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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 882 / 2016

01/08/2016 - 09:18:27

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

“Fuja dos agiotas”

A dica não é direcionada apenas aos ilegítimos (pessoas físicas que cobram juros altíssimos), mas os legítimos, oficiais, a exemplo de administradoras de cartões de crédito e dos bancos com seu cheque especial, com o mesmo percentual. Também não procure o empréstio consignado com prazo de pagamento em até 70 meses, iludindo o consumidor com juros baixos. O valor que se toma emprestado no final chega infinitamente a mais do triplo do que pediu. O Brasil se encontra numa recessão profunda, com queda na produção e desemprego. Evite tudo isso e viva de acordo com o que ganha. 

O agiota, é o sujeito que enriquece às custas do sacrifício de quem emprestou seu dinheiro. Chega a cobrar até 20% de juros, num País de inflação inferior a 10%. Portanto, é lucro altíssimo. Os bancos entram na Justiça, podendo conseguir receber. Mas os agiotas (pessoa física) não tem a quem recorrer, tendo que ser recorrer as ameaças. O juro da caderneta de poupança é igual a inflação. Então para ganhar dinheiro fácil, cobra-se juros nas estratiosfera ao credor. Fácil! Nem tanto. O credor pode não pagar mais os juros, e ele não tem a quem reclamar. 

Negociando

Não se pode dizer: “Devo não nego, só pago quando puder”. Isso é prática do caloteiro. Negocie com o credor, tente uma redução ou até mesmo isenção de juros e multas. Mas pague, mesmo a um agiota que pertence a uma atividade legalizada. O que não pode é viver eternamente sendo cobrado por um dinheiro que você precisou quando estava realmente com necessidade.

Incertezas

Ninguém sabe como será a situação econômica a curto prazo. Não tem escapatória: procure economizar ao máximo em seu orçamento doméstico, gastando o mínimo e reservando algum dinheiro para uma reserva financeira de emergência. Não existe milagre para o Brasil. Nem com o interino nem com a titular. É recessão, que mexe não somente com o nosso País, mas o mundo inteiro. A palavra de ordem, é disciplina financeira. 

Lembrando

Quem viveu a recessão da década de 1980, com hiperinflação, que chegou a 80% ao mês, mudança de moeda, congelamento de preços e salários e na seguinte (1990), o confisco da poupança, sabe muito bem o que significada aperto financeiro. Não vai se repetir. Mas pode empobrecer mais ainda os pobres e a própria classe média. O governo controla a inflação oficial, mas a do “seu bolso” quem deve controlar é você, que sente os preços aumentando a cada dia. 

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