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Edição nº 878 / 2016

03/07/2016 - 17:33:12

A mesma conversa mole

Jorge Moraes

A auditoria feita pelos técnicos do Senado da República nas contas da presidente licenciada Dilma Rousseff apontou como resultado parcial que não houve “pedalada” do governo, mas mostrou outras irregularidades, o que não muda em nada o quadro em relação ao afastamento e a possibilidade de aprovação do impeachment da maior autoridade do País, que está recebendo sem fazer nada.

Com base nessas informações, os parlamentares defensores da volta de Dilma Rousseff estão mais assanhados do que antes. Voltaram aos microfones e aos discursos mais inflamados do que nunca, tudo pela possibilidade de enganar, mais uma vez, o povo com a mesma ladainha. Esquecem os ditos cujos que quem tem roupa suja para lavar, não fala da roupa dos outros. Quem tem telhado de vidro, não joga pedra no telhado de vidro dos outros.

É o caso da inconseqüente e chata senadora Gleisi Hoffmann que, mesmo com todas as provas contra o seu marido Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, preso por desvios de verbas de empresas ligadas ao governo e por tráfico de influência dentro dos seus ministérios, a metralhadora da Gleisi continua alimentando um discurso cansado e faltando com respeito aos seus colegas senadores.

Abro um espaço no assunto para lançar um concurso: quem é mais chato Lindbergh Farias ou Gleisi Hoffmann? Um no outro não quero torna. Pense em duas figuras asquerosas e comprometidas com um discurso cansativo e que não empolga mais ninguém. É como querer defender o indefensável.  Eles tentam cobrir o sol com uma peneira, diante de todas as provas de roubos do dinheiro público. Nem o Lula, que é o todo poderoso do Partido dos Trabalhadores e chefe maior desses quadrilheiros, tem tanto discurso assim.

Voltando ao assunto Dilma Rousseff, quem acredita que ela possa ainda voltar ao comando do país? Eu mesmo não acredito nessa possibilidade. As chances são tão pequenas que quase não existem, mesmo que ela esteja falando em um governo diferente. Como, depois de tantos escândalos, alguém pode falar em governo diferente? Por onde ela vai começar: sem o PT na administração, o maior responsável por todos esses escândalos, sem a participação de outros partidos e quem vai sobrar limpo para ajudar a governar?

E Michel Temer: será mesmo que o presidente recebeu a visita do Eduardo Cunha, lá no Palácio do Governo? Se isso ocorreu, estamos perdidos. Não podemos acreditar mais em ninguém, pois isso seria o fim da picada. Como um presidente da República aceita conversar com um homem condenado a terminar seus dias na prisão. Eles se encontraram para conversar o quê?

Sabe o que acho mesmo: o Brasil precisa ser passado a limpo de cabo a rabo. Mas eleições gerais vão resolver os nossos problemas? É outra dúvida. Quem está preparado para assumir e que seja ficha limpa? Com Dilma ou sem Dilma não acredito em mais nada. Estamos ferrados e mal pagos. Do jeito que as coisas estão caminhando, gostaria de escrever um palavrão (estamos ...).

Finalizando, meus amigos leitores, desculpem os meus desabafos e acho que as preocupações são suas também. Depois de tudo o que aconteceu durante esta semana, não sei se devo continuar com esperança, se entrego os pontos ou se continuo lutando, achando que um dia, como é contado nas histórias infantis, poderemos viver felizes para sempre.

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