Acompanhe nas redes sociais:

21 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 879 / 2016

08/07/2016 - 07:11:03

Tecnologia será decisiva para o pleito de 45 dias

Redes sociais podem ser o fiel da balança numa eleição repleta de restrições

João Mousinho [email protected]
Rui, JHC e Cícero Almeida apostam nas redes sociais para se elegerem

As redes sociais se tornaram uma mídia barata e rápida, por isso cada vez mais ganham adeptos no mundo todo e no Brasil não é diferente. Esse fenômeno da comunicação instantânea ganhou utilização nos últimos pleitos eleitorais, mas com o advento do crescimento do público consumidor desse conteúdo e a democratização do acesso à internet as eleições de 2016 prometem ser a eleição mais tecnológica da história. 

No ultimo mês de abril o Facebook, maior rede social do mundo, anunciou ser acessada por um bilhão de usuários de todo o mundo todos os dias. Os dados são referentes ao primeiro trimestre de 2016. O Facebook Brasil revelou um estudo que aponta que 62 milhões de brasileiros acessam a página todos os dias, sendo que 50 milhões o fazem por meio de dispositivo móvel, smartfone, tablet. Quando o acesso é mensal esse número salta para 92 milhões de brasileiros ligados na Face. 

Os pré-candidatos a prefeito de Maceió têm utilizado suas redes sociais para divulgar trabalhos, ações e posicionamentos.  Quando o assunto é a principal rede de acesso, o Face, o ranking está da seguinte forma: Rui Palmeira (PSDB) (80.313 curtidas/seguidores), JHC (PSB) (38.449 curtidas/seguidores), Cícero Almeida (PMDB) (12.739 curtidas/seguidores), Paulão (PT) (14.231 curtidas/seguidores),  Gustavo Pessoa (PSOL) (4.923 curtidas/seguidores) e Paulo Memória (PTC) (1.212 curtidas/seguidores).

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que o pleito desse ano terá apenas 45 dias de campanha e uma séria de vedações em relação ao pleito de 2014 foram estabelecidas, como: a imagem de placa de candidatos nos quintais das casas não existirá mais, este tipo de apoio foi banido da campanha; as bandeiras são permitidas, mas não podem ser fixadas em lugar algum, devem estar sempre com uma pessoa, seguindo a mesma lógica de evitar locação de espaço. A tradição do bandeiraço nos semáforos não tem problema. Só não vale fixar a bandeira em carro, moto ou bicicleta e sair passeando com ela pela cidade.

Já os adesivos encolheram, para carros, a legislação estipulou o tamanho máximo de 40 cm x 50 cm e tentar colocar vários adesivos próximos uns dos outros para aumentar a visibilidade da propaganda não será permitido. A regra estabelece que só um adesivo pode ser visto quando se olha de uma única vez. Nas casas, tanto papel quanto adesivo devem medir até meio metro quadrado e podem ser colocados em janela, muro ou parede. É vedado colar em placas.

Não é mais permitido envelopar os carros. É possível apenas cobrir o vidro traseiro com plástico perfurado, que mantém a visibilidade externa para quem está no interior do veículo e exibe a propaganda para quem está vendo do lado de fora. 

Como a campanha visual fí-sica está cada vez mais restrita, a comunicação virtual é o norte para os pretensos prefeitos e vereadores. A especialista em marketing digital, Marília Fattori, ressalta em um de seus artigos: “Os meios de comunicação de massa, como o rádio e a TV, vão perdendo terreno para a rede mundial de computadores. Percebe-se que até mesmo tradicionais veículos vão sendo substituídos, gradualmente, por sua versão eletrônica, a exemplo do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, que, a partir de 2010 interrompeu a circulação de sua edição impressa”. 

Ainda segundo Fatorri: “Na verdade, é praticamente impossível competir com os recursos tecnológicos e o caráter dinâmico da internet, e as redes sociais, nesse aspecto, têm servido para difundir informações com uma velocidade espantosa. A par disso, na web é possível encontrar versões alternativas dos fatos, que diferem, muitas vezes, da posição ‘oficial’ adotada pelos meios de comunicação convencionais”. 

Já o analista Judiciário e Chefe da Seção de Publicações Técnico-Eleitorais do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, Rodrigo Piva, explanou: “Infelizmente, a evolução da humanidade, nos planos ético, moral e ecológico, não tem acompanhado com a mesma rapidez os avanços tecnológicos e o desenvolvimento de novos recursos para a difusão de informações na sociedade contemporânea. Se, por um lado, a internet revolucionou costumes e encurtou distâncias, além de ser uma fonte inesgotável de pesquisa, percebe-se que o seu uso pode ser facilmente desvirtuado, conforme se viu nas eleições de 2014”.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia