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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 877 / 2016

27/06/2016 - 18:37:24

Crise generalizada

Jorge Moraes

O Semanário EXTRA na semana passada trouxe uma matéria da jornalista Maria Salésia, com o título CRISE FINANCEIRA, mostrando a dura realidade da maior e mais movimentada região de Maceió, a Avenida Fernandes Lima, no Bairro do Farol. Além do mais, é o acesso mais antigo para a parte baixa da cidade e que chama a atenção por ser uma pista dupla, dividida por um canteiro espaçoso em toda sua extensão, com árvores enormes, passarelas e com todo tipo de negócio, desde o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, já no vizinho município de Rio Largo, percorrendo a Avenida Durval de Góes Monteiro, no Tabuleiro do Martins.

A matéria é cheia de detalhes sobre os números relacionados com a crise e as explicações das partes diretamente ligadas ao “cemitério” de empreendimentos fechados na famosa Fernandes Lima. Desde os pequenos até os grandes negócios, não tem perdão. Não chegaria a tanto em dizer que a avenida está virando um deserto, mas do jeito que está caminhando, vai ser de pior a pior. Hoje, é preciso saber quais serão os últimos, se as coisas não mudarem da água para o vinho.

Exagero a parte, aproveitei o assunto para fazer, também, a minha própria linha de investigação: bares e restaurantes. O local escolhido foi a parte baixa da cidade, região de praia e ruas de maior movimento das noites maceioenses do final de semana. Dois exemplos, apenas: Avenida Amélia Rosa (Jatiúca) e Engenheiro Paulo Brandão Nogueira (Stella Maris). O susto foi igual ou maior em relação ao da Avenida Fernandes Lima.

Um número, infinitamente, de estabelecimentos do ramo foi fechado na comparação aos que abriram, agora, no primeiro semestre de 2016. E outro agravante: quem continua aberto reduziu o espaço do seu negócio e, consequentemente, demitiu a metade de seus funcionários, colaborando com o crescente número de quase 12 milhões de brasileiros desempregados.

Dois exemplos claros disso: Stella Maris Gril e Divina Gula, dois dos melhores e mais tradicionais restaurantes de Maceió. O Divina, por exemplo, famoso por sua comida, ampliações e no número de pessoas no atendimento, encolheu. Fiquei assustado quando presenciei aquele quadro. O restaurante foi cortado ao meio. Só funciona, agora, a área externa e o primeiro salão. E mesmo assim, sobravam mesas.

O Stella, como a gente se refere quando vai marcar algum encontro, passou por uma reforma agradável, mas também encolheu. O primeiro andar não existe mais e, ao lado, surgiu uma farmácia. Sábado, à noite, a rua tinha vaga para estacionar em toda a sua extensão. Na Avenida Amélia Rosa, o quadro não é diferente. De dificuldade para se conseguir local para estacionar, a área ficou fácil, dado ao movimento reduzido dos estabelecimentos. Atualmente, sobram mesas e os proprietários estão com as mãos na cabeça. Isso dito por eles mesmos.

Hoje, muitos empresários estão endividados pelos altos investimentos e não vislumbram possibilidades de recuperação em curto prazo. Fazer o quê, então? Fechar as portas ou reduzir o número de empregados, colaborando com o crescimento do desemprego no País. Em Alagoas, o povo está assando e comendo. O que ainda salva, é que o maior empregador do estado, o governo, vem conseguindo pagar dentro do calendário anunciado o salário do servidor público, diferentemente de alguns estados que atrasam ou parcelam esse compromisso mensal.

Em Maceió, não é diferente. A Prefeitura também mantém a sua regularidade, inclusive dentro do mês trabalhado, mas é muito pouco para garantir a sobrevivência de outros negócios. Por tudo isso, a matéria da Maria Salésia pode ser ampliada para outras situações, com uma realidade cruel que é fruto de uma política econômica brasileira destroçada.

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