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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 876 / 2016

18/06/2016 - 17:09:48

Os bons tempos voltarão

Jorge Moraes

O título parece até coisa de festa, principalmente as promovidas pelo companheiro Dinho Lopes, que resgata o passado musical em suas diversas épocas, como os anos 60 e 70, o carnaval, as festas juninas e nos traz muitas outras boas recordações. No nosso caso, o título remete a, pelo menos, duas épocas: a Seleção Brasileira há algumas décadas: a de 70, e o período de 1994 a 2002, quando ganhávamos títulos, ou o período de um extraordinário futebol, mesmo sem levantar o “caneco”, na década de 80, quando tudo era diferente.

Hoje, a Seleção Brasileira de Futebol comemora uma vitória contra a Seleção do Haiti, como ocorreu agora na Copa América Centenário, nos Estados Unidos, um país onde o que mais chama a atenção são a fome e a miséria, como se tivessem conquistado um título diante da Alemanha, por exemplo. Mais humilhante ainda foi ser eliminado pela Seleção do Peru e voltar para casa.

Tudo bem que o gol foi de mão e o técnico Dunga se agarrou a isso como se só tivesse isso para justificar a sua medíocre campanha. Mas, o que falar do gol anulado da Seleção do Equador na estreia da competição? Se o gol de mão do Peru não tivesse acontecido e o gol do Equador tivesse tido validade, a nossa situação era a mesma. Não mudaria nada: o Brasil estaria eliminado do mesmo jeito.

Mas, antes tarde do que nunca. A Confederação Brasileira de Futebol, tardiamente, demitiu o treinador Dunga, que não deveria ter voltado ao comando da nossa seleção Canarinho pelo fracasso em 2010. Reconheço que a culpa maior não é do Dunga, mas da direção da CBF que o convidou para voltar ao cargo. O Dunga, como jogador foi acima da média, por sua valentia, destemido e liderança.

Como técnico, no entanto, foi o maior fiasco já visto em uma carreira profissional. Péssimo na seleção e fraco quando dirigiu o Internacional/RS. O valente Dunga da época de jogador foi transformado em um arrogante técnico de futebol, sem iniciativa, medroso e que não sabia transmitir aos seus comandados o que aprendeu nas chamadas “quatro linhas do campo”.  

E o pior de tudo: esse homem ganhava o equivalente a 856 mil reais/mês, sem nenhuma despesa no exercício da profissão, com todas as contas, como apartamento para morar no Rio de Janeiro, viagens, hospedagem e comida pagas pela Confederação Brasileira de Futebol. Enquanto isso, todos os clubes brasileiros estão endividados, a maioria com dívidas negociadas junto ao governo federal, tirando recursos de onde não tem para pagar compromissos assumidos pelas atuais gestões.

O técnico Dunga foi a maior enganação que já se viu no futebol brasileiro. E não adianta querer comparar ele ou o nosso futebol com o que foi feito na Alemanha. Lá, o governo intervém nesses gastos. Lá, o governo cobra resultados, mesmo que com um planejamento a um longo prazo. Lá, a Alemanha se preparou desde 2006, com o fiasco em duas Copas do Mundo, para conquistar os resultados dez anos depois, como terminou ocorrendo em 2014, no Brasil. E aqui, como é que eles fazem e são fiscalizados?

No Brasil, um presidente está preso nos Estados Unidos – José Maria Marin -; o outro não pode sair do País, senão é preso também – Marco Polo Del Nero -; e na direção da CBF existe uma corja de larápios, todos comprometidos com esquemas de dinheiro, desvios em verbas publicitárias e negociatas eleitorais. Esse é o futebol brasileiro. Como, vivendo assim, podemos pensar em uma seleção melhor?

O Dunga caiu porque é incompetente. Os jogadores são fracos e pessimamente convocados, tudo por interesses de terceiros. Até o fechamento desse artigo, o substituto de Dunga não tinha sido confirmado. Espero que tenha sido o Tite (Corinthians Paulista), que não é o salvador da Pátria, mas é competente e sério no seu trabalho.

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