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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 882 / 2016

28/07/2016 - 19:15:04

Filiados do SD planejam esvaziar partido

Ação é resultado da decisão partidária de apoiar Cícero Almeida

JOSÉ FERNANDO MARTINS Especial para o EXTRA
Discordância motivou destituição de toda a diretoria municipal do Solidariedade; grupo destituído espera convenção partidária

Filiados do Solidariedade (SD) planejam um abandono em massa do partido. Pelo menos 860 pessoas cogitam a desfiliação. Com a saída, restaria cerca de 40 filiados na sigla. O motivo, segundo o ex-presidente do diretório do SD da capital, Albegemar Cassimiro, o Gima da Força, foi o descontentamento com a decisão da nacional do partido em apoiar o candidato à prefeitura de Maceió, Cícero Almeida (PMDB). A discordância acabou na destituição de toda a diretoria municipal.  

Agora, o grupo destituído está à espreita esperando a convenção partidária, que, de acordo com a legislação da sigla, se encaixaria como irregular. “Eles não têm como cumprir o prazo de 30 dias para a convenção dos diretórios e comissões provisórias convocadas para tratar sobre a escolha de candidatos”, disse Gima. Caso ocorra, o intuito é a impugnação.  A convenção do SD estava marcada para o dia 27, quarta-feira. 

E os planos não param por aí. Os filiados descontentes com o rumo do SD se migrariam para outra sigla, que até chegou a oferecer o cargo de presidente do diretório municipal para Gima. “Mas, não posso revelar qual partido fez o convite no momento por questão de ética”, disse à reportagem do Extra Alagoas.

Gima não esconde que se sentiu traído pelo presidente nacional do partido, o deputado federal pelo estado de São Paulo, Paulinho da Força. “Tivemos quatro reuniões, duas em Brasília e duas em São Paulo. Falamos que marcharíamos com o PSDB, de Rui Palmeira, e recebemos esse aval. Até o próprio Rui falou com Paulinho pelo telefone”, relembrou. Tudo estaria combinado até uma suposta intervenção de Renan Calheiros. “Houve uma reunião com o presidente do Senado e a partir daí tudo mudou. A decisão arruinou o partido”.  

Da destituição, que aconteceu no dia 20 de julho até o momento, Gima destacou que não conseguiu mais falar com o presidente nacional. “Todo o procedimento de destituição foi dado sem nenhum comunicado oficial. Só tiraram meu nome e da diretoria do site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da noite para o dia”.  

DESISTÊNCIAS

A decisão de trocar o apoio a Rui Palmeira por Cícero Almeida também ocasionou desistências de candidatos à vereança.  Ex-candidatos a vereadores pela sigla, em Maceió, se reuniram na tarde de quarta-feira, 27, na sede da Força Sindical, no Centro, para externarem a revolta de serem “traídos pelo presidente nacional do partido, Paulinho da Força”.  Todos, que iriam marchar pelo candidato à reeleição, Rui Palmeira (PSDB), desistiram de seguir com a candidatura após decisão partidária, vinda de Brasília, de que o apoio seria para Cícero Almeida (PMDB). 

De acordo com Ellen Harper, ex-candidata à vereança que chegou até a gravar vídeos para campanha, “só resta o constrangimento de avisar amigos e familiares sobre a desistência”. Outros também preferiram desistir a apoiar Almeida, como é o caso de Antonio de Lima, o Fuscão. “Jamais pediria voto para o Cícero que só mentiu para o povo do Vale do Reginaldo”, disse.   Já Antonio de Santos, que iria se candidatar pela primeira vez, teve que adiar o sonho. “Claro que fiquei decepcionado, mas irei caminhar a favor de um ficha limpa”, destacou se referindo a Rui Palmeira. 

José Ferreira Macedo também optou pela desistência. “Vou continuar com a decisão inicial do partido em apoiar Rui Palmeira. Paulinho da Força não cumpriu com a palavra dele, mas nós cumpriremos”, destacou. Marquinho de Ipioca também está entre os desistentes”. “Jamais marcharia junto a um partido traidor”.

CRÍTICAS

A principal crítica do ex-vice-presidente do Diretório Municipal do SD, Thiago Cassimiro da Silva, em relação a Cícero Almeida, é o processo que investiga casos de corrupção enquanto o, hoje peemedebista, passou pela prefeitura de Maceió. “Não vamos defender alguém que está com ficha suja, que será ouvido pelo Supremo Tribunal Federal devido à Máfia do Lixo”, enfatizou

Acusado de participar de esquema de corrupção que resultou no desvio de R$ 200 milhões dos cofres públicos da capital alagoana, Almeida e mais cinco pessoas são suspeitos de terem beneficiado duas empresas contratadas sem licitação para prestar serviço de limpeza à Superintendência de Limpeza Urbana da Prefeitura de Maceió (Slum). O caso aconteceu em 2005. Os desvios envolviam a pesagem do lixo, já que o material era pago por quilo todos os meses. 

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