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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 876 / 2016

18/06/2016 - 17:08:29

Repórter Ecônomico

Jair Pimentel

O precatório dos mortos

Sempre fui cético quanto ao recebimento dos precatórios dos servidores públicos de Alagoas, um direito de todos que ingressaram na Justiça na época certa. Mas sempre existia o conhecido “pistolão”, e o tempo foi passando, muitos já morreram, e seus herdeiros continuam esperando esse dinheiro. Agora, tenho mais esperança por todo trabalho ser conduzido pelo Tribunal de Justiça, embora ache que deveriam priorizar os mais velhos, doentes e os herdeiros daqueles que tanto lutaram para conseguir o que têm direito. Minha sogra, professora pública estadual, aposentada, iniciou seu sonho logo no início do processo, em 1989. Morreu em 1994, sem conseguir, mas deixou uma missão para a única filha, que continuasse lutando. 

Acompanho a cada mês a liberação de mais créditos. O dinheiro existe, e o próprio governador garantiu que até o final de seu mandato todos os precatórios serão pagos. Creio que até agora não foi liberado ainda os referentes aos professores e pessoal administrativo da Secretaria de Educação, que forma a maioria dos credores, com valores mais baixos. Antes, com a atuação de atravessadores, muitos que tinham direito e precisavam com urgência do dinheiro aceitavam até menos de 30% do valor. 

Reserva financeira

Nada mais economicamente correto do que ter dinheiro guardado para uma emergência qualquer. Quem vai receber seus precatórios deve, sim, realizar algum sonho de consumo, mas deixar uma boa parte para depositar no mercado financeiro. Geralmente são pessoas já aposentadas, e que precisam ter a segurança de uma velhice sem problemas financeiros. 

Pesquisando

Mais uma vez, a dica de procurar sobreviver de acordo com o que ganha, comprar à vista, pesquisar, pechinchar e só comprando quando tiver certeza de que fez alguma economia. Nada de compras por impulso, mesmo sendo em promoção. Evitar também empréstimos consignados de prazo muito longo (72 meses). 

Negociando

É a palavra de ordem que deve ser seguida pelos devedores que se encontram com dificuldade de pagar o débito total. É ir ao credor, negociar, pedir redução ou isenção de juros e multas, e quitar tudo, podendo também fazer um acordo de curto prazo e não deixar de pagar a prestação na data certa. 

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