviço da Área de Lazer da Orla de Maceió (Aspsalom), Tiana Lourenço, a Rua Fechada entre Pajuçara e Ponta Verde é uma conquista da sociedade. E mesmo surgindo sem grandes pretensões, hoje é um ponto turístico de Maceió. “Não é justo jogar as crianças dentro de um shopping se existe esta área maravilhosa na orla onde eles podem brincar e correr livres”, justificou Tiana ao acrescentar que os turistas elogiam a iniciativa e até sugerem que suas cidades deveriam ter um espaço desse.

Laelson Mata, também membro da associação, disse que o que aconteceu no domingo passado foi um fato isolado e que esta conquista (rua fechada) envolve diversão, lazer, cultura e geração de empregos. “As badernas acontecem, mas são grupos isolados. O que precisa é um policiamento mais ostensivo, principalmente no final da tarde”, afirmou.

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