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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 880 / 2016

20/07/2016 - 10:11:39

O garçom. Uma arte que exige prática e disciplina

Jânio Fernandes

Embora muitos não acreditem, o trabalho executado na hotelaria pode ser visto como arte, em especial o trabalho de um garçom. Mas esta é uma arte ao alcance de poucos. Apenas os profissionais dedicados podem dignificar a profissão como arte. Ser um bom garçom, porém, não depende de talento natural, mas de técnica, estudos, disciplina e prática.

O trabalho que o garçom desenvolve em bares ou restaurantes feito com habilidade faz com que o cliente se sinta confortável e cria empatia entre cliente e restaurante. Porque essa habilidade é necessária para realizar com precisão o serviço. Por exemplo, preparar coquetéis diante do cliente com assombrosa precisão, elaborar e finalizar pratos com a combinação perfeita de molhos. Servir adequadamente um conhaque ou um vinho de uma grande safra na temperatura ideal também é uma arte que poucos dominam. 

É bom lembrar que o cliente visita um bar ou restaurante porque não quer ter o trabalho de fazer em casa e prefere desfrutar de uma boa refeição comodamente. O bom garçom tem essa sensibilidade de compreender perfeitamente o cliente, aconselhá-lo a fazer uma boa escolha no cardápio e manter uma conversação com o cliente em tom agradável e sincero. 

Existem diferentes lugares (bares, botequins, cafés) onde o garçom pode se dedicar a servir taças de vinho, cerveja, uísque, refrigerantes, licores e cafés sem a necessidade de desenvolver as qualidades que citei há pouco. Este tipo de trabalho não é considerado uma arte, mas uma rotina com menor nível de exigência, o que não deixa de ser um trabalho que desafia os profissionais. 

Costumo comentar que uma das qualidades mais importantes que deve ter um garçom, em qualquer ambiente que atue, é ser diplomático. Ou seja, que use pequenos truques para tornar situações inusitadas em situações mais agradáveis. Essa é uma maneira peculiar de fazer o cliente sentir que aquele profissional fará com que o ambiente pareça e seja acolhedor, tornando a experiência agradável. 

Um bom garçom sempre observa qual é o gosto do cliente para deixá-lo à vontade e fazer que sinta-se como em sua segunda casa. Devemos ser cuidadosos com as discussões, a falta de consideração, as piadas, o mal gesto e, claro, revisar com muita atenção a conta para não cobrar um centavo a mais. 

Falando em conta, esse é um tema extremamente delicado. Quando um cliente pede a conta, espera que ela venha detalhada com os itens consumidos. Por isso é sempre bom tê-la revisada para que não dê lugar a erros nem a mal entendidos. Um outro ponto, é que um verdadeiro cliente nunca discutirá o valor da conta, ele simplesmente pedirá que revise, porque não estando de acordo com o valor a ser pago, com toda certeza não voltará mais ao local. Todos nós sabemos que ganhar um cliente custa muitíssimo, mas perdê-lo pode ser uma questão de segundos. 

Tanto na sua relação com os clientes como na elaboração dos pratos do cardápio e na preparação de coquetéis, um verdadeiro garçom é aquele que cuida de todos os detalhes. Será que devemos considerar essa profissão uma verdadeira arte?

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