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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 877 / 2016

27/06/2016 - 18:37:54

Um grito de socorro

Alari romariz

Vi um documentário na TV a respeito dos refugiados que saem dos países em guerra e procuram, principalmente, a paz. Enquanto os governantes e parte da população se matam por motivos religiosos e outros inatingíveis, o povo perde tudo que tem, passa fome, famílias se separam numa triste realidade.

Comparo, então, tamanha crise com a situação do Brasil, vítima da ganância do PT e de seus aliados de outrora. Não sabemos quem escapou ou vai escapar do sistema eleitoral poluído que se instalou em nosso país.

Alagoas, pequeno estado da federação, vítima de dirigentes indiciados nos processos de corrupção, não foge à regra. Nesses últimos anos o dinheiro público sustentou as campanhas eleitorais. Ganhava o candidato que arrecadava mais. As empresas públicas e privadas doavam somas incalculáveis para os políticos mais famosos e lá vamos nós para um buraco negro de enormes proporções.

     O voto virou moeda de troca. Era preciso distribuir camisas, doar material de construção ou dar aos eleitores dinheiro vivo para a vitória de determinado candidato. Os redutos eleitorais tinham dono e poucos, muito poucos, conseguiam se eleger caso não entrassem no sistema corrupto.

Quando viravam vereadores, deputados, senadores, precisavam pagar às empresas que os ajudaram. Era o célebre “é dando que se recebe”.

Lembro-me de um fato curioso: Um parente próximo (que não foi o meu irmão) se elegeu deputado estadual e chegou em nossa casa eufórico: “Podem me emprestar 20 mil reais para eu saldar dívidas da campanha?” Rimos, pois não tínhamos tal quantia. Um mês depois, voltou mais contente ainda: “Não preciso mais de dinheiro; com o meu voto para a eleição da Mesa, faturei muito mais”. Coisas das Alagoas.

Histórias de políticos que eram pobres e ficaram ricos são inúmeras: O bedel de colégio da periferia que virou senador. O pastor protestante que usa os fiéis em suas campanhas sem pagar nada hoje mora à beira mar de Maceió, é deputado estadual e está sendo investigado. O homem que confiscou a poupança dos brasileiros é senador e também está sendo processado.

Passaríamos o dia inteiro contando aos leitores histórias engraçadas, cujos personagens são políticos. Mas, a atual mesmo é a do torneiro mecânico que virou presidente do Brasil e pode ser preso a qualquer momento.

Se chegarmos ao Legislativo alagoano encontraremos a triste realidade de políticos indiciados em processos, que usam e usavam o dinheiro público indevidamente, sem o menor constrangimento. A Mesa anterior foi afastada, deputados foram presos e surgiram os “taturanas”. Foram publicadas listas de distribuição do dinheiro público para fins eleitorais. Já se passaram 7 anos e o povo pergunta: Alguém devolveu o dinheiro? Respondo eu: não. Continuam administrando o duodécimo da ALE, praticando atos ilegais.

Estive conversando com um assessor de uma autoridade do Judiciário. Eu contava os fatos e ele dizia: “O Fulano já sabe de tudo isso”. Eu me assustava e continuava contando o que todos sabem. Mas, nada acontece.

Estão reapresentando na TV a história do PC Farias. Não vejo qualquer novidade: era o dinheiro das empresas que ia para os candidatos. E Collor dançou porque não quis dividir o bolo com as velhas raposas do Sul e do Sudeste.

O MP sabe de muita coisa; o TJ também não desconhece os fatos degradantes praticados pelos políticos; o STF decide, julga, quase que diariamente vários processos e poucos são presos, principalmente em Alagoas.

Ora, se a Justiça sabe de tudo, o que ainda devemos provar? Um fato interessante: já se diz, há muito tempo, que parte dos salários dobrados dos assessores do Legislativo vai para os deputados. Mas, não se pode dizer somente; é preciso provar. Seria bom aparecer um funcionário comissionado que “abrisse a boca”.

Uma pergunta que não quer calar: quando vão obrigar a Assembleia Legislativa a publicar sua folha de pagamento? É preciso provar o quê? Que ela tenta sempre, sempre, desrespeitar a justiça estadual?

Só nos resta pedir socorro...ao papa!

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