Acompanhe nas redes sociais:

14 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 881 / 2016

22/07/2016 - 06:43:44

Eleição na Capital será a mais disputada em 16 anos

Rui PALMEIRA, Almeida e JHC querem mostrar força nas urnas; teste antecipa eleições ao Governo em 2018

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Na busca pela reeleição, prefeito Rui Palmeira também poderá enfrentar o deputado federal JHC

Com o prazo das convenções valendo (desde o dia 20 de julho), os candidatos saem à cata dos partidos para somar tempo de televisão e viabilizar a disputa eleitoral mais acirrada em Maceió desde que a reeleição a cargos no Executivo está valendo em todo o Brasil.

Um banho na foz do riacho Salgadinho garantiu uma virada na campanha da então prefeita Kátia Born, há 16 anos, quando disputou os votos com Régis Cavalcante.

É com visitas diárias às obras na periferia da capital que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) tenta vencer dois adversários que aparecem bem nas pesquisas internas das legendas: os deputados federais Cícero Almeida (PMDB) e João Henrique Caldas (PSB).

Desde que as reeleições estão valendo, nenhum dos candidatos com bis nas urnas conseguiu virar uma liderança política de peso a ponto de disputar o Governo de Alagoas.

Após a vitória, Kátia Born não conseguiu eleger o sucessor, Alberto Sextafeira, em 2004, vencendo Cícero Almeida. 

Born foi posta de lado na disputa eleitoral em 2006 ao Governo. O então governador Ronaldo Lessa apoiou Teotonio Vilela Filho.

Eleito e reeleito, Cícero Almeida não teve apoio político para disputar as eleições ao Governo em 2010. Tentou eleger Ronaldo Lessa à chefia do Executivo municipal em 2012, mas Lessa foi impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vencendo Rui Palmeira.

Por sua vez, Almeida foi candidato a deputado federal em 2014. Venceu, mas com uma margem bem menor que os esperados 150 mil votos desejados por seus apoiadores. Para um prefeito chamado até de “o mais popular da história recente de Maceió”, a votação do hoje parlamentar federal foi uma ninharia: 64.435 votos.  

Com um mandato inexpressivo na Câmara dos Deputados, Cícero Almeida tenta o terceiro mandato à frente de Maceió. 

O clima é de divisão até nas famílias mais tradicionais da política local. Os Holanda, com Dudu na Assembleia e o pai, Antônio, na Câmara de Vereadores de Maceió, estão em lados opostos. Dudu está com Cícero; Antônio fechou com Rui.

O PV, tido como presença garantida no lançamento de Cícero Almeida ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) não apareceu.

JHC está sem apoio de vereadores na capital. Busca inflar as candidaturas de Aurélia Fernandes (na disputa à Prefeitura em Arapiraca) e Kátia Born (ainda cotada em Rio Largo para a chefia do Executivo Municipal).

Questionado, via assessoria, sobre os partidos que declaravam apoio ao seu nome na capital, JHC não respondeu ao pedido da reportagem.

Esquerdas

Enquanto os partidos tentam formar uma frente ampla, de olho no tempo de TV e no rádio para conquistar as almas dos maceioenses, os partidos de esquerda não chegam a um consenso.

O PT tenta sobreviver lançando o deputado federal Paulo Fernando dos Santos na disputa em Maceió. Sem autorização de Renan Calheiros, o que pode custar caro aos petistas, que sobrevivem na era Renan Filho.

O PSTU passa por uma crise nacional desde que a posição da legenda se confundiu com a do Movimento Brasil Livre (MBL), corrente conservadora defensora do impeachment de Dilma Rousseff.

O PCB não entrou nas discussões sobre as eleições em Maceió.

O PSOL, com o professor de História, Gustavo Pessoa, tenta conquistar um espaço entre os jovens nas redes sociais e os indecisos - sem apoiar Rui, Almeida ou JHC.

“Pode-se transformar o mundo, sendo um pai melhor, um professor melhor”, argumenta. “Ser gestor com sensibilidade, para escutar muito orgânica com o eleitorado”, diz.

O PSOL é, por enquanto, o único partido de esquerda que anuncia candidato à disputa municipal na capital.

“Maceió é uma cidade extremamente polarizada que nos últimos 40 anos viveu uma explosão demográfica em grande parte pela falência do Estado. Li que 4 mil pessoas perderam o emprego em Maceió. Por que não mudar isso?”, pergunta.

Arapiraca

Também o segundo maior eleitorado de Alagoas e maior cidade do agreste enfrenta um cenário com candidatos fortes nas urnas - e divididos nas ruas.

Os deputados Tarcizo Freire (PP), Ricardo Nezinho (PMDB), Rogério Teófilo (PSDB) e a vereadora Aurélia Fernandes (PSB) estão no jogo em busca de legendas.

O vice-governador Luciano Barbosa (PMDB) - maior expressão política de Arapiraca - investe em Nezinho. Semana passada, anunciou que vai contratar 200 novos policiais da reserva técnica para a cidade. Já o governador Renan Filho tenta atrair Tarcizo - buscando negociar a vaga de vice, indicada por ele. 

SEM PAPO

Não conversa com Renan desde março (quando ele entrou no PP) e “não existe possibilidade” de indicar o vice de Nezinho, desistindo da disputa pela Prefeitura de Arapiraca. “Possibilidade zero”, disse.

Disse que existem três partidos conversando para indicar o vice. E está aberto para um contato da oposição. 

Dia 29 de julho, na casa de shows Levino’s Gold, em Arapiraca, haverá a convenção do PP, indicando Tarcizo à Prefeitura.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia