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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 880 / 2016

20/07/2016 - 09:47:07

Gabriel Mousinho

Gato escaldado

Gabriel Mousinho

O senador Renan Calheiros mexe os pauzinhos nos finais de semana em Maceió, mas evita falar em embate com o prefeito Rui Palmeira, porque suas antigas experiências como candidato à prefeitura e ao governo do Estado não foram boas.

Calheiros perdeu para Guilherme Palmeira e depois para Geraldo Bulhões e não deseja repetir a dose, mesmo com outros candidatos. É por isso mesmo que ele digeriu Cícero Almeida e trabalha freneticamente nos bastidores, numa forma de dar o troco a Guilherme Palmeira, já que GB saiu do mundo político.

O senador sabe que a parada é difícil para vencer Rui Palmeira e trabalha com a possibilidade de um segundo turno. Por isso mesmo as conversas com partidos nanicos viram a noite com propostas para uma futura coligação.

Do lado dos tucanos a matemática é praticamente a mesma. Rui sabe que a presença do governador Renan Filho nas grotas é um perigo eleitoral e por isso mesmo investe em obras na periferia da cidade, recuperação e construção de praças e atenção especial para o trânsito caótico da capital.

Em outubro se vai saber quem é bom mesmo de urna.

Eleição e Lava Jato

Como a Lava Jato chegou pra valer, inclusive em Alagoas, desconfia-se que os caminhões de dinheiros aportados nas últimas eleições tenham mais dificuldades de aparecer por aqui. Sem dinheiro fácil das empresas atoladas na Lava Jato e com delações bombásticas, a exemplo da Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Cosan Lubrificantes, Andrade Gutierrez, JBS, UTC Engenharia, Camargo Correia e outras que ainda não chegaram ao conhecimento do juiz Sérgio Moro, a campanha deste ano deve ficar mais barata. Há quem diga, entretanto, que o caixa já está abastecido, embora não seja esse dinheiro declarado à Justiça Eleitoral.

Pelo sim, pelo não e com a Justiça de olho nos candidatos contumazes que receberam milhões de empreiteiras e outras instituições, a campanha será mais em conta. O problema é a Justiça descobrir a compra de cabos eleitorais que a partir de agora vão fazer a festa.

Alto lá

O sucesso do PMDB nas eleições deste ano e em 2018 vai depender da situação do senador Renan Calheiros. Se ele sobreviver ao tiroteio das investigações da Lava Jato, o partido continuará forte. Se isto não acontecer, só Deus sabe qual o destino do partido e do senador.

Única solução

Desesperado porque não tinha nenhum nome pra disputar a Prefeitura de Maceió, o PMDB se sujeitou a lançar o nome de Cícero Almeida, que não é unanimidade no partido. Sabe também o partido comandado pelos Calheiros em Alagoas que Almeida até as eleições vai enfrentar muitas turbulências, principalmente nos processos a que responde na Justiça.

Desmoronando

Os dezessete partidos que a princípio estariam com o deputado Cícero Almeida, como ele disse em diversas entrevistas, aos poucos vão se desmanchando. Parece que dos dezessete, só estão sobrando oito partidos, ou seja, mais da metade já teria tirado o cavalo da chuva.

Luta nos bastidores

O maior problema das candidaturas majoritárias é a formação de chapas proporcionais. Até a próxima semana os candidatos, de uma vez por todas, devem fechar os apoios e suas chapas nas coligações. 

Firme com o PT

Embora saiba das grandes dificuldades que irá enfrentar, o deputado federal Paulão não arreda o pé de sua candidatura a prefeito de Maceió. Só não sabe com quem ficará no segundo turno.

Um passo atrás

Enquanto avança em outros setores, segundo o governador Renan Filho, o Estado retroage no pagamento de dívidas aos fornecedores. De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, Alagoas deixou de pagar aos fornecedores que prestaram serviços ou entregaram produtos, cerca de 30 milhões de reais. O secretário diz que a dívida já foi muito maior.

Aposentadorias suspeitas

O governo federal demorou muito, mas parece que vai colocar o dedo na ferida de milhares de aposentados por invalidez. Desconfia-se que muitas delas foram arrumadas, daí a investigação que será feita a partir de agora. Tem inválido que dança forró, carnaval, toma cachaça e ainda tira onda de que recebe sem trabalhar. Esses caras vão de encontro a milhões de brasileiros que trabalharam mais de 35 anos para receberem uma aposentadoria miserável do INSS.

Vem aperto por aí

Depois de conceder mais de 12% de reajuste ao Bolsa Família, 41% ao Judiciário, Legislativo e Executivo, o governo, sem outra alternativa, prepara um pacotaço para o brasileiro pagar. Vem mais imposto por aí, ou alguém duvida disso? 

Só ele?

Estão cortando a cabeça do deputado Eduardo Cunha, mas não fazem o mesmo com muitos outros que estão atolados em denúncias da Lava Jato e em outras operações policiais. 

Ouviu o que não quis

Imediatista como sempre foi, o governador Renan Filho ouviu uma resposta que não queria ouvir de um oficial do Exército. Ao cobrar mais fiscalização sobre explosivos, Renan recebeu resposta dura do capitão Danilo Muller, do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada. O militar disse que “nosso efetivo é composto por militares competentes”e que possuía uma equipe suficiente com 15 homens e preparada para o serviço.

Insegurança

Podem dizer o que quiser e mostrar estatísticas diariamente, mas a sensação de insegurança no Estado e principalmente na capital é estarrecedora. As notícias de assaltos à luz do dia, roubo de carros, explosões de caixas eletrônicos, arrombamentos de casas e lojas, arrastão em ônibus e assassinatos, fazem com que o maceioense pense duas vezes antes de sair de casa.

Boca no trombone

Não vai demorar muito para o empresário João Lyra abrir as baterias contras seus próprios filhos que querem a sua interdição. Pessoas ligadas a JL dizem, por exemplo, que enquanto seu filho Guilherme Lyra pede que ele seja afastado dos negócios, é beneficiado com a utilização de 4 mil hectares de terras na área da Usina Laginha. 

Emperrada

A falência das empresas de João Lyra nunca sai do lugar, enquanto o patrimônio está sendo dilapidado pelo tempo. As máquinas estão enferrujadas, caminhões abandonados e o campo sem plantar um pé de cana. Enquanto isso os administradores ganham 50 mil reais por mês, mais uma fortuna de três em três meses e ainda têm prioridade se houver venda de algum ativo do grupo.

Defendendo o desembargador

Ao considerar uma medida muito dura tomada pelo Conselho Nacional de Justiça sobre o afastamento do desembargador Washington Luiz da presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas, o governador Renan Filho demonstrou de que lado está. Mas é evidente que é preciso e necessário de que todas as acusações sejam minuciosamente apuradas, embora o estrago na imagem do desembargador já foi feito.

Enforcamento precoce

O desembargador Washington Luiz tem todo o direito assegurado pela Constituição para se defender dos processos a que responde no Conselho Nacional de Justiça. Mas, perguntar, não ofende: essa história de ser acusado de mandante de três assassinatos não é exagero, não?

Silêncio no Palácio

Além do problema que Washington Luiz vem enfrentando, no Palácio do Governo não se fala da possibilidade da exoneração da secretária de Cultura, Mellina Freitas, filha do desembargador, acusada do desvio de 16 milhões de reais quando era prefeita de Piranhas. Este assunto no Palácio está proibido de ser comentado.

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