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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 879 / 2016

08/07/2016 - 07:03:08

Pastores fraudam documento para se beneficiarem politicamente

Marcelo Gouveia e José Aroldo Martins são denunciados pelo MCCE

Da Redação
Vereador Pastor Marcelo Gouveia utilzou a conta de energia da sua residência para fraudar documento em favor de Bispo Aroldo

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) encaminhou denúncia à Justiça Eleitoral de Alagoas contra os pastores Marcelo Gouveia (PRB), que atualmente exerce o cargo de deputado estadual, e José Aroldo Souza Martins, conhecido como Bispo Aroldo. Segundo documento enviado para o juiz da 2ª Zona Eleitoral de Maceió, Jamil Albuquerque de Hollanda Ferreira, a inscrição eleitoral número 001515842852 do pastor José Aroldo Souza Martins é fraudulenta. 

Bispo Aroldo morava em Israel e posteriormente mudou-se para o estado do Mato Grosso, onde foi candidato a deputado estadual em 2014. No ano de 2015, até 26 de junho, o bispo não residia em Maceió. O fato pode ser facilmente comprovado com sua falta ao lançamento da sede local do PRB, mesmo tratando-se de uma liderança. 

A sua mudança ocorreu de fato no mês de setembro de 2015, como pode ser demonstrado nas passagens aéreas onde o trecho final é Maceió. Mesmo não residindo na capital alagoana e sem manter qualquer vínculo, uma vez que residia em Mato Grosso com sua família e lá desenvolvia suas atividades profissionais e religiosas, conseguiu de forma “fraudulenta” sua inscrição eleitoral, como ressalta o documento do MCCE. 

Isso foi possível com a coparticipação e coautoria do vereador Pastor Marcelo Gouveia, uma vez que o Bispo Aroldo utilizou uma conta de energia elétrica em nome do pastor Marcelo para “comprovar” que residia na Rua Escritor Antônio Saturnino de Mendonça Júnior, no Edifício Ágata, no bairro da Ponta Verde. Várias testemunhas, como vizinhos e demais residentes podem comprovar que Aroldo não residia no documento que encaminhou para Justiça Eleitoral. 

“Em razão da conta não estar em seu nome, não tendo valor legal, Aroldo fez de próprio punho uma declaração, de teor fraudulento, falso, constando que residia no aludido endereço, datando-o do dia 2 de setembro do ano pretérito. Em data bem posterior é que o mesmo passou a residir em Maceió, tendo como endereço um apartamento na rua São Francisco de Assis, no bairro da Jatiúca”, revelou o MCCE. 

Ainda segundo a denúncia, a declaração falsa prestada pelo Bispo Aroldo, obtida com auxílio do pastor vereador por Maceió, Marcelo Gouveia, tinha como finalidade permitir que ele assumisse o controle do PRB em Alagoas. A ideia inicial da igreja e do partido era a “dobradinha” de ambos no pleito de 2018, o bispo como candidato a deputado federal e o pastor como estadual. 

Negociações 

espúrias

Com o desembarque do bispo em Maceió, o PRB passou a ser controlado por ele a mão de ferro, sempre em contato com o seu líder maior, o presidente nacional Marcos Ferreira. Bispo chegou no Estado destituindo diretórios municipais e dando as regras do jogo, numa clara demonstração de poder.

Uma negociação nacional colocou o PRB em Alagoas no controle da família Beltrão.  A verdadeira missão do Bispo ao vir para Maceió estava configurada. Sem grandes pretensões políticas e sem “ajuda” da igreja tanto o pastor Marcelo Gouveia quanto o Bispo Aroldo parecem ter tido uma curta história política na Terra dos Marechais. 

Silêncio de 

Kelman Vieira

No dia 31 de maio do corrente ano o presidente da Câmara de Maceió, Kelman Vieira, recebeu uma documentação de Manuilson de Andrade Santos narrando o seguinte fato: “O deputado estadual Galba Novaes afastou-se das funções e em razão da licença o primeiro suplente da coligação, Marcelo Gouveia, assumiu o aludido mandado. A posse não poderia ocorrer, vez que mesmo é atualmente vereador por Maceió, havendo vedação na Constituição Estadual, como federal que impendem, que o mesmo seja titular de mais de um cargo ou mandato eletivo”. 

Manuilson de Andrade Santos solicitou que a Câmara de Maceió examinasse essa questão e que tomasse as medidas cabíveis e legais contra o pastor Marcelo Gouveia. Mais de um mês depois, nada foi feito.

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