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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 881 / 2016

26/07/2016 - 10:26:34

Gabriel Mousinho

Um jogo difícil

Gabriel Mousinho

A eleição em outubro próximo para a Prefeitura de Maceió colocará frente a frente os maiores detentores de votos em Alagoas. De um lado o governador Renan Filho, seu pai o senador Renan Calheiros e o deputado Cícero Almeida. Do outro, o senador Benedito de Lira, o deputado Ronaldo Lessa e o prefeito Rui Palmeira.

Além desses dois times que jogam pesado na política alagoana, os dois candidatos ainda têm o apoio de deputados federais, estaduais, vereadores e até ministros, como é o caso de Maurício Quintella, dos Transportes, que apoia Rui Palmeira, e Marx Beltrão, do Turismo, um seguidor obediente do senador Renan Calheiros.

Depois dessa eleição, que somente deverá ser decidida num segundo turno, se vai saber quem são mesmo os preferidos do eleitorado maceioense. Será uma eleição disputadíssima e o será também no Guia Eleitoral, onde, inevitavelmente, a biografia dos dois candidatos irá ser posta para avaliação da população.

É quase certo que Cícero Almeida vai explorar os seus dois mandatos à frente da Prefeitura de Maceió, com obras que, sem sombra de dúvidas, marcaram a capital nos últimos anos. Em contrapartida terá que se explicar das complicações em que se meteu, a exemplo da Operação Taturana, de problemas na Educação e na famosa Máfia do Lixo.

Já Rui Palmeira irá mostrar o que fez durante o seu mandato, como o avanço em obras na periferia, recuperação e construção de praças para tornar os bairros com melhores condições de vida, abertura de novas avenidas e, principalmente, na construção de milhares de novas casas, mais iluminação na capital, licitação do transporte coletivo e melhoras na organização do caótico trânsito em Maceió. Rui também tem a seu favor uma administração transparente, sem escândalos.

O povo é quem vai decidir quem será o melhor pra Maceió.

Mágoas

Amigos do senador Renan Calheiros têm reclamado muito do filho governador. Ninguém sabe por que.

Eu, não

O presidente do Senado, Renan Calheiros, insiste em dizer que não tem nenhuma indicação para cargos no governo Temer. Mas não é isso que a imprensa nacional diz. Renan é tido como o padrinho da nomeação de Marx Beltrão para o Ministério do Turismo.

Saindo faísca

Não convidem para a mesma mesa o diretor das Rádios Correio e CBN, Tito Uchôa, e o governador Renan Filho. A comida pode ser indigesta.

Pressão em Quintella

Bastou Maurício Quintella virar ministro para que alguns setores da sociedade começassem a bombardeá-lo sobre supostos desvios de conduta quando era secretário de Educação do Estado. Quintella em apenas mais de um mês no Ministério dos Transpores já fez mais por Alagoas do que muita gente importante no estado durante anos.

Irritado

Nem bem começou a campanha e Cícero Almeida tem se mostrado irritado. Não quer nem saber da história da Máfia do Lixo que tem lhe incomodado permanentemente. Almeida vai ter mais aborrecimentos quando começar a campanha no rádio e na televisão.

Negociando

A Eletrobras mandou chamar o Sindicato dos Urbanitários e a União para uma mediação. A decisão deve levar o processo para o núcleo de Conciliação do Tribunal Superior do Trabalho, depois do julgamento favorável aos trabalhadores da antiga Ceal sobre o Plano Bresser. A dívida chega a 1 bilhão e 500 milhões de reais.

Bola da vez

Depois de Eduardo Cunha, a bola da vez, de acordo com a imprensa nacional, é Renan Calheiros. O senador responde a vários inquéritos e poderá ser o próximo alvo da Operação Lava Jato. Para quem conhece os bastidores da política, em Brasília, é apenas uma questão de tempo.

Ele é forte

Mesmo com todas as turbulências que tem enfrentado, Renan Calheiros é um dos homens mais fortes politicamente da República. Será um dos que poderá enterrar uma possível volta de Dilma Rousseff ao governo.

Cadastro de eleitores

Ninguém pense que acabou o cadastro de eleitores principalmente na periferia de Maceió e municípios adjacentes. A corrupção corre solta, mas por baixo dos panos. Somente com uma investigação da Polícia Federal se poderá descobrir quais os candidatos a vereador que estão utilizando este expediente. Como tem muitos contumazes, não é difícil saber quem é quem neste processo.

Precipitação

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, perdeu uma grande oportunidade de fica calado. Ao declarar que pacientes do SUS vivem de imaginar doenças, criou um baita problema para o presidente Michel Temer e o seu próprio partido. Murilo parece não saber o que é precisar do SUS nem ficar longas horas numa fila de espera. 

Passando a limpo

Mesmo sem entrar a fundo na história da Lava Jato, o governador Renan Filho disse que o Brasil precisa ser passado a limpo. Foi uma forma sutil de falar sobre o assalto descarado que os ladrões fizeram na Petrobras e outras instituições do governo.

Otimismo

A conversa no encontro do PMDB era de que o partido iria eleger pelo menos 80 prefeitos. Otimismo exagerado, disse um dos que estavam presentes no encontro. O PMDB quer subestimar a força política dos outros, disse outro.

A hora é agora

Nunca o Estado de Alagoas teve tanto prestígio. Além do presidente do Senado, Renan Calheiros e do presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, ocupada pelo deputado Arthur Lira, o Estado ainda tem dois ministros neste governo, afora a força que detêm Benedito de Lira, líder do PP no Senado, e Fernando Collor. Se não tiver avanços agora, nunca mais.

Virou gozação

Os assaltos estão tão rotineiros em Maceió, que até placas alertando para os crimes são afixadas nos postes. Na Ladeira Geraldo Mello, por exemplo, o assalto é comum. Sem a presença da polícia, os bandidos fazem a festa.

A vez de Freire

Um experiente político da região do Agreste não aposta numa eleição de Ricardo Nezinho para prefeito de Arapiraca. Acha que é a vez Tarcísio Freire, que tem cheiro de povo. As candidaturas de Nezinho e Rogério Teófilo devem facilitar a vida de Freire.

   Desviando o assunto 1 

O senador Renan Calheiros reuniu pré-candidatos do PMDB na última segunda-feira e prometeu visitar vários municípios alagoanos para discutir política e encontrar soluções para os mais variados problemas. Na entrevista aos jornalistas, nem foi perguntado, tampouco alimentou qualquer insinuação sobre a Lava Jato. Sem a contribuição de empresários, disse Renan, a próxima eleição fica ainda mais difícil.

Desviando o assunto 2

O presidente do Senado deixou a entender que, sem dinheiro fácil, fica difícil fazer campanha. Ou seja, ´´convencer´´ profissionais do ramo a apoios aos candidatos. Que a eleição com pouco dinheiro é difícil, ninguém duvida. Mas também se duvida que a grana não apareça nos momentos apropriados.


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