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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 880 / 2016

20/07/2016 - 10:09:23

Começou sim

Jorge Morais

Quem disse que o processo eleitoral não começou em Maceió. Mesmo que tudo só possa ser feito pela lei depois das convenções partidárias, que ocorrerão de 20/7 a 05/08, quando os nomes dos candidatos serão homologados, os nomes já são anunciados junto aos eleitores maceioenses, principalmente o de Rui Palmeira (PSDB), candidato _a reeleição, e Cícero Almeida (PMDB), ex-prefeito, o mais forte pela oposição.

Essa eleição para a Prefeitura de Maceió será uma das mais equilibradas dos últimos processos eleitorais, desde os dois mandatos de Ronaldo Lessa, passando por Kátia Born, por Cícero Almeida e a última de Rui Palmeira. Praticamente, não houve concorrência. Quem venceu, levou fácil a eleição. Fechadas as urnas, já se sabia com antecedência quem seria o prefeito da capital dos alagoanos.

Agora, são dois lados fortes e com aliados bons de voto. Se do lado de Rui Palmeira tem um ex-governador (Ronaldo Lessa) e dois senadores (Fernando Collor e Benedito de Lira), do lado de Cícero Almeida o grupo de apoio não é menos forte, muito pelo contrário, pois conta com o presidente do Senado (Renan Calheiros) e o atual governador do Estado de Alagoas (Renan Filho).

Nesse contexto todo, não estou levando em consideração os aliados da Câmara dos Deputados e da Câmara de Vereadores de Maceió, quando temos, também, uma ideia dividida entre as preferências para Rui e Almeida. O interessante nisso tudo é que os dois candidatos trabalham para garantir os votos da chamada periferia, onde está o maior contingente eleitoral, ou seja, os votos dados pela prestação de serviço; da boca de urna (mesmo que proibida por lei); e os que valem cinquentinha (50 reais) ou cenzinho (100 reais), esse último por causa da crise e da inflação.

Nesse caso da periferia, os dois candidatos têm trabalhos reconhecidos. Cícero Almeida, em dois mandatos, construiu, pavimentou, trabalhou pela educação e a saúde, mesmo enfrentando alguns problemas, e teve como braço direito nisso tudo o ex-secretário e engenheiro Mosart Amaral. Não diferente disso tudo, Rui Palmeira, com seu tocador de obras, o secretário e também engenheiro Roberto Fernandes, procurou fazer o mesmo caminho, mesmo tendo mais problemas para administrar na saúde, especialmente, e na educação.

Onde os dois candidatos contam com reconhecimento diferente está relacionado ao servidor público municipal. Numa época melhor (sobrava dinheiro), e com uma crise apenas anunciada, Almeida conseguiu conviver bem com todo mundo. Concedeu aumentos mais graciosos e pagou em dia durante sua gestão. Já Palmeira entrou em rota de colisão e isso pode tirar voto, mesmo que não entenda ser esse o principal diferencial da eleição, quanto ao seu resultado final.

Por outro lado, duas candidaturas anunciadas aos quatro cantos, mas sem muito brilho ou vontade, são as do deputado federal JHC (João Henrique Caldas/PSB) e do Paulo Fernando (Paulão/PT). Do primeiro espera-se muita polêmica e pouca condição financeira para a campanha; um tempo de programa de rádio e TV reduzido; vai gastar saliva e sola de sapato. Sua votação, no entanto, pode levar a decisão entre Rui e Almeida para o segundo turno. Não deverá fugir disso.

Já o deputado Paulão, mesmo não dando o braço a torcer, vai usar a desculpa do golpe contra a presidente afastada como tema de sua campanha, terá mais problemas financeiros em relação aos outros candidatos, porque seu partido vem sofrendo o maior desgaste de todos os tempos na política brasileira. Eu escrevi: todos os tempos. Além do mais, as eleições já estão batendo às portas e o candidato ainda, oficialmente, não se posicionou em relação à sua candidatura.

Por tudo isso é que a eleição já começou. É como se fosse um campeonato disputado entre CSA e CRB, mesmo que os candidatos mais fortes torçam pelo mesmo time, o CRB.  

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