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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 880 / 2016

20/07/2016 - 10:05:10

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

“A economia vai bem, 

mas o povo vai mal”

Parafraseando o então presidente general Emílio Médice, que na segunda metade da década de 1970, há 40 anos, se vangloriava da economia brasileira (Produto Interno Bruto) registrar um crescimento anual de 12%, mas a miséria aumentava consideravalemtente, assim como o número de analfabetos. Foi quando se iniciou o desmonte total do ensino público, antes de excelente qualidade. O novo governo quer retornar a essa fase, inclusive politicamente, punindo os contrários às suas ações, que beneficiam o agronegócio, a indústria, o comércio e, claro, os banqueiros. 

Até agora não se constata nenhum corte de gastos públicos. Os salários dos funcionários dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) vão aumentar, e já se anuncia cortes nos programas sociais e claro nos direitos trabalhistas. Quer acabar com a estabilidade dos servidores públicos, para que possam ser demitidos quando o patrão quiser, ficando todos iguais à iniciativa privada. O dólar jamais vai cair, exatamente porque quanto mais valorizado fique diante do real, é lucro certo para o agronegócio e a Vale do Rio Doce (minério de ferro), os maiores exportadores. 

Lembrando

Vivi essa fase, já casado, pai de dois filhos, minha mulher como servidora pública federal (concursada) e eu trabalhando duro na iniciativa privada e ainda na Universidade Federal de Alagoas e trabalhando duro para sobreviver. Foi a fase mais ferrenha da ditadura militar, com censura geral à Imprensa, exatamente quando ingressei no jornalismo e no magistério. 

Lembrando 2

Naquela época, o Brasil tinha menos de 100 milhões de habitantes (hoje tem o dobro), sempre incluído no Mapa da Fome Mundial. O governo enganando o povo com obras gigantes, como a Ponte Rio-Niterói, Itaipu, Transamazônica, empregando milhares de brasileiros na construção mas que, concluídas, deixava todos na miséria. As duas primeiras foram construídas, mas a última foi só enganação. Os empréstios ao FMI, Banco Mundial e bancos privados internacionais cresciam a cada ano, terminando a fase militar com uma inflação galopante, que teve de se mudar a moeda, congelar preços e salários por três vezes consecutivas e terminando com uma hiperinflação de 84% ao mês, vindo o confisco do mercado financeiro e mais um fracasso, aumentando mais ainda a população e a pobreza. 

E agora?

O Brasil saiu das garras do FMI e saiu do Mapa da Fome, via programas socias, como Bolsa Família. Mas os escândalos financeiros envolvendo o governo pipocaram devido à atuação da Polícia Federal e Ministério Público, que além de complicar a atuação do próprio governo, agora já atinge os seus adversários. Bom para o povo saber de tudo isso, graças à liberdade de Imprensa, principalmente da Internet, que dá acesso a todas as classes sociais. O País possui mais de 300 milhões de celulares, numa população de 200 milhões de pessoas. 

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