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Edição nº 878 / 2016

01/07/2016 - 07:46:55

Nivaldo Albuquerque usa mais de R$ 50 mil em um mês

Maioria dos deputados alagoanos faz “economia” com a cota parlamentar de junho

José Fernando Martins Especial para o EXTRA
Nivaldo Albuquerque: nem bem chegou já gastou mais de R$ 50 mil

O mês de junho foi de economia por parte da maioria dos deputados federais de Alagoas. Mas, nem todos optaram em restringir os gastos. Pelo menos é o que consta no relatório de junho, em comparativo a maio, da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, destinada a custear as despesas vinculadas ao trabalho do político.

Um exemplo de quem não economizou na verba de gabinete foi Nivaldo Albuquerque (PRP), que assumiu a cadeira de Maurício Quintella, hoje ministro dos Transportes. O filho do deputado estadual Antônio Albuquerque assumiu o mandato a 17 de maio e fechou o mês com menos de R$ 40 em gastos. Já em junho, as coisas mudaram. Os gastos chegaram a R$ 51.186,55 com divulgação do trabalho parlamentar e contratação de empresa para pesquisas e trabalhos técnicos.

Do valor, R$ 12.000 são para serviços de fotografia, filmagens e gravação de áudios para divulgação em rádios, jornais, revistas e televisão. 

Se na última reportagem sobre os gastos dos parlamentares o deputado Arthur Lira (PP) se destacou pelas viagens, no mês de junho, isso não acontece. Do dia 1º até 29 foram gastos R$ 2.351,80, sendo que desse valor, R$ 1.468,20 é referente a serviços postais. Em maio, Lira gastou R$ 8.336,50 de sua cota. 

Givaldo Carimbão (PHS), que usou R$ 21.028,27, desta vez, a conta chega a R$ 287,40. As despesas, segundo Portal da Transparência, foram destinadas a serviços telefônicos e envio via Sedex. O candidato à Prefeitura de Maceió, o deputado federal JHC (PSB), também apresentou um decréscimo em suas despesas. O valor de R$ 20.921,95 caiu para R$ 389,96. Dessa quantia, R$ 128 foram destinados para a compra de papel e canetas para o escritório. 

Uma das maiores economias vem de Marx Beltrão (PMDB), que em maio gastou R$ 43.166,19, sendo R$ 30 mil foram para um grupo de pesquisa e marketing para a “avaliar a situação e as principais demandas da população com relação aos projetos e propostas que estão sendo debatidas no âmbito da Câmara dos Deputados”. No entanto, no mês de junho, suas contas não chegaram a R$ 70. 

Paulão (PT) também aderiu à economia. Gastou R$ 3.930,18 em vez de R$ 44.149,17 em comparativo ao quinto mês do ano. Do valor atual, R$ 2.292,50 foram usados para combustível.  Já os gastos de Pedro Vilela (PSDB) caíram de R$ 12.698,95 a R$ 208,15. Ronaldo Lessa (PDT), que se mostrou adepto à culinária mais requintada utilizando a cota para custear a alimentação em Maragogi, gastou quase R$ 40 mil a menos. De R$ 51.308,56, em maio, os gastos foram para R$ 9.288,63, em junho.

Cícero Almeida (PMDB), mais um parlamentar candidato à prefeitura da capital, gastou em maio R$ 77.558,84, sendo R$ 53.681,51 para divulgação da atividade como político. Como está licenciado do mandato desde 23 de maio por um período de 122 dias, no mês de junho não houve nenhum registro de gastos. 

Seu substituto, Val Amélio (PRB) tem registrados gastos de R$ 1 mil em maio (combustíveis, alimentação e telefonia) e R$ 1.018,99 em junho. 

ABUSOS

Em matéria recente publicada pelo EXTRA, alguns gastos dos deputados federais chamaram a atenção. Arthur Lira, de janeiro a fevereiro, gastou R$ 5.231,83 em passagens aéreas de ida e volta a Salvador. Segundo documentação da Câmara dos Deputados, teria ficado na capital baiana por oito dias, de 2 a 10 de fevereiro. Já em abril, o destino preferido foi o Rio de Janeiro, terra do também deputado federal Eduardo Cunha. Foram quatro passagens do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, para Brasília, e seis com o trajeto inverso. Essas viagens custaram ao erário a quantia de R$ 6.928,95.

Givaldo Carimbão  usou R$ 43.600 da Cota Parlamentar, nos meses de janeiro a abril, para a locação de veículos de alto padrão para transitar na cidade de Maceió. Os carros escolhidos foram: Toyota Hilux, Honda Civic e um Polo Sedan, da Volkswagen. De acordo com a nota fiscal expedida pela empresa de locação de veículos, os três carros eram alugados simultaneamente pelo valor de R$ 10.900.

Cícero Almeida (PMDB) fez suas consultorias de fevereiro a maio no valor de R$ 42.000. O serviço foi contratado para “a fundamentação dos votos em plenário”. Quem se destaca por especificar todos os gastos em mínimos detalhes é o deputado Paulão (PT). Assim como os outros parlamentares, também usou o dinheiro público para transportes, propaganda política e consultoria. Porém, o petista pede reembolso pelo consumo de tablete de chocolate diet, de R$ 8,20, até do Quarteirão com Batata Grande, ao custo de R$ 25, comprado em uma lanchonete do McDonalds, em Brasília. 

O filho de João Caldas, o deputado JCH,  gastou entre os meses de janeiro a abril cerca de R$ 30 mil com divulgação da atividade parlamentar. Conforme especificado em nota fiscal, os serviços eram referentes à produção de audiovisual para o YouTube e Facebook.

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