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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 879 / 2016

11/07/2016 - 16:42:11

Sururu

Raízes da nossa miséria

Da redação

1 - Muito se fala da falta de sorte de Alagoas que tem levado seu povo à ruína e à desgraça ao longo da história. Afinal, são 500 anos de luta na busca de um desenvolvimento que nunca chega. 

2 - Quem quiser saber por que a miséria fincou raízes em Alagoas deve ler o ensaio do historiador Douglas Apratto – Geografia, História e Capitalismo no Território Alagoano – publicado domingo (3 de julho) no jornal Gazeta de Alagoas. 

3 - Segundo Apratto, o modelo de desenvolvimento imposto a ferro e fogo aos alagoanos por uma elite predadora só produziu a devastação do território (fauna e flora), deixando, como herança, pobreza e miséria. 

4 – “A sua concepção capitalista foi de exploração da natureza, do meio ambiente e acabou ativando exatamente o contrário, o subdesenvolvimento, a miséria do povo alagoano”, diz o professor em seu ensaio. 

5 – Douglas Apratto reconhece que do ciclo do pau-brasil ao da cana-de-açúcar houve períodos de boom desenvolvimentista, mas nenhum avanço em termos de inclusão social. Só a política da terra arrasada. 

6 - “Nada nessas fugazes eras de ouro que Alagoas atravessou foi de benefícios para a população. A materialização desses períodos de boom desenvolvimentistas, e seus discursos falaciosos, industrialização do açúcar, Proálcool, Salgema, etc., foi o discurso do grande capital e de seus áulicos, que na prática redundou apenas em agravar a degeneração dos processos sociais, de uma política de explícita exclusão”. 

7 – Em seu ensaio, o historiador destaca ainda que a casa grande  continua dominando a vida alagoana. E mais grave: após exaurir todos os recursos naturais, essa elite predadora – mesmo em declínio - se mantém encastelada nos poderes do Estado, usufruindo de benesses e privilégios. 

1 - Muito se fala da falta de sorte de Alagoas que tem levado seu povo à ruína e à desgraça ao longo da história. Afinal, são 500 anos de luta na busca de um desenvolvimento que nunca chega. 

2 - Quem quiser saber por que a miséria fincou raízes em Alagoas deve ler o ensaio do historiador Douglas Apratto – Geografia, História e Capitalismo no Território Alagoano – publicado domingo (3 de julho) no jornal Gazeta de Alagoas. 

3 - Segundo Apratto, o modelo de desenvolvimento imposto a ferro e fogo aos alagoanos por uma elite predadora só produziu a devastação do território (fauna e flora), deixando, como herança, pobreza e miséria. 

4 – “A sua concepção capitalista foi de exploração da natureza, do meio ambiente e acabou ativando exatamente o contrário, o subdesenvolvimento, a miséria do povo alagoano”, diz o professor em seu ensaio. 

5 – Douglas Apratto reconhece que do ciclo do pau-brasil ao da cana-de-açúcar houve períodos de boom desenvolvimentista, mas nenhum avanço em termos de inclusão social. Só a política da terra arrasada. 

6 - “Nada nessas fugazes eras de ouro que Alagoas atravessou foi de benefícios para a população. A materialização desses períodos de boom desenvolvimentistas, e seus discursos falaciosos, industrialização do açúcar, Proálcool, Salgema, etc., foi o discurso do grande capital e de seus áulicos, que na prática redundou apenas em agravar a degeneração dos processos sociais, de uma política de explícita exclusão”. 

7 – Em seu ensaio, o historiador destaca ainda que a casa grande  continua dominando a vida alagoana. E mais grave: após exaurir todos os recursos naturais, essa elite predadora – mesmo em declínio - se mantém encastelada nos poderes do Estado, usufruindo de benesses e privilégios. 

País de ladrões 

Definitivamente o Brasil é um país de ladrões, e a Previdência é um dos órgãos mais atacados por corruptos de todos os coturnos. 

Entre tantas falcatruas praticadas contra o INSS, descobre-se agora o golpe do seguro-defeso, criado para financiar pescadores artesanais nos períodos de reprodução das espécies pesqueiras. 

Um rápido levantamento feito pela União revela a existência de um milhão de “pescadores” que recebem auxílio-defeso em todo o país. E pasmem: desse total, 45 mil estão em Brasília, que não tem mar, rios e nem lagoas. Apenas um lago poluído (Paranoá), que não produz nem lambari; só “peixes grandes”, comedores de dinheiro público.

País de ladrões 2

Estudo da ONU revela que R$ 200 bilhões por ano são desviados no Brasil pelas vias da corrupção. O SindiReceita informa que o país perde R$ 100 bilhões com o contrabando, por ano; em 2014, foram R$ 500 bilhões de sonegação; em 2015, somente no primeiro semestre, a sonegação foi de R$ 258 bilhões. Cerca de 1.300 contribuintes devem R$ 41 bilhões.

País de ladrões 3 

“A corrupção e a sonegação não são de agora. Elas vêm de décadas de descaso com a coisa pública. Mas temos de entender que elas são mantidas com a conivência do status quo vigente. Não há interesse político individual e nem atitude coletiva dos Poderes constituídos e partidários para resolver o problema. O país precisa colocar o dedo nessa moleira”.

(Senador Paulo Paim) 

Mudança de zona

Paulo Jacinto perdeu sua comarca para Quebrangulo e os paulo-jacinteses pagam o preço. Como se não bastasse ter que recorrer sempre ao município vizinho para resolver pendências da Justiça, agora os eleitores são obrigados a mudar o título eleitoral. As datas já foram divulgadas pelo juiz eleitoral.

Disputa em PJ

A disputa pela Prefeitura de Paulo Jacinto anda acirrada. Os rumores dão conta de que o ex-prefeito Marcos Lisboa não abre mão de sua candidatura. O vereador Fabrício Faustino já começou o corpo a corpo e está no páreo. O radialista Paulo Hernrique aparece como sangue novo na disputa. O ex-deputado João Neto também faz parte da lista. Sem contar que Nildo do Jaime pode ir para reeleição. Pelo jeito, é muita gente querendo governar a Terra do Baile da Chita.

Estratégia de Cunha 

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou nesta quinta-feira, 7, à presidência da Câmara. Ele estava afastado do cargo desde 5 de maio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também suspendeu o seu mandato parlamentar por tempo indeterminado. Sob gritos de “fora Cunha” ao chegar ao Salão Verde da Câmara, ele fez o anúncio da decisão em um pronunciamento no qual ficou com a voz embargada ao se referir à família. 

Estratégia de Cunha 2

“Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvida que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment. Tanto é que o pedido de afastamento foi protocolado pelo procurador-geral da República logo após minha decisão de abertura do processo. Só foi apreciado em 5 de maio, numa decisão sem qualquer previsão constitucional”, justificou Cunha. 


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