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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 881 / 2016

22/07/2016 - 06:41:25

Mais um capanga de Luiz Pedro é condenado por assassinato

Rogério de Menezes Vasconcelos vai recorrer em liberdade

João Mousinho [email protected]
Rogério foi condenado a 27 anos e 3 meses pelo assassinato de Carlos Roberto

“Impunidade”. Essa foi a palavra dita pelo servidor público aposentado, Sebastião Pereira dos Santos, após o júri que condenou Rogério de Menezes Vasconcelos a 27 anos e três meses de reclusão pela morte do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, o Beto. Sebastião acompanhou por mais de 10 horas o julgamento que resultou na condenação de um dos executores do seu filho. 

A trama criminosa patrocinada pelo ex-deputado estadual Luiz Pedro, que foi condenado ano passado a 26 anos e cinco meses de prisão, terminou da forma mais trágica possível. “Impunidade. É dessa forma que enxergo essa condenação, porque Rogério de Menezes Vasconcelos vai continuar solto, assim como o outro assassino Luiz Pedro”, expôs Sebastião. 

O pai de Carlos Roberto ainda desabafou para reportagem do Jornal EXTRA: “A ordem é inversa em Alagoas, a vítima, o homem de bem segue aprisionado em sua casa, enquanto o bandido, o criminoso segue livre  para agir como quiser. Um criminoso frio e calculista não causa risco à sociedade?”. 

Os jurados rejeitaram a tese de negativa de autoria e condenaram Rogério de Menezes Vasconcelos por homicídio qualificado, sequestro e formação de quadrilha. Já Luiz Pedro, que também segue em liberdade foi condenado pelo Tribunal do Júri por: homicídio qualificado, sequestro, formação de quadrilha e como mandante da execução do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos. 

O magistrado que presidiu o julgamento, John Silas da Silva, esclareceu os motivos porque Rogério de Menezes Vasconcelos permanecerá em liberdade: “Considerando que o acusado permaneceu solto durante o curso do processo, sem que houvesse manifestado qualquer interferência, concedo o direito de recorrer em liberdade, aplicando-lhe as medidas cautelares do artigo 319 do Código de Processo Penal, até julgamento em segunda instância, quando então o réu deverá ser recolhido ao sistema carcerário para o cumprimento de sua pena”. 

O réu terá que comparecer a juízo no dia 20 de cada mês para justificar e comprovar suas atividades, não poderá se ausentar da comarca sem autorização prévia e terá que se recolher até as 20h, saindo de casa após as 6h. Também não poderá portar arma ou apresentar-se embriagado publicamente.

Nas gavetas do TJ

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas formada pelos desembargadores José Carlos Malta Marques, Sebastião Costa Filho, Otávio Leão Praxedes e João Luiz Azevedo Lessa permanece em silêncio sobre o recurso proposto por Luiz Pedro em setembro de 2015. A morosidade do Poder Judiciário transforma o Caso Beto como mais um crime de mando sem punição para os criminosos. 

“A certeza da impunidade, o poder e dinheiro que controlam o estado, são visíveis a cada passo desse processo. Quem vai prender um homem em ano de eleição que pode dar 10, 15 mil votos? Só Deus pode me ajudar!”, exclamou Sebastião Pereira em tom de desespero, cobrando que seus algozes vão para trás das grades. 

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