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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 880 / 2016

20/07/2016 - 10:10:12

Beijos estalados para boas pessoas

Alari Romariz Torres

Temos falado sempre em assuntos negativos e pessoas ruins. Resolvemos falar de coisas boas e criaturas do bem.

Um motorista de táxi achou uma sacola cheia de dinheiro e procurou o dono para devolver a quantia. Atitude digna.

Uma bela menina de oito anos esteve em nossa casa e conquistou a todos com sua meiguice e simpatia. Educação e gentileza.

Nos meios políticos é bem difícil achar pessoas bondosas. O interesse está na dianteira e não há tempo para que se pratique o bem. 

Trabalhei durante 43 anos no serviço público e tive oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. Havia uma colega nossa, cujo nome não direi; era um exemplo de bom caráter: não falava mal de ninguém e, quando nos encontrava tricotando, defendia a vítima. “Gente”, dizia ela, “não é assim; ela é uma boa pessoa”. Ainda hoje, quando nos encontramos, ela sempre leva tudo para lado bom.

Desde criança é fácil perceber se aquela criaturinha é do bem ou do mal. Há meninos levados, mas que brincam sem maldade. Quando vejo um menino ou menina maltratando animais, preocupo-me com seu futuro. E tenho visto resultados de arrepiar! É a índole, como dizia meu avô.

Um fato simples que nos chama a atenção: crianças que trazem objetos da escola e os pais não se preocupam em sondar a origem. O pequeno vai se acostumando com pequenos furtos e o futuro não será dos melhores.

Havia dois parentes nossos, muito danados, cujos pais achavam graça em suas brincadeiras maldosas. Certa feita furaram todos os potinhos de iogurte de nossa geladeira e alguns riram do mal feito. Pois bem, hoje são dois homens, não se encontraram na vida e já se envolveram em grandes peripécias.

Quando vejo alguém zombando de um bêbado, sinto vontade de chorar. Sei que o alcoolismo é uma doença incurável e precisa de tratamento. O importante é ajudar o companheiro para que ele decida se tratar.

Tenho visto alguns documentários a respeito de crianças criadas nas favelas do Rio de Janeiro e que saíram do mau caminho com a ajuda da música, do esporte. É de chorar de alegria!!!

Sempre que vejo filhos de políticos não se interessando pelos estudos e enveredando pela mesma carreira dos pais, tenho certa dó de todos eles. São criados na política do “é dando que se recebe” e não abrem os olhos para as verdades da vida. Existem exemplos positivos, mas são poucos, muito poucos.

Nada melhor do que ir ao médico, ser bem recebida, com atenção, com carinho. Os especialistas que nos atendem devem pensar que está ali um paciente preocupado com suas “célebres” taxas. Infelizmente, as secretárias deles nem sempre se salvam. Começam a virar amigas de uns e outros e se esquecem de que ali todos são doentes, estressados, amedrontados.

Volto ao assunto relativo aos idosos. Fico feliz quando sou bem tratada em qualquer ambiente. Infelizmente, as prioridades nem sempre são respeitadas. As Lojas Renner continuam insistindo em não cumprir o Estatuto do Idoso. Ali não se vê o caixa prioritário. Denuncio isso há vários anos e nada mudou.

Outro dia, estava numa clínica no Farol, esperando para fazer um exame. Chega um médico, magrinho e careca: “A senhora está sendo bem atendida?” Não o reconheci e perguntei quem ele era. Simplesmente o moço era o dono da clínica. Achei muito boa a atitude dele e a enfermeira me disse: “Ele passa todos os dias em todas as salas”.

Queridos leitores, atos pequenos podem ser de grande valia: entrar num elevador e dar bom dia, chegar numa sala cheia de gente e cumprimentar os presentes; tudo isso é tão simples e faz tanta diferença.

Não gosto de citar nomes, mas fica aqui um beijo estalado para o procurador-Geral de Justiça, homem simples, que gosta de sua profissão e sempre recebe a “velhinha das Alagoas” com gentileza, atenção e fidalguia. Coisas de berço!

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