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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 878 / 2016

03/07/2016 - 17:34:45

A vida começa aos 50. E eu posso provar isso para você

Janio Fernandes

Completei meio século de vida há poucos dias. Com a experiência que tenho acumulado, sinceramente posso dizer que hoje sou mais paciente, mais humilde, mais tolerante. Mas, principalmente, sou mas feliz e sei o que quero. 

50 anos! Dependendo do tom isso pode soar como algo duro, pesado, cansado. Mas afinal de contas, é apenas um número. Um tempo alcançado na existência. E dependendo de sobre quem você está falando, terá sido uma jornada enriquecedora. Sim, datas redondas sempre convidam à reflexão, sobretudo quando estamos falando de encher o coração e cabeça de sonhos e planos. 

Claro que essa é uma idade que muita gente parece temer alcançar, mas chegar até aqui realmente é delicioso. Mais que uma data que todos deveriam almejar, sei que atingir esse momento é como ganhar um presente para celebração da vida. Para continuar caminhando. Para seguir vivendo mais e mais enquanto a vida nos oferece a oportunidade para a gente ter um olhar otimista sobre o cotidiano.

Completar ano é crescer. Sempre foi assim. Entendo que ganhar maturidade pode melhorar qualquer pessoa. Esse é o lado bom da maturidade: poder encarar a vida com determinação para crescer e melhorar. 

Disse acima que hoje sou mais paciente. Pode parecer uma contradição, mas neste momento eu não tenho muito tempo. Não tenho tempo para as urgências excessivas que tinha quando era mais jovem. Agora penso antes de agir, e sei que tudo se constrói em seu próprio tempo. Recordo quando iniciei no mundo da hotelaria. Queria que as respostas fossem sempre imediatas. Agora sou mais meticuloso, mais exigente. Não preciso de imediatismos vazios.

A juventude parece tornar todo mundo arrogante. Me lembro de palavras que disse. De coisas que fiz e atitudes que tomei em determinadas situações. Em muitas delas eu poderia ter agido diferente. Aos cinquenta anos percebo quanto posso ser relevante para a vida de outras pessoas. Aprendi a ouvir e a admitir meus erros. Mas isso não foi algo mágico ocorrido ao completar a nova idade, é claro, isso é parte do processo lento e continuo.

O carinho familiar e a genética formam dois grandes pilares de minha felicidade. Minha adolescência e juventude foi acompanhada de amores e amigos. Eles foram fundamentais para minha formação. Agora já acumulo trinta e cinco anos de experiência profissional. Comecei a trabalhar aos 15 anos. Me reinventei várias vezes. Me adaptei às mudanças. Me adaptei ao mudar de cidade, de país, de língua, de cultura e de trabalho. Isso me valeu mais que é uma formação. Foi meu doutorado, adquirido com esforço e muita paixão pelo que faço. Penso que isso me traz confiança e autoridade. Algo que aos vinte anos eu não tinha. 

Sei perfeitamente que quero continuar inspirando pessoas. Quero vê-las crescer. Quero seguir escrevendo com a suavidade de quem caminha na praia. Quero viajar. Mas não quero viajar sozinho, quero ter minha companheira ao meu lado. Quero seguir jogando tênis. Quero dançar e seguir aprendendo. Quero correr, sorrir, amar e viver. 

Uma pessoa não envelhece vivendo uma certa quantidade de anos, uma pessoa envelhece pelos seus medos, e seus temores de sentir-se com espírito de gente maior. Quando você completar 50 anos, sugiro que tenha em conta que o “riso” é a vitalidade da alma. E que a única coisa que nos distingue dos jovens é a experiência. 

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