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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 878 / 2016

03/07/2016 - 17:18:27

Sururu

Política & Justiça

Da redação

1 - O CNJ afastou o desembargador, que afastou o juiz, que afastou o prefeito, que meteu a mão no dinheiro do povo e continua no poder. 

2 - Estes fatos, aparentemente, não têm ligação entre si, mas estão na raiz da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que afastou o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas.

3 – Usar o poder e os favores da lei para socorrer gestores públicos com contas a prestar à Justiça tem sido uma prática comum no Poder Judiciário de Alagoas. 

4 – Originário do meio político, o atual presidente do TJ não seria a exceção, mas a própria regra. Ele usou e abusou dessa prática maléfica à democracia como nenhum outro ma-gistrado jamais o fez. 

5 – Se tirou proveito pessoal dessas ações, ainda não foi provado. E é possível até que terceiros tenham usado o nome e o prestígio do desembargador para achacar prefeitos, vereadores e demais gestores públicos enrolados com a Justiça. 

6 – Ao afastar o magistrado para investigar as denúncias que pesam contra ele, o CNJ mostra que a lei é para todos e que nem tudo está perdido no apodrecido reino do Judiciário.  

O próximo

O CNJ pediu o afastamento do juiz Léo Denisson, de Marechal Deodoro, por denúncia de corrupção e favorecimento ao prefeito da cidade. O processo – que estava na pauta desta semana – foi adiado pelo pedido de vista de um dos conselheiros.

Viúvas políticas

O afastamento do desembargador Washington Luiz Damasceno vai deixar muitos políticos órfãos. Desde que trocou a Assembleia Legislativa pelo Tribunal de Justiça, o magistrado nunca se afastou da política, até mesmo pelos laços familiares que mantém no Sertão de Alagoas.  

Sangue Latino

O show do cantor Ney Matogrosso, que deixou de acontecer no Maceió Verão 2016, no dia 9 de janeiro, em decorrência das fortes chuvas, que provocaram desabamento de parte da estrutura do palco, ainda causa polêmica. No momento da ocorrência, o artista já estava pronto para entrar e fazer o show, ou seja, cumpriu ao que determinava em contrato, já que o problema que resultou no cancelamento não decorreu dele ou da equipe que o assistia. Como o problema também não foi causado pela prefeitura, já que havia uma empresa contratada para o serviço, o caso foi levado ao Ministério Público com audiência marcada para o próximo dia 19, na qual a Prefeitura de Maceió, através da Fundação Municipal de Ação Cultural, irá solicitar ressarcimento do prejuízo à empresa alagoana Vas Promoções e Eventos.

Chapa única

Pela primeira vez em sua história, o Ministério Público de Alagoas caminha para eleger seu próximo comandante sem disputa.

Pode até não ser chapa única, mas qualquer nome que integrar a lista tríplice dificilmente terá chance de ser nomeado procurador-geral de Justiça em substituição ao procurador Sérgio Jucá. 

E não será por falta de mérito dos possíveis postulantes ao cargo, mas pela unanimidade em torno do nome de Alfredo Gaspar de Mendonça Neto tanto dentro como fora do Ministério Público Estadual. 

Nomes fortes como Eduardo Tavares, Lean Araújo, Coaracy Fonseca, Luis Carnaúba e tantos outros com ampla folha de serviços prestados ao Estado têm chances reais de vitória, não fosse a força política conquistada pelo colega Alfredo Gaspar de Mendonça dentro e fora de sua instituição.  

O próprio governador Renan Filho - a quem cabe escolher um entre os integrantes da lista tríplice – não esconde de ninguém que seu candidato é Alfredo Gaspar de Mendonça, ex-secretário de Segurança Pública, posto em que se consolidou como o mais sério dirigente da pasta nesses tempos de violência generalizada.

Mas nada acontece por acaso. Antes de comandar a segurança pública, Alfredo Gaspar teve atuação marcante no Ministério Público Estadual, não apenas como promotor, mas como cidadão íntegro. 

O golpe de Temer

Michel Temer vai torrar 125,4 bilhões de reais para se manter no poder até 2018.

Isso, sim, é um golpe.

O Estadão calculou o “pacote de bondades” aprovado pelo governo que apoiou o reajuste do funcionalismo, renegociou a dívida dos Estados sem deixar claras as contrapartidas, liberou recursos para o Rio, não barrou o aumento do Supersimples, inflacionou o Bolsa Família, comprou o Poder Judiciário e distribuiu 742,8 milhões de reais para a educação básica de Estados e municípios.

Total (por enquanto): 125,4 bilhões de reais.

Considerando que o rombo previsto para o ano que vem é de 150 bilhões de reais, pode-se dizer que o prejuízo é obra de Michel Temer e Henrique Meirelles. 

(O Antagonista). 

O dono dos votos

A família Bulhões recebeu um reforço e tanto na disputa pela prefeitura de Santana do Ipanema. Trata-se do apoio à candidata Renilde Bulhões, garantido pelo médico Gustavo Pontes de Miranda, dono de um caminhão de votos espontâneos, gratidão do povo sofrido do Sertão ao trabalho do “Dr. Gustavo”.  

A licença do Ciço

Com apenas 4 presenças registradas nas sessões da Câmara ao longo do mês de maio e 6 ausências, não se consegue entender como o deputado Cícero Almeida conseguiu a façanha de gastar R$ 77.558,84 da Cota Parlamentar daquele mês.

A matemática fica ainda mais difícil quando se sabe que Ciço se licenciou do mandato por 122 dias a partir de 23 de maio, sendo que 2 dias para tratamento de saúde e os demais por interesse particular: o da campanha para prefeito de Maceió.

Só este ano são seis licenças para tratamento de saúde, o que deve deixar o eleitor com a pulga atrás d


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